2 -O Plano tem a vigência de dez anos, podendo ser revisto antes deste prazo caso os relatórios de avaliação da execução do mesmo, de forma fundamentada e nos termos da lei, assim aconselhem.
ANEXO I
Património Inventariado
Património Arquitetónico
Código
Designação
Localização
Freguesia
R32
Capela do Santo Cristo
Beco do Tanque
União de Freguesias de Ázere e Covelo
R33
Capela de Nossa Senhora da Graça
Lugar da Lageosa
R34
Capela de Nossa Senhora da Conceição
Lugar da Lageosa
R35
Conjunto de Edifícios no Largo do Pelourinho
Em 501
R36
Igreja Matriz de Ázere
Ázere
R37
Capela da Nossa Senhora da Paz
Ázere
R59
Capela de Nossa Senhora da Devoção
Rua Principal - Covelo de Baixo
R61
Igreja Matriz de Covelo
Covelo - Largo do Adro
R62
Capela de Nossa Senhora das Febres
Covelo
R29
Capela da Nossa Senhora da Boa Viagem
Largo Agostinho J. Borges
Candosa
R40
Igreja Matriz de Candosa
Rua António Nobre Correia de Brito
R42
Capela de São Vicente
EM 528
R64
Capela de Nossa Senhora da Conceição
Vale de Ovelha
Carapinha
R72
Igreja Matriz de Carapinha
Rua Professor José de Oliveira e Costa
R73
Capela do Divino Senhor da Serra
Lugar de Serra da Moita
R82
Capela de Santo António
Moita da Serra
R19
Capela de São Geraldo
São Geraldo
União de Freguesias de Covas e Vila Nova de Oliveirinha
R22
Capela de Nossa Senhora do Loreto
Largo da Capela do Loreto
R23
Igreja Matriz de Vila Nova de Oliveirinha
Av. António de Pádua
R24
Capela de São João
Rua Luís Cândido
R27
Capela de Santo António
Largo de Santo António - Vila Chã
R28
Capela de Santo António
Rua Cláudio Figueiredo - Vila Chã
R38
Igreja Matriz de Covas
Rua doutor António Costa Júnior Covas
R39
Capela de São Miguel
Rua da Fonte - Loureiro
R43
Capela de São Cristóvão
Rua Bento de Oliveira Garcêz - Percelada
R50
Capela de Santa Helena
Beco do Quintal
R51
Capela da Nossa Senhora da Esperança
Rua da Capela - Venda da Esperança
C22
Coreto de Vila Nova de Oliveirinha
Av. António de Pádua
C23
Antiga Escola Primária
Rua Luís Cândido
C24
Casa do Adro
Av. António de Pádua
C25
Escultura em Homenagem a Albano Gonçalves
Rua Frederico Bandeira
C26
Jardim do Monumento da Grande Guerra
Rua Luís Cândido
C27
Fonte de São Miguel
Rua Luís Cândido
C28
Solar Seiscentista
Rua Luís Cândido
R45
Capela de Santo Antão
Santo Antão
União de Freguesias de Espariz e Sinde
R52
Capela de Nossa Senhora da Conceição
Carregosela
R53
Capela de Santo António
Largo de Santo António - Estrada João Marques Diniz
R54
Cruzeiro de Pousadoura
Carragosela
R55
Igreja Matriz de Espariz
Espariz
R56
Igreja Matriz de Sinde
Sinde
R57
Capela de São Sebastião
Rua Quinta da Cerca/Rua das Casas Novas
R60
Capela do Santíssimo
Rua do Povo/Beco do Cabo
R65
Capela de Gualdim
Gualdim
C48
Quinta de São Lourenço ou Casa Maia
Largo da Estrela
C49
Casa Solarenga da Família Lameiras
Rua Ribeira da Várzea
C50
Casa da Baronesa de Argamassa ou Casa da Igreja
Beco do Cabo
C51
Casa dos Ferreirinhas
Rua do Espírito Santo
R1
Capela de Santa Ana
Rua José Teles Corte Real - Vila do Mato
Midões
R3
Capela de Santa Ana
Rua Santa Anta - Vila do Mato
R7
Capela de Santo Amaro
Casal de Santo Amaro
R8
Capela de São Miguel
Rua de São Miguel
R9
Capela Nossa Senhora do Rosário
Rua do Ribeirinho
R10
Cruzeiro de Midões
Rua da Igreja
R11
Igreja Matriz de Midões
Rua da Igreja
R12
Capela de São Sebastião
Couto de Midões
R13
Capela de Nossa Senhora do Campo
Casal da Senhora
R14
Cruzeiro do Casal da Senhora
Largo João Brandão
R15
Capela de Nossa Senhora da Esperança
Rua Nossa Senhora da Esperança - Touriz
C2
Fonte de Midões
Rua Ribeirinho/Estrada São Miguel
C3
Casa de João Duarte D’Almeida
Rua Nova
C4
Palácio Valverde
Estrada São Miguel
C5
Casa do Juiz de Midões
Rua Cónego Garcês
C6
Palácio das Quatro Estações/Palácio Midões
Largo da Igreja
C7
Casa da Família D’Argent Albuquerque
Rua Nova
C8
Casa do Ribeirinho
Rua Ribeirinho
C9
Casa dos Soares D’Albergaria
Largo da Misericórdia - Tábua
C10
Casa dos Sousas Machados - Atual Casa da Família Rosado Vasconcelos
Rua Caricha/Praça do Pelourinho
C11
Antiga Casa da Câmara de Midões
Praça do Pelourinho
C12
Casa de João Brandão
Largo João Brandão
C13
Viaduto Romano de Midões
Rua da Igreja
C14
Casa da Família Gonçalo Pereira Midões
Rua da Caricha
C15
Vila Altina
Largo Fonte da Caricha
C16
Vila Bertilde
Largo Fonte da Caricha
C17
Fonte da Caricha
Largo da Fonte da Caricha, Midões
C18
Solar do Esporão
CM 1304
R3
Capela Nossa Senhora da Conceição
EM 635
Póvoa de Midões
R4
Capela de Santa Eufémia
Rua Gabriel Soares Chaves
R5
Igreja Matriz de Póvoa de Midões
Rua 25 de Abril
R6
Cruzeiro
Rua 25 de Abril - Igreja Matriz de Póvoa de Midões
R16
Capela de São Bartolomeu
Vale da Taipa
C1
Coreto de Póvoa de Midões
Rua Engenheiro Macedo Santos
R68
Capela de Santo António
Pereira
Mouronho
R70
Capela de Nossa Senhora da Luz
Castanheira
R71
Capela de São João
Venda da Serra
R74
Capela de Vale de Urze
Vale de Urze
R76
Capela de Nossa Senhora da Conceição
Carregosa
R78
Santuário de Santa Eufémia
Serra da Moita, Venda da Serra, Mouronho
R79
Igreja Matriz de Mouronho
Rua Maria Antónia Alves Coelho - Largo Comissão de Melhoramentos de Mouronho
R80
Capela do Senhor dos Passos
Mouronho
R83
Capela de Santo Amaro
Alvoeira
R84
Capela de São João Evangelista
Pousadouros
R85
Capela de Santa Catarina
Fontão
C53
Estação dos Correios
Largo Comissão de Melhoramentos de Mouronho
R63
Capela do Senhor Santo Cristo
Rua Santo Cristo
União de Freguesias de Pinheiro de Côja e Meda de Mouros
R66
Igreja Matriz de Pinheiro de Coja
Rua do Rossio
R67
Capela de Santo Ovídio
Largo Santo Ovídio
R69
Capela de Nossa Senhora da Graça
Bogalhas
R75
Capela de São Pedro
Rua Ricardo Marques dos Santos
R77
Igreja Matriz de Meda de Mouros
Largo José Borges de Carvalho
R81
Capela de São Marcos
Rua Comissão de Melhoramentos
C52
Monumento ao Padeiro
EM 521 - Meda de Mouros
R41
Capela de São Sebastião
Oliveira de Fazemão
São João da Boa Vista
R46
