c)Modelos de silvicultura adaptados à sub-região homogénea onde se insere a exploração, definidos no Anexo II do Regulamento do PROF-EDM.
V - Medidas de Intervenção Comuns e Específicas por Sub-Região Homogénea
Visando alcançar adequadamente os objetivos específicos inscritos no PROF-EDM, são estabelecidas as medidas de intervenção comuns à região do PROF-EDM e as medidas de intervenção específicas para a sub-região homogénea do Minho Interior que se encontram definidas no Anexo III do Regulamento do PROF-EDM.
VI - Limite Máximo de Área a Ocupar por Eucalipto
Para efeitos de aplicação do estabelecido no Decreto-Lei n.º 96/2013, de 19 de julho, na sua redação atual, e em conformidade com o estabelecido no Anexo IV do Regulamento do Programa Regional de Ordenamento Florestal de Entre Douro e Minho (PROF EDM) aprovado pela Portaria n. 58/2019 de 02 de novembro, na sua redação atual, retificado pela Declaração de Retificação n.º 14/2019, de 12 de abril e alterado pela Portaria n.º 18/2022 de 05 de janeiro o limite máximo de área (em hectares) a ocupar por espécies do género Eucalyptus spp. no concelho de Arouca é de 13 991 hectares.
ANEXO VI
Orientações e determinações do PSRN2000 com incidência no Concelho de Arouca
(a que se refere o artigo 24.º)
A - Valores naturais ocorrentes na Rede Natura 2000, fatores de ameaça e orientações de gestão no concelho de Arouca
Valores naturais ocorrentes na ZEC RIO PAIVA (PTCON0059), fatores de ameaça e orientações de gestão para a esta área classificada e que podem estar presentes no território de Arouca
A) Os valores naturais protegidos na ZEC RIO PAIVA, no território de Arouca incluem:
Habitats naturais (Anexo I da Diretiva 92/43/CEE)
Código
Designação (* habitats prioritários a negrito)
3260
Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
4030
Charnecas secas europeias
5230*
Matagais arborescentes de Laurus nobilis
5330
Matos Termo mediterrânicos pré -desérticos
6220*
Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea
6230*
Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos silicosos das zonas montanas (e das zonas submontanas da Europa continental)
6410
Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae)
6430
Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino
6510
Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
8130
Depósitos mediterrânicos ocidentais e termófilos
8220
Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
8230
Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-Scleranthion ou da Sedo albi - Veronicion dillenii
91E0*
Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
91F0
Florestas -galerias de Salix alba e Populus alba
9230
Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
9260
Florestas de Castanea sativa
9330
Florestas de Quercus suber
A negrito: habitats prioritários
Espécie de Flora (anexo II da Diretiva 92/43/CEE)
Código
Designação (* habitats prioritários a negrito)
1793
Centaurea micrantha ssp. herminii
Espécie de fauna (anexo II da Diretiva 92/43/CEE
Grupo taxonómico
Código
Espécie
Invertebrado
1088
Cerambyx cerdo
Invertebrado
1083
Lucanus cervus
Invertebrado
1029
Margaritifera margaritifera
Invertebrado
1041
Oxygastra curtisii
Peixes
1116
Chondrostoma polylepis (33)
Peixes
1135
Rutilus macrolepidotus
Anfíbios e répteis
1172
Chioglossa lusitanica
Anfíbios e répteis
1259
Lacerta schreiberi
Mamíferos
1352
Canis lupus
Mamíferos
1301
Galemys pyrenaicus
Mamíferos
1355
Lutra lutra
Outras Espécies dos Anexos B -IV e B -V do Decreto-Lei n.º 49/2005 de 24/02
Espécie
Flora
Anarrhinum longipedicelatum
Arnica montana
Narcissus bulbocodium
Narcissus triandrus
Ruscus aculeatus
Scilla beirana
Fauna
Rana iberica
Rana perezi
Triturus marmoratus
A) Os fatores de ameaça à conservação dos valores naturais e as orientações de gestão para a ZEC Freita no território de Arouca:
B.1) Fatores de Ameaça
A principal ameaça provém da invasão pelas acácias e da instalação frequente de povoamentos monoculturais de eucaliptos e de pinheiro-bravo.
Implementação de pequenos e grandes empreendimentos hidroelétricos; casos pontuais de extração e lavagem de inertes, fogos, raids todo-o-terreno e desportos aquáticos (descidas de canoas/caiaques, rafting, etc.); construção de açudes; construções clandestinas; implantação de aviários e pisciculturas; florestação de terras agrícolas, sobretudo lameiros, cervunais e malhadais.
B.2) Orientações de gestão
As orientações de gestão visam sobretudo a salvaguarda do curso de água e dos recursos faunísticos associados, sendo especialmente dirigidas para a conservação das margens e respetivas galerias ripícolas, proporcionando, em paralelo, as condições necessárias à manutenção de um corredor de ligação entre duas áreas fundamentais para a conservação das populações de lobo que ocorrem a sul do Douro.
Realça -se ainda a importância das orientações que visam a preservação de habitats prioritários situados nas zonas de cabeceira.
