7 -No dia .../.../..., pelas ... horas, proceder-se-á, também na Secretaria Regional da Economia, à abertura dos envelopes dos concorrentes admitidos e que contenham as propostas propriamente ditas, em acto que será igualmente público.
.../.../...
O Secretário Regional da Economia.
ANEXO
[referente ao projecto de urbanização dos terrenos de Pêro de Teive, Calheta, em Ponta Delgada, a que se refere a alínea b) do n.º 2 do artigo 7.º]
Os terrenos denominados «Pêro de Teive», situados na Calheta, zona nascente da cidade de Ponta Delgada, irão ter uma constituição urbanística destinada à cultura e lazer. Com espaços livres de circulação e estar, até espaços verdes e espaços arborizados, esta zona nobre da cidade irá beneficiar de tratamentos arquitectónicos diversos, imprimindo ao local de intervenção uma imagem de elevada qualidade e utilidade para a cidade em geral.
Abaixo se descrevem as características físicas, bem como funcionais desta proposta.
Aspectos gerais:
Área total de terreno: 11663 m2;
Estimativa do custo da obra: 687214000$00;
Estimativa do prazo do execução da obra: dois anos.
Aspectos específicos. - Os espaços que abaixo se descrevem contêm funções meramente indicativas, contendo os mesmos flexibilidade para receber outras funções compatíveis.
Estacionamento:
Lugares: 248;
Área: 6364 m2.
Edifício A (1150 m2 - comércio e lazer):
Piso 0 (828 m2) - discoteca e três estabelecimentos comerciais com cerca de 116 m2 cada;
Piso 1 (207 m2) - café e apoios;
Piso 2 (114 m2) - bar/esplanada.
Edifício B (370 m2 - ludoteca e sala polivalente):
Piso 0 (70 m2) - foyer, apoios, ludoteca, sala polivalente e direcção;
Piso 1 (300 m2) - bar e esplanada.
Edifício C (563 m2 - comércio e ginásio):
Piso 0 (180 m2) - loja de desporto, saunas e ginásio;
Piso 1 (383 m2) - sala de musculação e pátio exterior.
Edifício D (348 m2) - livraria:
Piso - 1 (116 m2) - armazém;
Piso 0 116 m2) - atendimento, zona de exposição e gabinete de apoio;
Piso 1 (116 m2) - zona de exposição.
Edifício E (750 m2) - centro de apoio ao turismo:
Piso - 1 (400 m2) - cave;
Piso 0 (350 m2) - serviços.
ANEXO
[sobre o Centro Termal das Furnas a que se refere a alínea c) do n.º 2 do artigo 7.º]
O Centro Termal encontra-se localizado no vale das Furnas, zona de atracção turística por excelência da ilha de São Miguel. Efectivamente, os fenómenos de actividade vulcânica que aí se podem observar (géiseres), constituem um dos principais apelos à deslocação dos visitantes a este local, tornando-o um dos mais procurados, mesmo a nível regional. O exotismo da paisagem da lagoa das Furnas, situada junto à freguesia, e em cujas margens existem as caldeiras, onde se fazem os tão apreciados cozidos; a beleza natural de todo o vale, onde se encontram numerosas nascentes, que lhe conferem o estatuto de maior hidrópole da Europa; a existência de maravilhosos jardins, entre eles um jardim botânico de renome internacional; a proximidade de um campo de golfe de 18 buracos, de grande qualidade; a hospitalidade e o modo de vida dos seus habitantes, são factores que justificam o elevado afluxo a este local, tanto por residentes, como por turistas.
O termalismo foi, assim, uma actividade que, desde cedo, se desenvolveu nas Furnas e que importa salvaguardar. No que toca ao caso do Centro Termal das Furnas, os avultados investimentos efectuados há poucos anos nessa unidade traduzem o envolvimento e interesse que o Governo Regional lhe dedicou, na perspectiva de um futuro aproveitamento turístico.