Capela de Santa Eufémia e Senhor dos Aflitos
São João da Boa Vista
R47
Igreja Paroquial de São João da Boa Vista
São João da Boa Vista
R48
Capela das Lameiras
Rua Doutor João Quaresma de Matos - Lameiras
R49
Capela de São Pedro
Sergudo
R58
Capela As Almas
EN 17 - Venda do Porco
R17
Capela de São Miguel
Sevilha
Tábua
R18
Capela de Santo António
Babau
R20
Capela de São Facundo
São Facundo
R21
Capela de Seixo Alvos
Seixo Alvos
R25
Capela de São Sebastião
Rua José dos Santos Gonçalves
R26
Igreja Matriz de Tábua
Largo dos Milagres
R30
Capela da Nossa Senhora da Luz
Barras
R31
Capela de São Brás
Barrosa
R44
Capela de São Simão
São Simão
C19
Ponte de Sevilha
Sevilha
C20
Moinhos de Sevilha
Sevilha
C21
Chafariz de Seixo Alvos
Seixo Alvos
C29
Escultura do Escudo da Vila
Rotunda EN 234-6
C30
Centro Cultural de Tábua
Av.ª Dr. Castanheira Figueiredo
C31
Jardim Sarah Beirão
Rua José dos Santos Gonçalves/Avenida doutor Castanheira Figueiredo
C32
Tribunal da Comarca de Tábua (Arq. Vasco Cunha)
Rua Comandante Cândido Serra
C33
Casa dos Milagres
Largo Senhor dos Milagres
C34
Conjunto de Edifícios no Largo Senhor dos Milagres/Largo de Almeida Garrett
Largo Senhor dos Milagres/Largo de Almeida Garrett
C35
Escola Primária
Rua Prof. José Oliveira e Costa
C36
Escola Conde Ferreira/Junta de Freguesia e Turismo
Rua Dr.º Francisco Beirão
C37
Edifício dos Bombeiros Voluntários
Rua Bombeiros Voluntários
C38
Solar dos Albergarias/Santa Casa da Misericórdia
Largo da Silhada
C39
Edifício (Séc. XIX) na Rua Dr. Fortunato Vieira das Neves Tábua
Dr. Fortunato Vieira das Neves Tábua
C40
Edifício dos Paços do Concelho
Praça da República
C41
Casa Seiscentista - Casa da Família Caeiro da Mata
Dr. Fortunato Vieira das Neves Tábua
C42
Biblioteca Municipal de Tábua
Rua Dr.º Francisco Beirão
C43
Conjunto de Edifícios na Rua Dr. Fortunato Vieira das Neves Tábua
Dr. Fortunato Vieira das Neves Tábua
C44
Chafariz Arco da Vila
Praça Alexandre Herculano
C45
Hospital de Tábua
Rua Dr. António Costa Carvalho
C46
Casa/Museu Sarah Beirão - Comendador António da Costa Carvalho
Dr. Fortunato Vieira das Neves Tábua, 8
C47
Fonte de Remouco
Remouco
Código
Designação
Descrição
Freguesia
AL1
Covelo de Cima
Miranda e Martins (2003: 40)
Ázere e Covelo
AL2
Espadanal
Miranda e Martins (2003: 24)
Ázere e Covelo
AL3
Candosa 1
Miranda e Martins (2003: 26)
Candosa
AL4
Candosa 2
Miranda e Martins (2003: 27)
Candosa
AL5
Candosa 3
Miranda e Martins (2003: 28)
Candosa
AL6
Várzea de Candosa 1
Miranda e Martins (2003: 29)
Candosa
AL7
Várzea de Candosa 2
Miranda e Martins (2003: 30)
Candosa
AL8
Areeiro
Miranda e Martins (2003: 32)
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
AL9
Covas
Miranda e Martins (2003: 33)
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
AL10
Percelada 1
Miranda e Martins (2003: 34)
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
AL11
Percelada 2
Miranda e Martins (2003: 35)
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
AL12
Rapoila
Miranda e Martins (2003: 36)
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
AL13
Vila Chã
Miranda e Martins (2003: 37)
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
AL14
Vila Nova de Oliveirinha 1
Miranda e Martins (2003: 82)
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
AL15
Vila Nova de Oliveirinha 2
Miranda e Martins (2003: 83)
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
AL16
Carvalhas de Maria Marques
Miranda e Martins (2003: 42)
Espariz e Sinde
AL17
Trapa
Miranda e Martins (2003: 43)
Espariz e Sinde
AL18
Cadoiço 1
Miranda e Martins (2003: 46)
Midões
AL19
Cadoiço 2
Miranda e Martins (2003: 47)
Midões
AL20
Coito
Miranda e Martins (2003: 48)
Midões
AL21
Esporão
Miranda e Martins (2003: 49)
Midões
AL22
Midões
Miranda e Martins (2003: 50)
Midões
AL23
Tojais
Miranda e Martins (2003: 51)
Midões
AL24
Touriz
Miranda e Martins (2003: 52)
Midões
AL25
Vasco 1
Miranda e Martins (2003: 53)
Midões
AL26
Vasco 2
Miranda e Martins (2003: 54)
Midões
AL27
Vila do Mato 1
Miranda e Martins (2003: 55)
Midões
AL28
Vila do Mato 2
Miranda e Martins (2003: 56)
Midões
AL29
Malhada Velha
Miranda e Martins (2003: 58)
Mouronho
AL30
Mouronho
Miranda e Martins (2003: 59)
Mouronho
AL31
Pereirinha
Miranda e Martins (2003: 60)
Mouronho
AL32
Pousadouros
Miranda e Martins (2003: 61)
Mouronho
AL33
Serra da Moita
Miranda e Martins (2003: 62)
Mouronho
AL34
Bogalhas
Miranda e Martins (2003: 65)
Pinheiro de Coja e Meda de Mouros
AL35
Pinheiro de Coja
Miranda e Martins (2003: 64)
Pinheiro de Coja e Meda de Mouros
AL36
Póvoa de Midões 1
Miranda e Martins (2003: 68)
Póvoa de Midões
AL37
Póvoa de Midões 2
Miranda e Martins (2003: 69)
Póvoa de Midões
AL38
Lameiras
Miranda e Martins (2003: 72)
São João da Boa Vista
AL39
Oliveira de Fazemão
Miranda e Martins (2003: 73)
São João da Boa Vista
AL40
São João da Boa Vista
Miranda e Martins (2003: 74)
São João da Boa Vista
AL41
Venda do Porco
Miranda e Martins (2003: 75)
São João da Boa Vista
AL42
Tábua 1
Miranda e Martins (2003: 78)
Tábua
AL43
Tábua 2
Miranda e Martins (2003: 79)
Tábua
PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO
Referência Carta de Património Arqueológico
Designação
CNS
Descrição
Tipo de Sítio
Cronologia(s)
Freguesia
1
Anta de Vila Nova de Oliveirinha
14469
Trata-se de uma anta que foi deslocada do seu local original para a propriedade em que se encontra, em meados do século. A anta foi, segundo os arrendatários do local, desmontada e de novo montada neste local, tendo posteriormente abatido para a frente, estado como atualmente se encontra. A anta orientada NW - SE, compõe-se de 7 esteios, um de menores dimensões em xisto e os restantes em granito. Foi igualmente detetado um de maiores dimensões que se trata do chapéu, igualmente em granito. Encontra-se no interior da referida propriedade, coberta por vegetação, que apesar de dificultar a sua identificação e visualização, permite que esta se encontre a salvo de vandalismos.