B.3) Detalhes das orientações de gestão com referências aos valores naturais
Neste Sítio assumem particular relevância as seguintes orientações de gestão:
Condicionar intervenções nas margens e leito de linhas de água
3260; 5230*; 91E0*; 91F0; 9230; 92A0; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lutra lutra; Margaritifera margaritifera; Oxygastra curtisii; Rutilus macrolepidotus
Promover a regeneração natural
91E0*; 9230; 9330
Ordenar atividades de recreio e lazer
6230*
Galemys pyrenaicus (em áreas mais sensíveis, associadas às zonas húmidas)
Canis lupus (condicionar atividades motorizadas todo-o-terreno)
Monitorizar, manter/melhorar qualidade da água
3260; 6410; Chioglossa lusitanica; Lacerta schreiberi; Lutra lutra; Margaritifera margaritifera; Oxygastra curtisii
Galemys pyrenaicus (considerando como valores de referência os limites previstos nas «Normas de qualidade aplicáveis às águas piscícolas», de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º 236/98, de 1 de agosto)
Rutilus macrolepidotus; Chondrostoma polylepis (considerando como valores de referência os limites previstos para as «águas de ciprinídeos», de acordo com o disposto no Dec.-Lei n.º 236/98, de 1 de agosto)
Condicionar uso de agroquímicos/adotar técnicas alternativas em áreas contíguas ao habitat
3260; 6410; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lutra lutra; Margaritifera margaritifera; Rutilus macrolepidotus
Definir zonas de proteção para a espécie
Margaritifera margaritifera (correspondentes às áreas mais sensíveis)
Estabelecer programa de repovoamento/reintrodução
Margaritifera margaritifera
Recuperar os hospedeiros da espécie
Margaritifera margaritifera (reforço das populações salmonícolas)
Assegurar caudal ecológico
Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lutra lutra; Margaritifera margaritifera; Rutilus macrolepidotus
Condicionar a construção de infra -estruturas
4030; 5230*; 5330; 6220*; 6230*; 8130; 8220; 9330
Canis lupus (condicionar a construção de grandes infraestruturas em áreas sensíveis. Garantir a livre circulação da espécie e das suas presas)
Chioglossa lusitanica; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi (na construção de novas estradas ou alargamento das existentes, evitar proximidade às linhas de água)
Melhorar transposição de barragens/açudes
Chondrostoma polylepis; Rutilus macrolepidotus (colocação de passagens adequadas para peixes)
Galemys pyrenaicus (implementação de canais de bypass naturalizados ou outras passagens para peixes adaptadas à espécie)
Condicionar construção de açudes em zonas sensíveis
3260; 91E0*; 91F0; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Margaritifera margaritifera; Rutilus macrolepidotus
Condicionar construção de barragens em zonas sensíveis
3260; 91E0*; 91F0; Canis lupus; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Margaritifera margaritifera; Rutilus macrolepidotus
Conservar/recuperar vegetação ribeirinha autóctone
Cerambyx cerdo; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lucanus cervus; Lutra lutra; Oxygastra curtisii; Rutilus macrolepidotus
Conservar/promover sebes, bosquetes e arbustos
Canis lupus (em áreas mais abertas, com o objetivo de criar locais de refúgio e reprodução)
Lutra lutra (promover a manutenção/criação de sebes e bordaduras de vegetação natural na periferia das zonas húmidas)
Regular dragagens e extração de inertes
8130; 8220; Oxygastra curtisii
Galemys pyrenaicus (tomar medidas que impeçam a extração de inertes nas linhas de água, durante o período de reprodução da espécie, março-julho)
Chondrostoma polylepis; Rutilus macrolepidotus (tomar medidas que impeçam a extração de inertes nos locais de reprodução da espécie, em qualquer época do ano. Nos restantes locais, condicionar durante a Primavera)
Margaritifera margaritifera (tomar medidas que impeçam a extração de inertes em toda a área de ocorrência da espécie, em qualquer época do ano)
Impedir introdução de espécies não autóctones/controlar existentes
4030; 5230*; 6220*; 8220; 91F0; 9330
Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Oxygastra curtisii; Rutilus macrolepidotus (implementar programas de controlo e erradicação de espécies vegetais exóticas invasoras das margens das linhas de água e encostas adjacentes, promovendo a sua substituição por espécies autóctones)
Lacerta schreiberi (remover espécies vegetais exóticas pelo menos numa faixa de 50 m para cada lado das linhas de água)
Margaritifera margaritifera (controlar introduções furtivas de espécies animais potenciais competidoras)
B.3.1) Agricultura e Pastorícia
Condicionar expansão do uso agrícola 5230*; 5330; 6410; 91F0; 9330
5230*; 5330; 6410; 91F0; 9330
Condicionar a intensificação agrícola
Chioglossa lusitanica
Outros condicionamentos específicos a práticas agrícolas
6510
Condicionar mobilização do solo
6220*
Condicionar uso de agro-químicos/adotar técnicas alternativas
6230*; 6510; Cerambyx cerdo; Chioglossa lusitanica; Lacerta schreiberi; Lucanus cervus; Oxygastra curtisii
Aumentar a pressão do pastoreio
6230*
Manter práticas de pastoreio extensivo
4030; 6220*; 6410
Adotar práticas de pastoreio específicas
5330; 6230*; 6410; 6430; 6510; 91F0; Centaurea micrantha ssp herminii
Canis lupus (cercas elétricas, rebanhos de menores dimensões, cães de gado)
Salvaguardar de pastoreio
9230; 9330
Remover, por corte mecânico, a biomassa aérea não pastoreada
6230*
B.3.2) Silvicultura
Adotar práticas silvícolas específicas 5230*; 91E0*; 9230; 9260; 92A0; 9330 5330 (condicionar operações de desmatação)
Condicionar a florestação
5330; 6510; 8220; 9330
Canis lupus (em áreas mais sensíveis)
Conservar/recuperar povoamentos florestais autóctones
Cerambyx cerdo; Lucanus cervus
Canis lupus (com um subcoberto diversificado)
Conservar/recuperar vegetação dos estratos herbáceo e arbustivo
Canis lupus
Promover áreas de matagal mediterrânico
9330
Manter árvores mortas ou árvores velhas com cavidades
Cerambyx cerdo; Lucanus cervus
Reduzir risco de incêndio
5230*; 5330; 91E0*; 9230; 9330; Canis lupus; Cerambyx cerdo; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lucanus cervus;
Lutra lutra; Margaritifera margaritifera; Oxygastra curtisii; Rutilus macrolepidotus
B.3.3) Construção e infraestruturas
Apoiar tecnicamente o alargamento de estradas e a limpeza de taludes
Chioglossa lusitanica; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi (adjacentes às linhas de água, de forma a não aterrar/destruir as margens das linhas de água e a vegetação aí existente)