Contudo, é de salientar que a exploração «turística» das termas só se pode concretizar mediante o alargamento do leque da sua oferta por forma a responder a outras motivações para além da cura de doenças, passando a dar resposta às modernas tendências do turismo: o chamado turismo de saúde e o turismo de recuperação (fitness). Ora, a renovação e a adaptação de um estabelecimento termal a estas novas exigências da clientela abrem outras perspectivas de viabilidade económica para o termalismo, mais consentâneas com a actividade privada. Daí o interesse de concessionar a exploração do Centro Termal das Furnas.
Este Centro Termal funciona num edifício do século passado, que sofreu recentemente obras de remodelação, como acima foi referido, possuindo instalações e equipamentos específicos para determinados tratamentos termais, nomeadamente:
23 cabinas com banheira de imersão;
2 duches de agulheta;
2 duches circulares;
1 duche vichy;
1 jacuzzi;
4 inaladores;
1 bolha de ar;
1 duche subaquático;
1 irrigador naso-faríngio;
1 inalador túbolo-timpânico;
1 mesa de tracção dorso-lombar;
1 unidade de peloidoterapia.
Os equipamentos destinados aos tratamentos foram adquiridos aquando das obras de remodelação, encontrando-se em bom estado de conservação.
Para além do edifício e equipamentos referidos, também fazem parte da concessão várias nascentes classificadas, que se encontram identificadas na planta que consta em anexo (a incluir). Nesta fase, somente são utilizadas a nascente da caldeira grande - sulfúrea sódica hipertermal ((mais ou menos) 90ºC) muito silicatada e fluoretada - e a nascente das «Quenturas» - bicarbonatada, hipertermal ((mais ou menos) 60ºC), levemente acidulada, muito silicatada e férrea.
A frequência média anual do Centro Termal é de cerca de 300 utentes e tem um quadro de pessoal composto por:
Um encarregado termal;
Um terceiro-oficial;
Dois banheiros;
Um telefonista;
Um operário principal;
Dois auxiliares de apoio e vigilância;
Dois guardas-nocturnos.
Os encargos com o pessoal que esteja no quadro, à data da assinatura do contrato de concessão, serão da responsabilidade da Secretaria Regional da Economia, durante o prazo estipulado para a sua vigência.
Actualmente, o acompanhamento técnico-sanitário destas termas é prestado pelo Centro de Saúde de Povoação, mediante protocolo.
Convém realçar o elevado potencial das águas das nascentes afectas à concessão, atendendo à grande diversidade das suas propriedades terapêuticas e consequente possibilidade de utilização em tratamentos hidro-termais, nomeadamente do foro das doenças reumáticas e músculo-esqueléticas (reumatismos metabólicos, reumatismos crónicos, reumatismo extra-articular e sequelas de traumatismos), das doenças das vias respiratórias (asma brônquica e alergias respiratórias) e das doenças de pele. Para além destas indicações, rigorosamente médicas e curativas, estas águas termais poderão estar associadas ao aparecimento de novos produtos, baseados nas actividades físicas, na recuperação da forma e nos cuidados da beleza e do corpo, procurando ir de encontro a um outro segmento da procura: aqueles que frequentam as termas por razões de recreio e repouso.
Perante este contexto, podemos indicar que o concessionário, para além da gestão deste património, deverá ainda:
Ter em conta a vertente sanitária do estabelecimento, com salvaguarda dos direitos de acesso dos utentes do Serviço Regional de Saúde, estabelecendo os protocolos que considere necessários para o efeito;
Efectuar melhoramentos no edifício do Centro Termal, dotando-o de instalações modernas, compatíveis com as vertentes atrás mencionadas de terapia, repouso e lazer;
Salvaguardar a qualidade do abastecimento de águas das nascentes ao edifício;
Dotar o Centro Termal de um quadro de pessoal especializado, ajustado às necessidades do projecto proposto.