Anta
Neo-Calcolítico
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
2
Corgas
11544
Lagareta escavada na rocha. Pio circular ligado por um sulco de escorrências a um pio sub-trapezoidal de maiores dimensões e em plano inferior. Na superfície ao lado dos pios observam-se vários entalhes.
Lagareta
Indeterminado
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
3
Covas/Devesas
15727
Sepultura antropomórfica, escavada no afloramento granítico, a 386 m de altitude, implantada num planalto. Apresenta 1,90 m de comprimento e 53 cm de largura máxima. A partir da zona do ombro, no lado esquerdo, é notório que foi efetuado um corte no afloramento granítico, ficando à vista o grão grosso que rapidamente se desagregará. Esta sepultura isolada encontra-se orientada a E. A mesma encontra-se junto a um caminho de cronologia indeterminada e de duas linhas de água, situando-se num local com defensibilidade reduzida. Segundo informação recolhida junto da população, terão existido mais três sepulturas, as quais foram destruídas pela ação da pedra. Nos terrenos em redor foram identificados materiais de construção (fragmentos de imbrices) e cerâmica comum (bojo de pasta castanha e castanha acinzentada), contudo esta acha-se muito rolada devido às lavras agrícolas. O ribeiro de Lameira, afluente do rio de Ribelas, corre a cerca de 400 m para norte e este dos vestígios (Lourenço, 2007).
Sepultura
Alta Idade Média
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
4
Ervedais
11521
Os vestígios de povoamento localizam-se num esporão sobre a Ribeira de Lameira, num olival. A Sul encontra-se abundante material de construção e cerâmica comum. O sítio desenvolve-se para Este até à Igreja Matriz de Covas onde se volta a verificar grande dispersão de material, e dista 300 m do sítio de Pombal.
Vestígios Diversos
Romano; Alta Idade Média
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
5
Igreja de Covas
14477
Sepultura antropomórfica sub-trapezoidal com cabeceira retangular, «tipo almofadado», escavada no afloramento granítico, num extenso planalto na zona do Passal. Encontra-se a 360 m de altitude, está orientada a E e acha-se adoçada à parede Sul da Igreja Matriz de Covas (orientada canonicamente e com uma planta medieval). Possui um comprimento de 174 cm e uma largura máxima de 60 cm. Na fachada sul da Igreja foi possível identificar uma inscrição em que o granito de suporte difere do que compõem o exterior da igreja. Ao longo da fachada também se observa a presença de blocos de granito com características mais antigas, podendo ter sido reutilizados aquando da remodelação da igreja no século XVII. Na fachada principal encontra-se uma estela funerária discoidal, assim como num dos muros do adro. Com isto, Sandra Lourenço propõe que possa ter existido uma antiga igreja medieval, tal como mais sepulturas rupestres (Lourenço, 2007). O Planalto onde se localiza a sepultura é percorrido por duas linhas de água (uma a cerca de 20 m para sul e outra a cerca de 50 m para norte) que desaguam no Ribeiro de Lameira (Lourenço, 2007).
Sepultura
Alta Idade Média
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
6
Lage do Souto
15724
Lagareta composta por um tanque escavado na plataforma superior de um afloramento granítico com cerca de 2,12 cm de comprimento, 84 cm de largura no topo, 74 cm a meio e 32 cm na sua parte final. A partir desta última encontra-se escavado um sulco longitudinal com 42 cm de comprimento e 12 cm de largura, por onde escorreria o líquido produzido. Este por sua vez dirigir-se-ia para uma concavidade arredondada escavada na plataforma inferior do penedo, com cerca de 62 cm de largura. O sulco da plataforma superior e a concavidade da plataforma inferior distam cerca de 50 cm de altura. A profundidade média do tanque principal é de 23 cm, sendo de salientar que apenas possuí os rebordos laterais, não tendo sido detetado nenhum rebordo no topo do mesmo. Esta característica não impedia a concretização da sua funcionalidade, dado que a inclinação natural do afloramento para a plataforma inferior permitiria o fácil escoamento do líquido.
Lagareta
Indeterminado
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
Não localizado
Perceladas
3632
Sítio referenciado em notícia do Diário de Notícias de 01/09/1977, do qual apenas se sabe estarem referenciados materiais da Idade do Ferro. A localização deste achado é desconhecida.
Achado(s) Isolado(s)
Idade do Ferro
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
7
Pombal
15723
Trata-se de um grande afloramento granítico que na parte inferior do seu lado Noroeste é circundado por uma espécie de corredor escavado na rocha, o qual atinge cerca de 1 metro de largura e 6 metros de comprimento. O mesmo possui um entalhe vertical no afloramento que permite o escoamento das águas que facilmente aí se acumulam. É de salientar a existência do que parecem ser dois degraus no lado Norte que dão acesso a um caminho carreteiro e ao vale que lhe estão sobranceiros. Não descuramos a hipótese destes supostos dois degraus serem o suporte de uma porta ou de qualquer outro tipo de proteção. Este grande afloramento granítico integra-se no meio de outros, igualmente de grande porte, tendo sido detetados entre eles dois abrigos aparentemente sem ocupação humana. Do local onde o mesmo está implantado tem-se um bom domínio visual quer para Noroeste, quer para Norte, controlando-se o vale e a ribeira que lhe estão no sopé da encosta. Relativamente à sua funcionalidade a hipótese que se nos afigura mais plausível é a do mesmo ter sido utilizado como posto de vigia, cuja cronologia é difícil de precisar. Na população local não existe qualquer memória deste sítio ou de lendas que lhe estivessem associadas, foi na sequência de uma limpeza da vegetação desta área, realizada por parte da Junta de Freguesia de Covas, que se descobriu este sítio.
Estrutura
Indeterminado
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
8
Quinta da Pedra da Abelha 1
14478
Conjunto de cinco sepulturas escavadas no afloramento granítico, situadas a 400 m de altitude. Em 1999 identificaram-se três, duas delas antropomórficas (sepulturas 2 e 3) e a outra não antropomórfica (sepultura 1). As primeiras distam da última cerca de 5 m. A sepultura 1, não antropomórfica, está orientada a Norte e encontra-se inacabada. Possui um comprimento de 170 cm, uma largura máxima de 50 cm. As sepulturas antropomórficas, 2 e 3, estão orientadas a Este e encontram-se escavadas no mesmo afloramento granítico. A sepultura 2 apresenta um comprimento de 190 cm e uma largura máxima de 56 cm. A sepultura 3 possui um comprimento de 198 cm e uma largura máxima de 60 cm. Foi também identificada uma lagareta entre as duas sepulturas alinhadas e a sepultura isolada. Uma prospeção em 2004 possibilitou a observação de mais duas sepulturas, a cerca de 30 m para sudoeste do primeiro núcleo. A sepultura 4 possui um antropomorfismo incipiente encontrando-se
Necrópole
Alta Idade Média
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
parcialmente destruída. Mede 60 cm de largura máxima. A sepultura 5 é antropomórfica e mede 1,78 m de comprimento e 54 cm de largura máxima. Encontram-se ambas orientadas a S. A defensibilidade do sítio é reduzida. A nível hidrológico correm duas linhas de água perto do mesmo (uma a 50 m para oeste e outra a 200 m para este). A ribeira de Ribelas corre a cerca de 450 m para nordeste do sítio. É ainda de salientar que as sepulturas se encontram junto a caminho(s) de origem indeterminada. (Lourenço, 2007)
9
Quinta da Pedra da Abelha 2
14482
Entre duas sepulturas alinhadas no mesmo afloramento e a sepultura isolada, encontra-se escavada num outro afloramento granítico uma lagareta. É constituída por um pio central quadrangular com cerca de 66 cm de profundidade, 170 cm de comprimento e 156 cm de largura; e um pio circular, em plano inferior, com cerca de 6 cm de profundidade, 145 cm de comprimento e 67 cm de largura. Estes estão ligados entre si por um pequeno orifício por onde escorreria o líquido, circulando o produto do pio central quadrangular para o pio circular de menor dimensão. No interior deste último é possível observar que no seu centro existe um rebaixamento do afloramento de forma circular. É ainda de salientar que quer no corte Norte e Sul do pio central quadrangular, quer na sua superfície externa estão escavados na rocha vários entalhes, onde assentaria qualquer estrutura em madeira.