Condicionar expansão urbano -turística
4030; 5230*; 5330; 8130; 8220; 9330
Chioglossa lusitanica; Lutra lutra (ordenar expansão urbano -turística de forma a não afetar as áreas mais sensíveis)
Reduzir mortalidade acidental
Canis lupus (vedações efetivas com saídas one way out, passagens para fauna e sinalização rodoviária, tanto nas novas vias rodoviárias como nas já existentes)
Lutra lutra (passagens para fauna e sinalizadores em rodovias; implementar dispositivos dissuasores da passagem e entrada da espécie nas pisciculturas)
Galemys pyrenaicus (implementar grelhas de malha fina/dispositivos dissuasores à entrada dos canais/circuitos de adução de água de pisciculturas e aproveitamentos hidráulicos e hidroelétricos, com vista a evitar a entrada e morte de animais nestas infraestruturas)
B.3.4) Outros usos e atividades
Controlar efetivos de animais assilvestrados
Canis lupus (cães assilvestrados, em áreas mais sensíveis)
Condicionar captação de água
3260
Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lutra lutra; Oxygastra curtisii; Rutilus macrolepidotus (nas zonas mais sensíveis e durante os meses de menor pluviosidade)
Condicionar drenagem
3260; 6410
Chioglossa lusitanica (em zonas mais sensíveis)
Condicionar ou tomar medidas que impeçam o corte e a colheita de espécies
5230*
Implementar gestão cinegética compatível com conservação espécie
Canis lupus (correta exploração cinegética das suas presas, nomeadamente pelo estabelecimento de áreas de caça/não caça, condicionantes ao número de efetivos a abater e às épocas de caça)
Tomar medidas que impeçam a circulação de viaturas fora dos caminhos estabelecidos
5230*
Tomar medidas que impeçam as deposições de dragados ou outros aterros
Galemys pyrenaicus; Chondrostoma polylepis; Rutilus macrolepidotus (em áreas mais sensíveis)
Ordenar acessibilidades
5230*; 9330
Canis lupus (condicionar a utilização/abertura de acessos em áreas sensíveis)
Ordenar prática de desporto da natureza
6230*
Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Rutilus macrolepidotus (desportos associados a cursos de água)
Reduzir mortalidade acidental
Lutra lutra (utilização de grelhas metálicas em artes de pesca, que impossibilitem o acesso da lontra ao interior do engenho)
B.4) Orientações específicas
Controlar a predação e/ou parasitismo e/ou a competição interespecífica
6230*
Criar alternativas à colheita de espécies, promovendo o seu cultivo
5230*
Criar novos locais de reprodução, conservar/recuperar os existentes
Chioglossa lusitanica (conservar/recuperar minas e galerias já identificadas)
Efetuar desmatações seletivas
5330; 6220*; 6230*; 6410
Estabelecer programa de repovoamento/fomento/reintrodução de presas
Canis lupus (promover o fomento de presas selvagens, como o corço e o veado)
Manter/recuperar habitats contíguos
6410; 6430; 91E0*; Galemys pyrenaicus; Chondrostoma polylepis; Rutilus macrolepidotus
Fonte: Resolução do Conselho de Ministros n.º 115-A/2008 de 21 de julho
Valores naturais ocorrentes na ZEC SERRA DA FREITA E ARADA (PTCON0047), fatores de ameaça e orientações de gestão para a esta área classificada e que podem estar presentes no território de Arouca
A) Os valores naturais protegidos na ZEC SERRA DA FREITA E ARADA, no território de Arouca incluem:
Habitats naturais (Anexo I da Diretiva 92/43/CEE)
Código
Designação (* habitats prioritários a negrito)
3130
Águas estagnadas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e ou da Isoëto-Nanojuncetea
3260
Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
4020*
Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
4030
Charnecas secas europeias
4090
Charnecas oromediterrânicas endémicas com giestas espinhosas
5230*
Matagais arborescentes de Laurus nobilis
5330
Matos termomediterrânicos pré-desérticos
6160
Prados oro-ibéricos de Festuca indigesta
6230*
Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos silicosos das zonas montanas (e das zonas submontanas da Europa continental)
6410
Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae)
6430
Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino
6510
Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
7140
Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes
8130
Depósitos mediterrânicos ocidentais e termófilos
8220
Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
8230
Rochas siliciosas com vegetação pioneira da Sedo-Scleranthion ou da Sedo albi -Veronicion dillenii
91E0*
Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
92A0
Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba
9230
Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
9260
Florestas de Castanea sativa
9330
Florestas de Quercus suber
9380
Florestas de Ilex aquifolium
A negrito: habitats prioritários
Espécie de Flora (anexo II da Diretiva 92/43/CEE)
Código
Designação (* habitats prioritários a negrito)
1793
Centaurea micrantha ssp. herminii
1891
Festuca summilusitana
1862
Narcissus cyclamineus
1426
Woodwardia radicans
Espécie de fauna (anexo II da Diretiva 92/43/CEE
Grupo taxonómico
Código
Espécie
Invertebrado
1083
Lucanus cervus
Peixes
1116
Chondrostoma polylepis (33)
Peixes
1135
Rutilus macrolepidotus
Anfíbios e répteis
1172
Chioglossa lusitanica
Anfíbios e répteis
1259
Lacerta schreiberi
Mamíferos
1352
Canis lupus
Mamíferos
1301
Galemys pyrenaicus
Mamíferos
1355
Lutra lutra
Mamíferos
1324
Myotis myotis
Mamíferos
1304
Rhinolophus ferrumequinum
Mamíferos
1303
Rhinolophus hipposideros
Mamíferos
1302
Rhinolophus mehelyi
Outras Espécies dos Anexos B-IV e B-V do Decreto-Lei n.º 49/2005 de 24/02
Código
Espécie
Flora
Anarrhinum longipedicelatum
Murbeckiella sousae
Narcissus bulbocodium
Narcissus triandrus
Ruscus aculeatus
Teucrium salviastrum ssp.salviastrum
Thymelaea broterana
Fauna
Alytes obstetricans
Bufo calamita
Discoglossus galganoi
Rana iberica
Rana perezi
Triturus marmoratus
Myotis daubentonii
Myotis nattereri
A) Os fatores de ameaça à conservação dos valores naturais e as orientações de gestão para a ZEC Freita no território de Arouca:
B.1) Fatores de Ameaça
O Sítio tem vindo a ser ocupado por plantações mais ou menos extensas de pinheiros e eucaliptos e, na zona ocidental e acentuadamente na zona oriental é moderadamente afetado pelo pastoreio e queimadas associadas. Destaca-se igualmente a destruição de habitats provocada por incêndios florestais.
Verifica-se um aumento significativo na procura desta área para a prática de atividades de recreio e lazer assim como de raids todo-o-terreno, instalação de projetos turísticos, nomeadamente praias fluviais, campismo selvagem e escaladas.
Regista-se ainda a implantação de mini-hídricas e de parques eólicos, a destruição de turfeiras originada por ações e atividades de diversa natureza, a abertura de novas vias e a laboração ilegal de pedreiras.
B.2) Orientações de gestão
As orientações de gestão visam primordialmente a salvaguarda das turfeiras e comunidades higrófilas de montanha, bem como os afloramentos rochosos e cristas quartzíticas onde se acantonam espécies raras. Assumem ainda importância as medidas dirigidas para a conservação dos carvalhais e das manchas florestais naturais mais desenvolvidas, e para a vegetação ribeirinha (freixiais, amiais, salgueirais), estes últimos também por constituírem habitats fundamentais para a conservação de espécies da fauna associadas, nomeadamente para a herpetofauna.
De grande importância por corresponder a um local de criação, a presença do lobo neste sítio depende do incremento das suas presas naturais, bem como da manutenção de habitat com condições favoráveis que permitam o contacto com as outras populações de lobo.
B.3) Detalhes das orientações de gestão com referências aos valores naturais
B.3.1) Agricultura e Pastorícia
Adotar práticas de pastoreio específicas
3130; 4020*; 5330; 6230*; 6410; 6430; 6510
Centaurea micrantha ssp herminii; Festuca summilusitana (pastoreio de percurso)
Canis lupus (cercas elétricas, rebanhos de menores dimensões, cães de gado)
Manter práticas de pastoreio extensivo
4030; 6160; 6410; Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi
Aumentar a pressão do pastoreio
6230*
Salvaguardar de pastoreio
7140; 9230; 9330; 9340
Condicionar queimadas
4020*; 7140
Assegurar mosaico de habitats
Canis lupus (promover a existência de bosquetes em alternância com zonas mais abertas de matos e prados)
Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (bosquetes, sebes e matos, intercalados com zonas mais abertas de pastagens e zonas agrícolas)
Condicionar a intensificação agrícola
Chioglossa lusitanica; Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi
Outros condicionamentos específicos a práticas agrícolas
4020*; 6510
Outros condicionamentos específicos a práticas agrícolas em áreas contíguas ao habitat
3130
Remover, por corte mecânico, a biomassa aérea não pastoreada
6230*
Condicionar expansão do uso agrícola
4020*; 7140; 9330; 9340; Woodwardia radicans
Narcissus cyclamineus (condicionar utilização agrícola das margens dos cursos de água)
Condicionar uso de agroquímicos/adotar técnicas alternativas
6230*; 6510; Chioglossa lusitanica; Lacerta schreiberi; Lucanus cervus; Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi
Condicionar uso de agroquímicos/adotar técnicas alternativas em áreas contíguas ao habitat
3130; 3260; 6410; 7140; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lutra lutra; Rutilus macrolepidotus
B.3.2) Silvicultura
Promover a regeneração natural
91E0*; 9230; 9330; 9340
Conservar/promover sebes, bosquetes e arbustos
Canis lupus (em áreas mais abertas, com o objetivo de criar locais de refúgio e reprodução)
Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (em áreas mais abertas, para aumentar a diversidade de presas e facilitar deslocações na paisagem)
Lutra lutra (promover a manutenção/criação de sebes e bordaduras de vegetação natural na periferia das zonas húmidas)
Conservar/recuperar povoamentos florestais autóctones
Lucanus cervus
Narcissus cyclamineus (sobretudo florestas aluviais com ensombramento) Woodwardia radicans (adensamento dos povoamentos e manutenção de elevados níveis de naturalidade sem qualquer tipo de intervenção no subcoberto; manutenção dos níveis de escorrência e infiltração das águas no solo ao longo das vertentes vizinhas; conservar matas caducifólias e bosques ribeirinhos)
Canis lupus; Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (com um subcoberto diversificado)
Conservar/recuperar vegetação dos estratos herbáceo e arbustivo
Canis lupus; Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi
Adotar práticas silvícolas específicas
5230*; 91E0*; 9230; 9260; 92A0; 9330; 9340 5330 (condicionar operações de desmatação)
Condicionar a florestação
4020*; 5230*; 6510; 8220; 9330; 9340; Festuca summilusitana Canis lupus (em áreas mais sensíveis)
Tomar medidas que impeçam a florestação
4090; 7140
Promover áreas de matagal mediterrânico
9340
Reduzir risco de incêndio
5230*; 5330; 91E0*; 9230; 9330; 9340; 9380; Canis lupus; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lucanus cervus; Lutra lutra; Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi; Rutilus macrolepidotus
Manter árvores mortas ou árvores velhas com cavidades
Lucanus cervus
B.3.3) Construção e infraestruturas
Condicionar a construção de infraestruturas
4030; 5230*; 6230*; 7140; 8130; 8220; 9330; 9340 Canis lupus (condicionar a construção de grandes infraestruturas em áreas sensíveis. Garantir a livre circulação da espécie e das suas presas)
Chioglossa lusitanica; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi (na construção de novas estradas ou alargamento das existentes, evitar proximidade das linhas de água)
Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (localização dos nós das autoestradas em relação aos abrigos de importância nacional)
Myotis myotis (localização dos parques eólicos em relação aos abrigos de importância nacional)