Lagar
Idade Média
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
10
São Cristóvão
11541
Conjunto de duas sepulturas antropomórficas escavadas no afloramento granítico, a 370 m de altitude, implantadas numa encosta junto de um caminho. A sepultura 1 é assimétrica nos ombros esquerdo e está orientada a E. É de salientar que na zona dos pés o afloramento granítico está cortado. A sepultura possui um comprimento de 184 cm e uma largura máxima de 48 cm. A segunda sepultura é ovalada e está orientada a S. Distancia-se da primeira cerca de 15 metros para NO, exatamente do outro lado do caminho. É de assinalar que, na zona dos pés, o afloramento da sepultura 2 também se encontra fraturado. O sítio apresenta defensibilidade elevada a Este. Saliente-se que, a cerca de 40 m, no topo da encosta, existe uma capela em ruínas dedicada a S. Cristóvão. As sepulturas encontram-se rodeadas por duas linhas de água (uma a 150 m para norte e a outra 30 m para sul) que desaguam na ribeira de Candosa. (Lourenço, 2007)
Necrópole
Alta Idade Média
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
11
Vila Nova de Oliveirinha 1
15725
Trata-se de um afloramento granítico onde se detetam duas plataformas distintas, uma superior e outra inferior. A primeira possuí cerca de 3,33 m de comprimento e 1,67 m de largura, na mesma encontram-se talhadas: um orifício de 22 cm de diâmetro e 13 cm de profundidade, provavelmente para assentamento de algum barrote em madeira; um sulco longitudinal com 2,75 m de comprimento, 5 cm de largura máxima e 1,5 cm de profundidade, e ainda se encontra delimitado no lado SE e SW o que parece ser o início de um pequeno tanque com cerca de 70 cm de largura e 1,26 m de comprimento. No interior deste último, observa-se ainda uma pequena depressão de forma retangular com cerca de 38 cm de comprimento e 30 cm de largura, que poderá dever-se ao assentamento/encaixe de alguma estrutura. A segunda apresenta um tanque central com 2,60 m de comprimento, cuja parte superior mede 2,60 m de largura e a parte inferior 2,15 m. Apesar deste tanque afunilar ligeiramente na sua metade inferior, a planta é quadrangular. A profundidade média é de 15 cm e no seu centro localiza-se um orifício arredondado com cerca de 28 cm de diâmetro e 20 cm de profundidade, atualmente entulhado com pedra miúda e argamassa esbranquiçada.
Lagar
Indeterminado
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
É ainda de mencionar que no topo da parede do tanque central, lado SW, encontra-se um pequeno orifício com cerca de 10 cm de diâmetro e 5 cm de profundidade, enquanto na parte inferior do mesmo, lado SW, existe um sulco com 47 cm de comprimento, 7 cm de largura e 12 cm de profundidade. No topo inferior do tanque central, lado NW, existem dois entalhes retangulares fechados para o tanque central, com 25 cm de comprimento, 12 cm de largura e 20 cm de profundidade, e um outro com a mesma forma, mas ligeiramente mais pequeno, com 18 cm de comprimento, 15 cm de largura e também com 20 cm de profundidade. Este último distingue-se dos anteriores pelo facto de ter uma abertura que possibilita a ligação para o tanque central, através de um pequeno canal esculpido na rocha com 18 cm de comprimento, 7 cm de largura e 12 cm de profundidade. Neste mesmo rebordo há a acrescentar um entalhe disposto de forma inversa aos acima descritos, com 22 cm de comprimento, 15 cm de largura e 30 cm de profundidade, bem como um pequeno orifício com 4 cm de diâmetro e 5 cm de profundidade, provavelmente executado posteriormente à função original o lagar. Os três entalhes retangulares comunicam com uma depressão no afloramento que parece delinear mais uma pequena plataforma com cerca de 1,80 m de comprimento e 55 cm de largura, a qual poderia suportar uma qualquer estrutura que por sua vez poderia assentar nos três entalhes. O sulco por onde escorreria o produto orienta-se para um espaço em que o afloramento se encontra arredondado, onde pela forma se poderia colocar uma talha que recolheria o produto final. A este mesmo espaço vem dar um sulco talhado o limite do afloramento, paralelo ao tanque central da plataforma inferior e que poderá ter tido a função de uma Levada de Água.
12
Vila Nova da Oliveirinha 2
11519
Conjunto de covinhas de pequena dimensão escavadas no topo do penedo granítico.
Arte Rupestre
Indeterminado
Covas e Vila Nova de Oliveirinha
13
Olival
16697
Localiza-se num esporão sobranceiro a uma linha de água, onde foram recolhidos alguns materiais líticos que indiciam uma ocupação pré-histórica do local.
Mancha de Ocupação
Indeterminado
Espariz e Sinde
14
Olival da Fonte dos Mouros
16690
O sítio arqueológico implanta-se num pequeno cabeço que a norte desce suavemente em direção a uma linha de água. Existe uma grande concentração de material de construção e alguma cerâmica comum à superfície, nomeadamente no topo do cabeço e na vertente norte.
Casal Rústico
Romano
Espariz e Sinde
15
Passais
16691
Os vestígios cerâmicos dispersam-se por uma suave vertente em direção à Ribeira de Sinde. À superfície encontraram-se escassos fragmentos cerâmicos, contudo segundo informação oral a tradição local refere que aqui existia uma antiga Igreja. Este local fica exatamente ao lado da área onde detetamos os vestígios cerâmicos.
Mancha de Ocupação
Moderno
Espariz e Sinde
16
Quinta das Várzeas
16693
O sítio arqueológico localiza-se na encosta suave virada a sudoeste. Quer do lado nascente sobre a qual se eleva a ermida de Santo António, quer do lado sudoeste na zona determinada das várzeas, é visível à superfície uma elevada quantidade de material de construção e alguma cerâmica comum romana. Segundo informação oral do senhor Joaquim há notícia de se ter encontrado moedas neste local.
Casal Rústico
Romano
Espariz e Sinde
17
Santo Antão
15719
Trata-se de um esporão que desce suavemente para o vale de uma ribeira. A sua superfície encontra-se coberta por vegetação rasteira e por pequenos pinheiros que impossibilitam a visibilidade do terreno. Contudo, este esporão está envolto por um caminho de terra batida, no qual foi encontrado um bojo com a superfície interna polida e a externa alisada, com uma pasta bem depurada, que pelas suas características se poderá integrar na Idade do Bronze. A cerâmica foi encontrada no caminho, já no final do esporão, na área que fica mais próxima da ribeira. Pela análise dos cortes que a abertura do caminho provocou este sítio apresenta uma potência estratigráfica de cerca de 30 cm. Pretendemos realizar novas prospeções no local para tentar definir uma mancha de ocupação ou concluir que se trata de um achado isolado.