Condicionar expansão urbano -turística
4030; 5230*; 7140; 8220; 9330; 9340; Festuca summilusitana
Chioglossa lusitanica; Lutra lutra (ordenar expansão urbano-turística de forma a não afetar as áreas mais sensíveis)
Apoiar tecnicamente o alargamento de estradas e a limpeza de taludes
Chioglossa lusitanica; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi (adjacentes às linhas de água, de forma a não aterrar/destruir as margens das linhas de água e a vegetação aí existente)
Assegurar caudal ecológico
Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lutra lutra; Rutilus macrolepidotus
Melhorar transposição de barragens/açudes
Galemys pyrenaicus (implementação de canais de bypass naturalizados ou outras passagens para peixes adaptadas à espécie)
Chondrostoma polylepis; Rutilus macrolepidotus (colocação de passagens adequadas para peixes)
Condicionar construção de açudes em zonas sensíveis
3260; 91E0*; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Rutilus macrolepidotus
Condicionar construção de barragens em zonas sensíveis
3260; 91E0*; Canis lupus; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Rutilus macrolepidotus
Condicionar transvases
Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Rutilus macrolepidotus
Reduzir mortalidade acidental
Canis lupus (vedações efetivas com saídas one way out, passagens para fauna e sinalização rodoviária, tanto nas novas vias rodoviárias como nas já existentes)
Lutra lutra (passagens para fauna e sinalizadores em rodovias; implementar dispositivos dissuasores da passagem e entrada da espécie nas pisciculturas)
Galemys pyrenaicus (implementar grelhas de malha fina/dispositivos dissuasores à entrada dos canais/circuitos de adução de água de pisciculturas e aproveitamentos hidráulicos e hidroelétricos, com vista a evitar a entrada e morte de animais nestas infraestruturas)
Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (evitar o uso de vedações rematadas no topo com arame farpado)
B.3.4) Outros usos e atividades
Incrementar sustentabilidade económica de atividades com interesse para a conservação
6230*; 9230; 9260; 9330; 9340; Canis lupus;
Conservar/recuperar vegetação ribeirinha autóctone
Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lucanus cervus; Lutra lutra; Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi; Rutilus macrolepidotus; Woodwardia radicans
Condicionar intervenções nas margens e leito de linhas de água
3260; 5230*; 91E0*; 9230; 92A0;
Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lutra lutra; Rutilus macrolepidotus
Condicionar drenagem
3130; 3260; 4020*; 6410; 7140
Chioglossa lusitanica (em zonas mais sensíveis)
Condicionar captação de água
3260; 7140
Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lutra lutra; Rutilus macrolepidotus (nas zonas mais sensíveis e durante os meses de menor pluviosidade)
Implementar gestão cinegética compatível com conservação espécie
Canis lupus (correta exploração cinegética das suas presas, nomeadamente pelo estabelecimento de áreas de caça/não caça, condicionantes ao número de efetivos a abater e às épocas de caça)
Tomar medidas que impeçam a circulação de viaturas fora dos caminhos estabelecidos
5230*
Monitorizar, manter/melhorar qualidade da água
3130; 3260; 6410; 7140; Chioglossa lusitanica; Lacerta schreiberi; Lutra lutra
Galemys pyrenaicus (considerando como valores de referência os limites previstos nas «Normas de qualidade aplicáveis às águas piscícolas», de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º 236/98, de 1 de agosto)
Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (conservação das suas áreas de alimentação)
Chondrostoma polylepis; Rutilus macrolepidotus (considerando como valores de referência os limites previstos para as «águas de ciprinídeos», de acordo com o disposto no Dec.-Lei n.º 236/98, de 1 de agosto)
Ordenar atividades de recreio e lazer
6230*; 7140
Galemys pyrenaicus (em áreas mais sensíveis, associadas às zonas húmidas)
Canis lupus (condicionar atividades motorizadas todo-o-terreno)
Ordenar prática de desporto da natureza
6230*
Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Rutilus macrolepidotus (desportos associados aos cursos de água)
Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (espeleologia) Ordenar acessibilidades
5230*; 9330; 9340
Canis lupus (condicionar a utilização/abertura de acessos em áreas sensíveis)
Reduzir mortalidade acidental
Lutra lutra (utilização de grelhas metálicas em artes de pesca, que impossibilitam o acesso da lontra ao interior do engenho)
Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (evitar o uso de vedações rematadas no topo com arame farpado)
Regular dragagens e extração de inertes
8130; 8220
Galemys pyrenaicus (tomar medidas que impeçam a extração de inertes nas linhas de água, durante o período de reprodução da espécie, março-julho)
Chondrostoma polylepis; Rutilus macrolepidotus (tomar medidas que impeçam a extração de inertes nos locais de reprodução da espécie, em qualquer época do ano. Nos restantes locais, condicionar durante a Primavera)
Tomar medidas que impeçam as deposições de dragados ou outros aterros
Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Rutilus macrolepidotus (nas áreas mais sensíveis)
Condicionar ou tomar medidas que impeçam o corte e a colheita de espécies
5230*
B.4) Orientações específicas
Condicionar o acesso
7140
Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (quando se justifique, colocar vedações que evitem a entrada de visitantes, mas permitam a passagem de morcegos. A entrada dos visitantes é restringida apenas nas épocas do ano em que o abrigo se encontra ocupado)
Consolidar galerias de minas importantes
Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi
Desobstruir a entrada de abrigos
Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (grutas, minas ou algares)
Manter as edificações que possam albergar colónias/populações
Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros
Impedir encerramento de grutas, minas e algares com dispositivos inadequados
Myotis myotis; Rhinolophus ferrumequinum; Rhinolophus hipposideros; Rhinolophus mehelyi (como portas compactas ou gradeamentos de malha apertadas)
Controlar a predação e/ou parasitismo e/ou a competição interespecífica
3130; 6230*
Controlar efetivos de animais assilvestrados
Canis lupus (cães assilvestrados, em áreas mais sensíveis)
Criar alternativas à colheita de espécies, promovendo o seu cultivo
5230*; 9380
Criar novos locais de reprodução, conservar/recuperar os existentes
Chioglossa lusitanica (conservar/recuperar minas e galerias já identificadas)
Definir zonas de proteção para a espécie/habitat
9340 (microreservas)
Efetuar gestão por fogo controlado
4030; 5330; 6410
Efetuar desmatações seletivas
5330; 6230*; 6410
Estabelecer programa de repovoamento/fomento/reintrodução de presas
Canis lupus (promover o fomento de presas selvagens, como o corço e o veado)
Impedir introdução de espécies não autóctones/controlar existentes
4030; 5230*; 8220; 9330; 9340
Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Rutilus macrolepidotus (implementar programas de controlo e erradicação de espécies vegetais exóticas invasoras das margens das linhas de água e encostas adjacentes, promovendo a sua substituição por espécies autóctones)
Lacerta schreiberi (remover espécies vegetais exóticas pelo menos numa faixa de 50 m para cada lado das linhas de água)
Manter/recuperar habitats contíguos
6410; 6430; 91E0*
Galemys pyrenaicus (assegurar corredores ecológicos)
Chondrostoma polylepis; Rutilus macrolepidotus (assegurar continuum fluvial)
Promover a manutenção de prados húmidos
Narcissus cyclamineus
Fonte: Resolução do Conselho de Ministros n.º 115-A/2008 de 21 de julho
Valores naturais ocorrentes na ZEC SERRA DO MONTEMURO (PTCON0025), fatores de ameaça e orientações de gestão para a esta área classificada e que podem estar presentes no território de Arouca
A) Os valores naturais protegidos na ZEC SERRA DO MONTEMURO no território de Arouca incluem:
Habitats naturais (Anexo I da Diretiva 92/43/CEE)
Código
Designação (* habitats prioritários a negrito)
3120
Águas oligotróficas muito pouco mineralizadas em solos geralmente arenosos do oeste mediterrânico com Isoëtes spp.
3130
Águas estagnadas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e ou da Isoëto-Nanojuncetea
3170*
Charcos temporários mediterrânicos
3260
Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
4020*
Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
4030
Charnecas secas europeias
6160
Prados oro -ibéricos de Festuca indigesta
6230*
Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos silicosos das zonas montanas (e das zonas submontanas da Europa continental)
6410
Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae)
6430
Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino
6510
Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
7140
Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes
8220
Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
91E0*
Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
9230
Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
9260
Florestas de Castanea sativa
A negrito: habitats prioritários
Espécie de Flora (anexo II da Diretiva 92/43/CEE)
Código
Designação (* habitats prioritários a negrito)
1885
Festuca elegans
1865
Narcissus asturiensis
1733
Veronica micrantha
Espécie de fauna (anexo II da Diretiva 92/43/CEE
Grupo taxonómico
Código
Espécie
Invertebrado
1078
Callimorpha quadripunctaria
Invertebrado
1065
5 Euphydryas aurinia
Invertebrado
1083
Lucanus cervus
Peixes
1116
Chondrostoma polylepis (33)
Peixes
1123
Rutilus alburnoides
Anfíbios e répteis
1172
Chioglossa lusitanica
Anfíbios e répteis
1259
Lacerta schreiberi
Mamíferos
1351
Canis lupus
Mamíferos
1301
Galemys pyrenaicus
Mamíferos
1355
Lutra lutra
Outras Espécies dos Anexos B -IV e B -V do Decreto-Lei n.º 49/2005 de 24/02
Espécie
Flora
Anarrhinum longipedicelatum
Arnica montana
Narcissus bulbocodium
Narcissus triandrus
Ruscus aculeatus
Scilla beirana
Teucrium salviastrum ssp.salviastrum
Thymelaea broterana
Fauna
Alytes obstetricans
Discoglossus galganoi
Hyla arborea
Rana iberica
Rana perezi
Triturus marmoratus
Chalcides bedriagai
Coronella austriaca
Genetta genetta
Mustela putorius
A) Os fatores de ameaça à conservação dos valores naturais e as orientações de gestão para a ZEC Freita no território de Arouca:
B.1) Fatores de Ameaça
Incêndios florestais (entre 1999 e 2003 ardeu 55 % da área); construção de vias de comunicação; construção de mini-hídricas; parque eólicos; pastoreio desordenado; abandono agrícola.
B.2) Orientações de gestão
As orientações de gestão para este Sítio são dirigidas prioritariamente para a conservação dos carvalhais e das manchas florestais naturais mais desenvolvidas, bem como para os habitats turfícolas, que exigem uma proteção estrita.
Considera-se ainda fundamental a preservação das linhas de água e vegetação ribeirinha (freixiais, amiais, salgueirais), habitats fundamentais para a conservação de espécies da fauna associadas a este meio, nomeadamente para a herpetofauna.