Achado(s) Isolado(s)
Idade do Bronze; Indeterminado
Espariz e Sinde
18
Várzea de Sinde
19930
Esporão sobre a Ribeira de Sinde onde se identificou grande dispersão de material, cerâmica comum e de construção romana. A área de dispersão abarca cerca de 100 m2.
Vestígios Diversos
Romano; Moderno
Espariz e Sinde
19
Castro de Sumes
11520
O povoado encontra-se no topo de um cabeço aplanado e que a Oeste forma um pequeno promontório sobre o rio de Cavalos. A Este está mais exposto, mas naturalmente defensável a Norte, Sul e Oeste. O sítio encontra-se destruído.
Povoado
Indeterminado
Midões
20
Couto de Midões
12651
Duas inscrições com moldura em granito, reutilizadas na parede sudeste da capela de São Sebastião. As letras foram avivadas com tinta vermelha, e algumas encontram-se desgastadas pela erosão. Numa das inscrições é legível: Genio Municipii Templum. C. Cantius Modestinus, Ex Patrimonium Suo.
Inscrição
Romano
Midões
21
Cumieira 1
14473
O sítio desenvolve-se ao longo de uma plataforma que se prolonga desde a estrada até ao topo de um pequeno cabeço onde foi construído um depósito de água. Encontrou-se, disperso por toda a superfície do terreno, material de construção, restos de pavimento (tijoleira), cerâmica comum romana e moderna. Recolheram-se ainda alguns fragmentos de escória. Desta forma o material recolhido parece confirmar a existência de um antigo sítio de habitat, vindo-se assim a confirmar a opinião de alguns autores.
Vestígios Diversos
Romano
Midões
22
Cumieira 2
14470
Os vestígios encontrados surgem dispersos ao longo de uma plataforma, atualmente agricultada, em contextos de remetimento, embora circunspectos a uma cota de cerca de 250 m. Foi possível recolher alguns quartzos talhados, um nódulo de sílex talhado. No entanto o sítio encontra-se todo revolvido pelas sucessivas ocupações que este sofreu, pelo que parece estarmos na presença não de um sítio de habitat, mas de um local meramente de depósito deste tipo de vestígios.
Vestígios Diversos
Indeterminado
Midões
23
Cumieira 3
11522
Localiza-se a meia encosta, acima da Cumieira 1, junto a um caminho vicinal. Foi identificada uma dispersão de material, tegulae, imbrex e cerâmica comum.
Vestígios Diversos
Romano e Alta Idade Média
Midões
24
Gamelão dos Mouros
15728
Trata-se de uma sepultura não antropomórfica (retangular), escavada no afloramento granítico, a 270 m de altitude e implantada numa encosta suave encaixada por duas linhas de água. Encontra-se orientada a Sul e possui uma tipologia retangular, medindo 2,10 m de comprimento e 52 cm de largura máxima. Encontra-se reaproveitada como lagareta, possui na sua parte final um orifício com cerca de 12 cm de diâmetro, o qual tem continuidade para um sulco escavado na rocha. Na superfície do afloramento, a cerca de 40 cm do topo direito da sepultura, existe uma covinha com cerca de 8 cm de diâmetro e 3 cm de profundidade. Quanto à funcionalidade desta última, Sandra Lourenço (Lourenço, 2007) propõe duas hipóteses, ou terá sido utilizada para algum ritual, ou para a sinalização do próprio inumado. De salientar que esta é a designação dada à sepultura pela população local. Numa consideração genérica adianta-se ainda que as sepulturas não antropomórficas neste concelho são escassas. Quando esta foi encontrada, ainda se colocou a hipótese de se tratar de uma lagareta, sem originalmente ter tido a função de sepultura, contudo, normalmente, nos casos estudados pela autora referida o que observa é que a função original é de sepultura e posteriormente à adaptação desta a lagareta. (Bragança, Neto, Lourenço e Santos, 2000) Nas imediações da sepultura (a cerca de 80 m para Este) foram recolhidos alguns fragmentos cerâmicos (imbrices grosseiros e quatro fragmentos de bojo em cerâmica comum, com pastas grosseiras, de cor castanho-claro e produção manual). O sítio apresenta defensibilidade reduzida. (Lourenço, 2007)
Sepultura
Alta Idade Média; Indeterminado
Midões
Não localizado
Midões
15717
Machado de pedra polida em anfibolite de cor negra. O atual proprietário não tem memória de onde foi encontrado, no entanto refere que apareceu nos terrenos lavrados quando era criança. Possui cerca de 13 cm de comprimento.
Achado(s) Isolado(s)
Neo-Calcolítico
Midões
25
Midões 2
42280
No Largo da Igreja de Midões foi identificado um fragmento de inscrição em suporte granítico.
Inscrição
Romano
Midões
26
Midões 3/Igreja de Midões
14474
Na Igreja Matriz de Midões encontram-se vários achados: no exterior, num muro, encontram-se molduras de inscrição inacabadas. No interior foi possível identificar duas cabeceiras de sepultura medieval e um cipo funerário de incineração. Este tem de altura 84 cm, e de lado, na parte mais larga 32 cm, e de base 51 cm. Encontram-se ainda 4 molduras inscritas com rosáceas, e da parte da frente apresenta gravada uma «carantonha» e uma inscrição de difícil leitura. STACRV... A. O cipo encontra-se truncado do lado esquerdo, facto que possivelmente decorreu da sua descoberta, aquando da escavação para as obras para a construção da capela mortuária em 1988.
Vestígios Diversos
Romano; Idade Média
Midões
27
Midões 4
11533
Três cabeceiras de sepultura.
Vestígios Diversos
Idade Média
Midões
28
Pinheiras
14479
Conjunto de duas sepulturas antropomórficas escavadas em afloramentos diferentes e distando uma da outra cerca de 5 m. Encontram-se implantadas numa encosta, a 300 m de altitude, na povoação de Casal da Senhora. A sepultura 1 está orientada a Sul e apresenta um ténue contorno de braços. Apresenta um comprimento de 188 cm, uma largura máxima de 54 cm. A sepultura 2 está orientada a Sul, é ligeiramente curva de braços, atingindo um comprimento de 115 cm, sendo como tal atribuível a uma criança. A sua largura máxima é de 32 cm. Não se detetaram vestígios de povoamento, contudo, o mato rasteiro poderá ter dificultado uma correta observação do terreno. O sítio apresenta defensibilidade reduzida. A nível hidrológico, correm duas linhas de água nas proximidades do sítio (uma a 60 m para Este e outra a 200 para Sul). É ainda de salientar que este se encontra junto a um carreteiro de cronologia indeterminada. (Lourenço, 2007)
Necrópole
Alta Idade Média
Midões
29
Ponte das Uchas
16922
Ponte de pedra, feita exclusivamente de granito, composta de dois arcos simples, de volta perfeita e não semelhantes. Apresenta pedra bem aparelhada, de grandes dimensões e assenta sobre afloramentos graníticos. Apresenta alguns escassos resguardos de pedra e o piso é plano e calcetado.
Ponte
Idade Média; Moderno
Midões
30
Ponte de São Geraldo
14475
Ponte só de um arco de volta completa, sobre o Rio de Cavalos, com possíveis fundações romanas e reconstrução em época medieval. Junto ao arco o aparelho parece ser regular, mas nas entradas da ponte o aparelho apresenta-se bastante irregular, o que nos levanta a suspeita de uma possível reconstrução.