A promoção e acompanhamento de um modelo de gestão de uso múltiplo, com o objetivo de promover uma agricultura e pastorícia extensivas, em mosaico com manchas florestais autóctones, asseguram as exigências ecológicas necessárias à conservação das populações de lobo aqui presentes.
B.3) Detalhes das orientações de gestão com referências aos valores naturais
Reduzir risco de incêndio
91E0*; 9230; Callimorpha quadripunctaria; Canis lupus; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Euphydryas aurinia; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lucanus cervus; Lutra lutra; Rutilus alburnoides
Conservar/recuperar povoamentos florestais autóctones
Lucanus cervus
Festuca elegans (carvalhais e soutos)
Canis lupus; Euphydryas aurinia (com um subcoberto diversificado)
Veronica micrantha (conservar o habitat 9230; adensamento dos povoamentos e manutenção de elevados níveis de naturalidade sem qualquer tipo de intervenção no subcoberto; manutenção dos níveis de escorrência e infiltração das águas no solo ao longo das vertentes vizinhas)
Adotar práticas silvícolas específicas
91E0*; 9230; 9260
Festuca elegans (condicionar o corte das formações florestais de cuja orla a espécie faz parte, bem como a limpeza destas orlas)
Promover a regeneração natural
91E0*; 9230; Veronica micrantha
Incrementar sustentabilidade económica de atividades com interesse para a conservação
6230*; 9230; 9260; Canis lupus
Condicionar drenagem
3120; 3130; 3170*; 3260; 4020*; 6410; 7140
Chioglossa lusitanica (em zonas mais sensíveis)
Tomar medidas que impeçam a florestação
7140
Salvaguardar de pastoreio
7140; 91E0*; 9230
Condicionar expansão do uso agrícola
4020*; 7140
B.3.1) Agricultura e Pastorícia
Adotar práticas de pastoreio específicas
3120; 3130; 3170*; 4020*; 6230*; 6410; 6510
Canis lupus (cercas elétricas, rebanhos de menores dimensões, cães de gado)
Euphydryas aurinia (baixo encabeçamento, preferencialmente bovinos)
Aumentar a pressão do pastoreio
6230*
Remover, por corte mecânico, a biomassa aérea não pastoreada
6230*
Manter práticas de pastoreio extensivo
4030; 6160; 6410
Assegurar mosaico de habitats
Canis lupus (promover a existência de bosquetes em alternância com zonas mais abertas de matos e prados) Euphydryas aurinia (áreas mais abertas, de prados e pastagens, alternadas com zonas não cortadas/abandonadas recentemente)
Conservar/promover sebes, bosquetes e arbustos
Canis lupus; Euphydryas aurinia (em áreas mais abertas, com o objetivo de criar locais de refúgio e reprodução) Lutra lutra (promover a manutenção/criação de sebes e bordaduras de vegetação natural na periferia das zonas húmidas)
Condicionar a intensificação agrícola
Callimorpha quadripunctaria; Chioglossa lusitanica; Euphydryas aurinia
Condicionar mobilização do solo
3120; 3170*
Condicionar queimadas
4020*; 7140
Euphydryas aurinia (particularmente nas fases de ovo e crisálida)
Condicionar uso de agro-químicos/adotar técnicas alternativas
6230*; 6510; Callimorpha quadripunctaria; Chioglossa lusitanica; Euphydryas aurinia; Lacerta schreiberi; Lucanus cervus
Condicionar uso de agro-químicos/adotar técnicas alternativas em áreas contíguas ao habitat
3120; 3130; 3170*; 3260; 6410; 7140; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lutra lutra; Rutilus alburnoides
Outros condicionamentos específicos a práticas agrícolas
4020*; 6510
Euphydryas aurinia (determinar períodos de corte compatíveis com a manutenção das populações, o que implica geralmente retardar o corte da vegetação, de forma a não coincidir com os períodos larvar-crisálida)
B.3.2) Silvicultura
Condicionar a florestação
4020*; 6510; 8220
Canis lupus (em áreas mais sensíveis)
Conservar/recuperar vegetação dos estratos herbáceo e arbustivo
Canis lupus; Euphydryas aurinia
Efetuar desmatações seletivas
6230*; 6410
Manter árvores mortas ou árvores velhas com cavidades
Lucanus cervus
B.3.3) Construção e infraestruturas
Apoiar tecnicamente o alargamento de estradas e a limpeza de taludes
6410; Veronica micrantha
Chioglossa lusitanica; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi (adjacentes às linhas de água, de forma a não aterrar/destruir as margens das linhas de água e a vegetação aí existente)
Euphydryas aurinia (em áreas mais sensíveis, efetuar estes trabalhos em função do ciclo de vida da espécie)
Condicionar a construção de infra -estruturas
4030; 6160; 6230*; 7140; 8220; Veronica micrantha Narcissus asturiensis (parques eólicos e vias de comunicação)
Canis lupus (condicionar a construção de grandes infraestruturas em áreas sensíveis. Garantir a livre circulação da espécie e das suas presas)
Chioglossa lusitanica; Lacerta schreiberi; Galemys pyrenaicus (na construção de novas estradas ou alargamento das existentes, evitar proximidade às linhas de água)
Condicionar expansão urbano-turística
4030; 6160; 7140; 8220
Chioglossa lusitanica; Lutra lutra (ordenar expansão urbano-turística de forma a não afetar as áreas mais sensíveis)
Condicionar construção de açudes em zonas sensíveis
3260; 6160; 91E0*; Veronica micrantha; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Rutilus alburnoides
Condicionar construção de barragens em zonas sensíveis
3260; 6160; 91E0*; Veronica micrantha; Canis lupus;
Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Rutilus alburnoides
Assegurar caudal ecológico
Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lutra lutra; Rutilus alburnoides
Melhorar transposição de barragens/açudes
Galemys pyrenaicus (implementação de canais de bypass naturalizados ou outras passagens para peixes adaptadas à espécie)
Chondrostoma polylepis; Rutilus alburnoides (colocação de passagens adequadas para peixes)
Condicionar transvases
Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Rutilus alburnoides
Reduzir mortalidade acidental
Canis lupus (vedações efetivas com saídas one way out, passagens para fauna e sinalização rodoviária, tanto nas novas vias rodoviárias como nas já existentes)
Lutra lutra (passagens para fauna e sinalizadores em rodovias; implementar dispositivos dissuasores da passagem e entrada da espécie nas pisciculturas)
Galemys pyrenaicus (implementar grelhas de malha fina/dispositivos dissuasores à entrada dos canais/circuitos de adução de água de pisciculturas e aproveitamentos hidráulicos e hidroelétricos, com vista a evitar a entrada e morte de animais nestas infraestruturas)
B.3.4) Outros usos e atividades
Conservar/recuperar vegetação ribeirinha autóctone
Callimorpha quadripunctaria; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lucanus cervus; Lutra lutra; Rutilus alburnoides
Condicionar intervenções nas margens e leito de linhas de água
3120; 3130; 3170*; 3260; 91E0*; 9230; Callimorpha quadripunctaria; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lacerta schreiberi; Lutra lutra; Rutilus alburnoides
Monitorizar, manter/melhorar qualidade da água
3120; 3130; 3170*; 3260; 6410; 7140; Chioglossa lusitanica; Lacerta schreiberi; Lutra lutra
Chondrostoma polylepis; Rutilus alburnoides (considerando como valores de referência os limites previstos para as «águas de ciprinídeos», de acordo com o disposto no Dec.-Lei n.º 236/98, de 1 de agosto)
Galemys pyrenaicus (considerando como valores de referência os limites previstos nas «Normas de qualidade aplicáveis às águas piscícolas», de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º 236/98, de 1 de agosto)
Condicionar captação de água
3170*; 3260
Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Lutra lutra; Rutilus alburnoides (nas zonas mais sensíveis e durante os meses de menor pluviosidade)
Regular uso de açudes e charcas
3120; 3130; 3170*
Regular dragagens e extração de inertes
3120; 3130; 3170*; 6160; 8220
Chondrostoma polylepis; Rutilus alburnoides (tomar medidas que impeçam a extração de inertes nos locais de reprodução da espécie, em qualquer época do ano. Nos restantes locais, condicionar durante a Primavera)
Galemys pyrenaicus (tomar medidas que impeçam a extração de inertes nas linhas de água, durante o período de reprodução da espécie, março-julho)
Tomar medidas que impeçam as deposições de dragados ou outros aterros
Veronica micrantha; Galemys pyrenaicus
Chondrostoma polylepis; Rutilus alburnoides (em áreas mais sensíveis)
Ordenar acessibilidades
Canis lupus (condicionar a utilização/abertura de acessos em áreas sensíveis)
Ordenar atividades de recreio e lazer
6160; 6230*; 7140
Galemys pyrenaicus (em áreas mais sensíveis, associadas às zonas húmidas)
Canis lupus (condicionar atividades motorizadas todo-o-terreno)
Ordenar prática de desporto da natureza
6230*
Chondrostoma polylepis; Galemys pyrenaicus; Rutilus alburnoides (desportos associados aos cursos de água)
Implementar gestão cinegética compatível com conservação espécie
Canis lupus (correta exploração cinegética das suas presas, nomeadamente pelo estabelecimento de áreas de caça/não caça, condicionantes ao número de efetivos a abater e às épocas de caça)
B.4) Orientações específicas
Promover a manutenção de prados húmidos
Euphydryas aurinia
Narcissus asturiensis (relvados rochosos e cervunais, nomeadamente o habitat 6230)
Preservar os maciços rochosos e habitats rupícolas associados
Narcissus asturiensis
Manter/recuperar habitats contíguos
3130; 6410; 91E0*
Veronica micrantha (conservar os carvalhais que constituem o habitat-orla)
Galemys pyrenaicus; Callimorpha quadripunctaria; Euphydryas aurinia (assegurar corredores ecológicos)
Chondrostoma polylepis; Rutilus alburnoides (assegurar continnum fluvial)
Efetuar gestão por fogo controlado
4030; 6160; 6410
Condicionar o acesso
7140
Criar alternativas à colheita de espécies, promovendo o seu cultivo
Narcissus asturiensis (se se verificar procura comercial da espécie, incentivar o cultivo de Narcisos, estabelecendo um selo de certificação e envolvendo as populações locais)
Criar novos locais de reprodução, conservar/recuperar os existentes
Chioglossa lusitanica (conservar/recuperar minas e galerias já identificadas)
Estabelecer programa de repovoamento/reintrodução
Veronica micrantha
Estabelecer programa de repovoamento/fomento/reintrodução de presas
Canis lupus (promover o fomento de presas selvagens, como o corço e o veado)
Controlar a predação e/ou parasitismo e/ou a competição interespecífica
3130; 6230*
Controlar efetivos de animais assilvestrados
Canis lupus (cães assilvestrados, em áreas mais sensíveis)
Impedir introdução de espécies não autóctones/controlar existentes
4030; 8220
Callimorpha quadripunctaria; Chioglossa lusitanica; Chondrostoma polylepis; Euphydryas aurinia; Galemys pyrenaicus; Rutilus alburnoides (implementar programas de controlo e erradicação de espécies vegetais exóticas invasoras das margens das linhas de água e encostas adjacentes, promovendo a sua substituição por espécies autóctones)
Lacerta schreiberi (remover espécies vegetais exóticas pelo menos numa faixa de 50 m para cada lado das linhas de água)
Fonte: Resolução do Conselho de Ministros n.º 115-A/2008 de 21 de julho
B - Ações, atividades ou projetos condicionados a parecer vinculativo do ICNF