Ponte
Romano; Idade Média
Midões
31
Ponte de Sumes
2752
Ponte de fundações aparentemente romanas, que assentam diretamente no afloramento. Apresenta um único arco de volta perfeita, aparelho regular, semelhante ao arco da Bobadela, no entanto os blocos de granito não são almofadados, embora sejam arredondados na zona exterior do arco. É um aparelho aparentemente de encaixe sem o recurso a qualquer argamassa. Devido à vegetação não nos é possível observar se existe algum indício de reconstrução. No tabuleiro da ponte verificam-se indícios de um aparelho de via ou calçada romana, semelhante ao encontrado na estrada romana da Pedra da Sé. A cerca de 50 m da ponte, no caminho em direção a Vasco (Midões), encontram-se ainda vestígios de calçada, aparentemente medieval, correspondente a uma possível reconstrução da mesma via. Os sítios foram incluídos apenas num, visto parecerem ser o complemento um do outro.
Ponte
Romano; Medieval Cristão
Midões
32
Quinta das Hortas
14481
A necrópole é constituída por quatro sepulturas antropomórficas escavadas na rocha lateralmente no mesmo afloramento granítico, implantadas num cabeço, a 332-329 m de altitude. As sepulturas foram numeradas sequencialmente no sentido Norte-Sul. A sepultura 1 apresenta um comprimento de 170 cm, uma largura máxima de 50 cm. A sepultura 2 possui 181 cm de comprimento, 52 cm de largura máxima. A sepultura 3 tem 180 cm de comprimento e 46 cm de largura máxima. A sepultura 4 apresenta 157 cm de comprimento e 50 cm de largura máxima. Todas as sepulturas desta necrópole encontram-se orientadas no sentido oeste-este. A 100 para oeste foram encontrados materiais cerâmicos muito rolados (escassos fragmentos de cerâmica comum de pastas rosadas e imbrices muito grosseiros). Nesta área encontra-se uma capela dedicada a Santo António, com orientação sul-norte (erigida no século XVIII). A 50 m para oeste desta encontra-se um entalhe retangular e uma pia escavados no afloramento granítico. Sandra Lourenço propõe que estes possam estar relacionados com um habitat contemporâneo das sepulturas. Não foi possível observar se existia mais entalhes. O sítio tem uma defensibilidade reduzida, localizando-se numa área pobre em recursos hídricos. (Lourenço, 2007)
Necrópole
Alta Idade Média
Midões
33
Quinta das Moitas 1
15721
Trata-se de uma encosta com uma ligeira inclinação, a qual se localiza junto à frente do cemitério de Midões numa Quinta privada. Segundo o proprietário, no terreno aquando das lavouras aparecem uma grande quantidade de vestígios cerâmicos (tijoleira, telhas e cerâmica comum) que o mesmo reporta serem da época romana. Em trabalhos de prospeção foram recolhidos alguns fragmentos de escória de vidro, de tijoleira e de cerâmica comum manual e de roda, cuja cronologia é difícil de precisar, podendo remontar desde época romana até à atualidade. É de realçar que estes vestígios se encontram a cerca de 900 metros em linha reta do sítio arqueológico da Cumieira 1 identificado no ano transato, podendo estar relacionados.
Vestígios Diversos
Romano
Midões
34
Quinta das Moitas 2
15734
Trata-se de um conjunto de duas sepulturas antropomórficas, sendo de salientar que junto à n.º 1 existe uma pequena pia, a cerca de 2 metros para Sul a partir da cabeceira, com cerca de 10 cm de profundidade e 38 cm de largura, a qual poderá estar ligada a algum ritual de inumação, por exemplo a lavagem do corpo. A pouca profundidade que esta sepultura apresenta na zona do leito e dos pés parece indicar que a mesma não foi terminada, terá o defunto recuperado da maleita? A sepultura n.º 2 localiza-se da 1 a cerca de 8 m para Sudeste. Relativamente à sepultura n.º 2 deve mencionar-se que só o ombro e a cabeceira do lado esquerdo aparecem delineados e que junto ao topo da cabeceira a sepultura tem pouca profundidade, apenas 12 cm, o que parece ser um dado indicador quanto ao facto de não ter sido terminada. Se assim for poderemos não estar perante um antropomorfismo incipiente, mas perante uma sepultura inacabada. O sítio encontrava-se duplicado no CNS 35183, entretanto anulado.
Sepultura
Indeterminado
Midões
35
Quinta do Esporão 1
14480
Conjunto de duas sepulturas antropomórficas (ovaladas) escavadas em afloramentos graníticos diferentes, distando uma da outra cerca de 8 m. Encontram-se implantadas num planalto, a 360 m de altitude. A sepultura 1 é curva de braços e está orientada a E. Apresenta um comprimento de 175 cm, uma largura máxima de 54 cm. A sepultura 2 apresenta-se orientada a SO, sendo, contudo, de salientar que a disposição do afloramento não permite outro tipo de orientação. Atinge 170 cm de comprimento, 46 cm de largura máxima. Na zona envolvente das sepulturas foram identificados materiais arqueológicos (escassos fragmentos de imbrices grosseiros, um fragmento de dormente em granito, fragmentos de bojo de pasta castanho-claro e produção manual). Dado que os afloramentos estavam cobertos por silvado impenetrável, não foi possível averiguar a presença de estruturas em negativo. O sítio apresenta defensibilidade reduzida e é percorrido apenas por uma linha de água. (Lourenço, 2007)
Necrópole
Alta Idade Média
Midões
36
Quinta do Esporão 2
11543
Penedo granítico, que apresenta na extremidade NE 3 degraus talhados com 20 cm de largura e 11 cm de altura e dão acesso a um tanque central com 2 m de comprimento, 1,32 m de largura e 60 cm de altura. Apresenta um dreno com 22 cm que dá acesso a um pio mais pequeno, de forma circular e num plano inferior em relação ao anterior.
Lagareta
Indeterminado
Midões
37
Quinta do Sobreiro
14471
Numa vinha, mesmo à beira da estrada, recolheram-se nos sulcos de rega, materiais arqueológicos diversos, dos quais se destacam fragmentos cerâmicos, um dos quais de época pré-histórica com fraturas antigas e fragmentos de quartzo talhado.
Vestígios Diversos
Indeterminado
Midões
38
Vale de Gaios
15718
Trata-se de uma encosta que desce para a ribeira de Midões e onde em prospeção foram recolhidos 5 fragmentos de bojo de cerâmica manual, quatro de pastas grosseiras e outro com escassos elementos não plásticos. Estas cerâmicas pelas pastas que apresentam e pela sua técnica de produção poderão remontar à Pré-História. É ainda de salientar a existência de alguns fragmentos de telhas à superfície que poderão estar associadas a alguma ocupação medieval/moderna deste sítio.
Mancha de Ocupação
Idade Média; Moderno; Indeterminado
Midões
39
Areias de Fontão
31833
Amontoados de blocos de média dimensão de quartzo e quartzito numa pequena elevação sobranceira a Norte do Rio Alva, ao longo dos terrenos de Areias de Fontão, com uma área de dispersão de cerca de 400 m. Mais ou menos a meio do terreno por onde se estende a conheira existe uma linha de água que desagua no Rio Alva e pela qual poderiam ser efetuados os despejos das lavagens. O grau de revolvimento desta conheira é elevado devido a trabalhos de florestação e à prática agrícola.
Conheira
Romano
Mouronho
40
Castelo
11523
Plataforma em cujo eixo Norte - Sul, surgem amontoados de conhos dispersos por uma área de 800 m2. A linha de água tem a sua nascente a Norte, num poço em Mangação.
Conheira
Romano
Mouronho
41
Fontão
11524
Cabeço que fica em frente à Lomba do Canho. A Este da Ribeira de Fontão observam-se os amontoados de conhos que diminuem de diâmetro à medida que se sobe a encosta.
Conheira
Romano
Mouronho
42
Mouronho
11527
Localiza-se num esporão sobre a Ribeira de Mouronho. O sítio apresenta uma dispersão de materiais em cerca de 400 m2.
Mancha de Ocupação
Alta Idade Média
Mouronho
43
Tapadinho
11540
Sepultura antropomórfica, escavada no afloramento de xisto, a 265 m de altitude e implantada numa encosta suave, no lugar da castanheira. Mede 1,82 m de comprimento e 62 cm de largura, estando orientada a NO. Encontra-se fraturada longitudinalmente desde a década de 50 do século XX. Não foram detetados vestígios na área envolvente o que poderá estar relacionado com a proliferação de mato cerrado que impediu uma observação adequada. Junto à sepultura regista-se a presença de um caminho e a cerca de 100 m correm duas linhas de água, uma a oeste e outra a sul. O sítio apresenta uma defensibilidade reduzida. (Lourenço, 2007)
Sepultura
Alta Idade Média
Mouronho
44
Mangação
26499
Trata-se de um cabeço sobranceiro ao vale encaixado que se lhe localiza a Oeste. Do topo do cabeço a visibilidade da área é elevada e encontra-se rodeado por duas linhas de água. Dois fragmentos de cerâmica manual.
Achado(s) Isolado(s)
Indeterminado
Pinheiro de Coja e Meda de Mouros
45
Quinta da Telhadela
16694
O sítio arqueológico localiza-se num esporão, na área limítrofe com o Concelho de Arganil, onde foram recolhidos alguns materiais de cerâmica comum e de construção. Apesar da escassez do material à superfície, a tradição oral refere que «na Telhadela muito ouro havia nela...». Devido ao facto de o campo, no limite com o concelho de Arganil, se encontrar coberto de vegetação, nomeadamente com rama de eucalipto, tornou-se impossível verificar se o sítio se estende para outro concelho, o que é muito provável.
Mancha de Ocupação
Romano
Pinheiro de Coja e Meda de Mouros
46
Castro da Picota
14483
O castro encontra-se implantado num pequeno, mas destacado cabeço sobranceiro ao Rio Mondego. De pequenas dimensões, e implantado num sítio de bom controlo visual, permite colocar a hipótese de se tratar de uma pequena Atalaia, e funcionar, à semelhança de outros povoados situados ao longo deste rio, como um posto de vigia de passagem. Por todo o cabeço, sobretudo na vertente onde recentemente plantaram eucaliptos exumou-se grande quantidade de cerâmica, que pelas suas características aponta para uma ocupação da Idade do Bronze. Também se recolheram elementos de mó, e parte do que parece ser uma coluna.
Povoado Fortificado
Idade do Bronze
Póvoa de Midões
47
Póvoa de Midões - Rua Eng.º Macedo Santos
42281
Inscrição em suporte granítico e moldurada que se encontra integrada num muro de uma propriedade privada na rua Eng. Macedo Santos, na localidade de Póvoa de Midões. Segundo J. Cardim Ribeiro (1982-1983: 194), a tradução da inscrição é a seguinte: «Ao Imperador Tito, durante o seu oitavo consulado, Severo, filho de Vitulo, construiu (mandou construir) esta fonte».
Inscrição
Romano
Póvoa de Midões
48
Quinta do Vale da Orca
14472
O sítio encontra-se num terraço fluvial do Rio de Cavalos, presentemente agricultado. Aqui os achados são exclusivamente materiais líticos de quartzo.
Vestígios Diversos
Indeterminado
Póvoa de Midões
49
Conchadas
15729
Sepultura antropomórfica incipiente, escavada no afloramento granítico, a 307 m de altitude e implantada num planalto. Encontra-se orientada a NE. Apesar de não estar definida a zona da cabeceira e dos ombros, é visível a presença de um encaixe para as pernas. É de mencionar que a mesma se encontra fragmentada no ombro do lado direito e que mede 2 m de comprimento e 54 cm de largura máxima. Localiza-se junto a um caminho em que a cronologia é difícil de determinar, assim como a 100 m Sudeste de uma linha de água que desagua na ribeira de Tábua. O sítio apresenta uma defensibilidade reduzida. A cerca de 200 m para Este encontra-se a sepultura de Matosa (CNS 15730). (Lourenço, 2007)
Sepultura
Alta Idade Média
São João da Boa Vista
50
Matosa
15730
Sepultura antropomórfica (subtrapezoidal), escavada no afloramento granítico, a 303 m de altitude e implantada num planalto. Possui uma cabeceira retangular e está orientada a S. Mede 1,80 m de comprimento e 52 cm de largura máxima. De salientar que esta sepultura estava coberta por vegetação e que somente o proprietário do terreno, o Senhor Silvestre Lopes, uma vez que sabia o seu local exato, a encontrou. A cerca de 80 metros para Este foi-nos dada a notícia da existência de outra, contudo a vegetação cerrada impossibilita completamente a procura da mesma. A sepultura da Matosa, nome aliás curioso que lembra imediatamente morte, encontra-se junto a um caminho de cronologia indeterminada. A cerca de 200 metros para Oeste encontra-se a sepultura de Conchadas (CNS 15729) e a cerca de 100 m para nordeste e a 200 m para norte corre uma linha de água. O sítio apresenta uma defensibilidade reduzida. (Lourenço, 2007)
Sepultura
Alta Idade Média
São João da Boa Vista
51
Oliveira de Fazemão
15733
Trata-se de um conjunto de três sepulturas, implantadas numa encosta, a 299 m de altitude. Duas são antropomórficas e encontram-se escavadas lado a lado no mesmo penedo granítico, enquanto a terceira é não antropomórfica e encontra-se inacabada. Esta última encontra-se num pequeno penedo adossado ao anterior, a cerca de 2 m das outras sepulturas e, pelo seu comprimento (1,20 m) deveria ter sido concebida para uma criança. Atinge a largura máxima de 48 cm e encontra-se orientada a E. A sepultura 1 possui uma assimetria no ombro esquerdo, mede 1,86 de comprimento e 47 cm de largura máxima, estando orientada a SE. A sepultura 2 é subtrapezoidal, mede 1,80 m de comprimento e 55 de largura máxima e encontra-se orientada a S. É de salientar que foi registada a presença de alguns fragmentos cerâmicos (fragmentos de imbrices e bojos em cerâmica comum) no corte exposto pela construção da estrada que liga Olival de Valacolos e Oliveira de Fazemão (a 150 m para este do conjunto de sepulturas). Abaixo desta plataforma, numa área de vale, encontra-se a capela de S. Sebastião, no entanto, não é possível verificar se na mesma existem vestígios de algum alicerce mais antigo. Nas proximidades dos vestígios foi também identificada uma fonte. Destaque-se que o sítio onde se encontram implantadas as sepulturas possui defensibilidade elevada a norte. A ribeira de Tábua corre a cerca de 1050 m a norte. (Lourenço, 2007)
Necrópole
Alta Idade Média; Indeterminado
São João da Boa Vista
52
Poeiros/Quinta das Olas
32688
Numa área de suave encosta, com plantio de pinheiros recentes e onde ao fundo se localiza a Ribeira de São Simão, avistam-se diversos afloramentos graníticos, uns à cota de superfície e outros mais elevados. Num destes penedos à cota de superfície (com cerca de 2 m de largura e 3 m de comprimento, área visível) encontra-se uma gravura realizada por abrasão e 4 fossetes. A figura representada aparenta ser a de um veado. O afloramento encontra-se parcialmente danificado pela passagem do arado aquando do cultivo de terras.
Arte Rupestre
Indeterminado
São João da Boa Vista
53
Quinta das Olas
30953
O sítio localiza-se num dos vales da ribeira de São Simão. Após trabalhos de acompanhamento da remoção de terras e sondagens no local, verificou-se a existência de indústria lítica. Através da análise dos artefactos, pode dizer-se que estamos perante um sítio ocupado em dois períodos distintos: um primeiro momento atribuível ao paleolítico médio, onde se destacam três lascas de grandes dimensões e de acentuada patine, e um segundo momento espólio com espólio característico do mesolítico.
Achado(s) Isolado(s)
Paleolítico; Mesolítico
São João da Boa Vista
54
Quinta do Olival
15726
Sepultura antropomórfica (assimétrica no ombro direito) escavada no afloramento granítico, a 280 m de altitude, numa encosta, em Oliveira de Fazemão. Encontra-se orientada a S. Mede 1,83 m de comprimento e 43 cm de largura máxima. É de salientar que esta sepultura isolada se encontra junto a um caminho de cronologia indeterminada. A defensibilidade do sítio é reduzida. Correm duas linhas de água perto do mesmo (a cerca de 100 m para oeste e a 150 m para este). (Lourenço, 2007)
Sepultura
Alta Idade Média
São João da Boa Vista
55
Quinta do Olival de Valacolos
15731
Sepultura antropomórfica (assimétrica) implantada numa encosta suave, a 280 m de altitude e orientada a S. Mede 1,80 m de comprimento e 52 cm de largura máxima. O granito de grão grosso apresenta-se em estado avançado de deterioração, provavelmente provocado quer por ação atmosférica, quer por ação humana (a sepultura encontra-se dentro de um quintal) delineando um contorno na planta da sepultura que muito provavelmente não corresponderá à original. A cerca de 6 m para Este e segundo informação do proprietário encontrava-se uma outra sepultura antropomórfica, contudo sobre a mesma foi construído um muro. Seria, pois, um conjunto de duas sepulturas e não apenas uma. O local apresenta uma defensibilidade reduzida. É de salientar que a cerca de 150 metros para NE se situa a Necrópole da Quinta do Prado (CNS 15735). A cerca de 80 m foram encontrados fragmentos de ímbrices grosseiros e bojos de cerâmica comum. A cerca de 100 m para Oeste corre uma linha de água. (Lourenço, 2007)
Sepultura
Alta Idade Média; Indeterminado
São João da Boa Vista
56
Quinta do Prado
15735
Trata-se de uma necrópole constituída por quatro sepulturas (uma antropomórfica, outra não antropomórfica e as restantes com um antropomorfismo incipiente) escavadas num grande afloramento rochoso, a 287 m de altitude. No que concerne às dimensões, os comprimentos das sepulturas variam entre 1,70 m e os 1,96 m, enquanto as larguras máximas entre os 46 cm e os 58 cm. Possuem orientações diferentes. De salientar que aquando da limpeza da sepultura 2 retirou-se vários fragmentos de telha. Na zona dos pés, lateralmente, foi possível identificar o que parecia ser alguns fragmentos de telha «in situ». Estes últimos estavam colocados como que se tivessem sido colocados para vencer a irregularidade deste granito de grão grosso e deste modo obter um encaixe para a zona dos pés, só que neste caso específico utilizando telhas. Curiosamente na sepultura 3, aquando da sua limpeza, também foram retirados alguns fragmentos de telha grossa, alguma digitada (pelas características de cronologia Alto Medieval). Contudo, neste caso, não havia uma concentração nalguma área específica do leito. Muito provavelmente estas duas sepulturas fariam um conjunto familiar, uma vez que se encontram uma ao lado da outra. Junto às sepulturas localiza-se um caminho de origem indeterminada, correndo a ribeira de Tábua a cerca de 150 m a este num vale de aptidão agrícola. O sítio apresenta uma defensibilidade elevada a norte e a este. A cerca de 150 m para Sudoeste encontra-se a sepultura da Quinta do Olival de Valacolos (CNS 15731). (Lourenço, 2007)
Necrópole
Alta Idade Média; Indeterminado
São João da Boa Vista
57
Fundo de Vila
2725
Na abertura de um poço para plantação de vinha, foi possível recolher uma grande quantidade de moedas (quase cerca de 7 000 exemplares). Estas inseriam-se num filão ao longo do terreno. Em toda a área existe diverso material romano, tal como fragmentos de cerâmica comum, de lateres (lisos e decorados), mós, tegulae. Informações do proprietário há ainda a registar a existência de estruturas (muros), não se tendo encontrado visíveis.
Villa/Tesouro
Romano
Tábua
58
Pedra da Sé
2759
Encontra-se situada numa encosta sobranceira ao rio Mondego. À data da descoberta encontrava-se num quase estado de abandono e avançada degradação. Trata-se de uma via romana, de cerca de 4,70 m de largo, apresentando-se as zonas referentes às curvas mais largas. Pelas características regulares da construção e tecnologia empregue na obtenção da pedra, talhe e estrutura interna (evidenciada pela escavação), foi possível concluir, que é uma obra previamente pensada e projetada.
Via
Romano
Tábua
59
Pedra da Sé 2
11525
Afloramento de granito a Este da Ponte Velha, parcialmente destruído e onde se vêm marcas de cunhas de extração por fratura longitudinal de blocos.
Pedreira
Romano
Tábua
60
Quinta das Cruzes
16698
Junto à Ribeira de São Simão, numa plataforma de baixo declive, identificaram-se alguns fragmentos de cerâmica rodada de época indeterminada.
Povoado
Medieval Cristão; Moderno
Tábua
61
Quintela
16696
Numa zona de coluvião sobranceira à Ribeira de Tábua, onde o terreno tinha sido recentemente terraplanado, encontrou-se uma lasca de quartzito com bolbo.
Achado(s) Isolado(s)
Indeterminado
Tábua
62
Tábua
4517
Tijolos com motivos desenhados, enquadráveis tipologicamente no período visigótico, e fragmentos de «terra sigillata».
Povoado Fortificado
Romano; Alta Idade Média
Tábua
63
Torre
4775
Vestígios arqueológicos identificados numa plataforma junto à estrada Torre - Sevilha e que se caracterizam como alguns elementos de mó e cerâmica comum de pequenas dimensões. Foi descoberta no local uma tijoleira com decoração estampilhada, do período visigótico. Em 2001, durante os trabalhos de prospeção da variante de Tábua à EN 331 foram identificados fragmentos de cerâmica de construção (imbrices) e cerâmica comum doméstica. Recolheu-se ainda a informação do achado de telhas de canudo com decoração nas proximidades do sítio. No decurso dos trabalhos do levantamento arqueológico do concelho de Tábua, em 2002, identificaram-se neste local alguns elementos de mó e cerâmica comum de pequenas dimensões. O terreno encontra-se muito remexido devido aos trabalhos agrícolas, no entanto é frequente a dispersão de tegulae e imbrex.
Mancha de Ocupação
Alta Idade Média
Tábua
Não localizado
Tábua
15720
Trata-se de uma moeda em prata que pelas representações apontam uma cronologia romana. Do lado Anverso vê-se um perfil de soldado, enquanto no Reverso, apresenta duas figuras humanas sentadas de costas voltadas, separadas por três pontos verticais, e que por baixo se encontra escrito CEASAR.
Achado(s) Isolado(s)
Romano
Sem referência a qualquer freguesia
Identificadores das imagens e respetivos endereços do sítio do SNIT (conforme o disposto no artigo 14.º da Portaria n.º 245/2011)