146 -No que respeita aos programas operacionais a incluir no Plano de Desenvolvimento Regional, apresentam-se em seguida as características fundamentais daqueles que se encontram em curso de execução, bem como indicações preliminares relevantes sobre os que, encontrando-se em preparação, se podem já identificar.
Deve salientar-se, contudo, que estes programas serão complementados por outras iniciativas, em particular, a relativa ao apoio ao desenvolvimento do sector terciário e à organização do comércio.
Programa Específico de Desenvolvimento da Agricultura Portuguesa - PEDAP
O Programa Específico de Desenvolvimento da Agricultura Portuguesa (PEDAP), concebido para fazer face às particularidades estruturais da nossa agricultura, orienta-se basicamente para o melhoramento das condições de produção, transformação e comercialização e para a melhoria global da situação estrutural do sector agricola.
Os domínios de aplicação através dos quais se está a implementar o programa são:
- Vulgarização, formação profissional e investigação agricola;
- Melhoria das estruturas de produção, incluindo a defesa sanitária;
- Melhoria das estruturas fundiárias e incentivos à cessação da actividade agrícola;
- Melhorias físicas das condições naturais e das infraestruturas directamente ligadas à agricultura;
- Melhoramentos fundiários e apoio à orientação da produção;
- Valorização dos produtos agrícolas;
- Desenvolvimento florestal;
O financiamento do PEDAP, por fundos comunitários, corresponderá a uma soma de 700 milhões de ECUs ao longo de dez anos (1986-1995).
Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa - PEDIP
O Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa (PEDIP) visa modernizar e diversificar a estrutura industrial do País, preparando o sector para o desafio do Mercado Interno Europeu através de uma maior competitividade. Neste quadro aparecem como objectivos do programa revitalizar a base industrial, criar e desenvolver novas indústrias e eliminar e alterar um conjunto de desvantagens comparativas estruturais resultantes, no essencial, da insuficiência ou ineficácia de infraestruturas indispensáveis à actividade industrial.
Os quatro grandes eixos de intervenção do PEDIP são:
- reforço das infraestruturas de apoio e suporte à indústria;
- formação profissional;
- financiamento do investimento produtivo;
- missões de produtividade.
As acções a desenvolver até 1992 no âmbito destes vários eixos estão agregadas em sete programas de actuação os quais serão financiados pelos fundos estruturais comunitários, pela linha orçamental específica relativa ao PEDIP e por recursos nacionais, do seguinte modo:
FEDER - 400 milhões de ECUs
FSE - 100 milhões de ECUs
Linha Orçamental Específica - 500 milhões de ECUs
Contribuição Nacional - 350 milhões de ECUs
Ao total de 1350 milhões de ECUs haverá ainda que juntar a possibilidade de mobilização de 1000 MECUs de empréstimos do Banco Europeu de Investimentos e do Novo Instrumento Comunitário para acções deste programa.
Programa Nacional de Interesse Comunitário de Incentivo à Actividade Produtiva - PNICIAP
O Programa Nacional de Interesse Comunitário de Incentivo à Actividade Produtiva integra três sistemas de incentivos (de base regional - SIBR, ao investimento turístico - SIFIT e ao potencial endógeno - SIPE), visa contribuir para a modificação da estrutura produtiva nacional (nomeadamente esbatendo o tradicional padrão de localização centrado sobre o litoral) através da modernização da indústria e do turismo e da dinamização da actividade económica nas regiões mais desfavorecidas do País.
Com esse objectivo, o território nacional foi dividido em zonas de modulação regional por forma a que a intensidade dos incentivos a conceder seja, em qualquer dos sistemas que integra, inversamente proporcional ao nível de desenvolvimento da zona em que se situem os investimentos; para além disso, foram disponibilizados cerca de 50 agentes de dinamização económica com funções de prospecção, promoção e apoio dos investidores, em particular nas zonas mais deprimidas.
Trata-se de um programa com uma duração de 4 anos (1988-1991) que envolve um montante de apoio ao investimento de 62 milhões de contos, dos quais 41 a financiar pelo FEDER.
Operação Integrada de Desenvolvimento do Norte Alentejano - OID/NA
A Operação Integrada de Desenvolvimento do Norte Alentejano visa criar condições para resolver os principais estrangulamentos ao desenvolvimento socio-económico da região e para aproveitar os recursos endógenos por forma a potenciar esse desenvolvimento e fixar a população.
Estes objectivos são prosseguidos através de vários sub-programas envolvendo acções de:
- valorização e aproveitamento do potencial turístico;
- desenvolvimento industrial;
- apoio ao potencial humano e às infraestruturas para o desenvolvimento;
- desenvolvimento agrícola;
- desenvolvimento florestal;
- formação profissional de apoio à valorização dos recursos humanos;
- protecção do ambiente e aproveitamento dos recursos naturais.
O custo total é de 24 milhões de contos durante os cinco anos da sua duração (1988-1992). A Comunidade Europeia contribuirá com ceca de 14,4 milhões de contos, sendo cerca de 7,5 milhões de contos relativos ao FEDER, 1,7 milhões de contos relativos ao FSE e 5,2 milhões de contos relativos ao PEDAP e FEOGA.
Programa STAR
O Programa STAR destina-se a desenvolver as regiões desfavorecidas da Comunidade, possibilitando-lhes um melhor acesso aos serviços avançados de telecomunicações. Permite apoiar a implementação dos equipamentos de base necessários à criação de serviços avançados de telecomunicações e concede incentivos à oferta e à procura desses serviços pelas PMEs - cuja aplicação em Portugal decorre do Sistema de Incentivos aos Serviços Avançados de Telecomunicações (SISAT).
O custo total do programa é de cerca de 32 milhões de contos para o período de realização de 1987 a 1991, sendo a contribuição do FEDER de 19 milhões de contos.
Programa VALOREN
O Programa VALOREN destina-se a desenvolver as regiões desfavorecidas da Comunidade através da valorização do potencial energético endógeno. Apoia a realização de infraestruturas dirigidas quer ao aproveitamento dos recursos energéticos locais (em especial no que se refere ao solar, eólico, biomassa, biogás, mini-hidríco e potencial geotérmico) quer à utilização racional de energia (poupança de energia e substituição do petróleo), bem como assegura o co-financiamento de projectos apoiados pelo Sistema de Incentivos à Utilização Racional de Energia (SIURE).
O custo total é de cerca de 32 milhões de contos, para o período de realização de 1987 a 1991, sendo a contribuição do FEDER de cerca de 10 milhões de contos.
Programa de Aproveitamento das Potencialidades Turísticas dos Açores - PAPTA
Deverá ser aprovado pela Comissão Europeia até final de 1988 o Programa de Aproveitamento das Potencialidades Turísticas dos Açores que tem por objectivo específico aumentar a importância do sector do turismo na economia regional, para o que irá diversificar a oferta no sector do turismo e maximizar as suas potencialidades de crescimento.
Estes objectivos são prosseguidos através da implementação dos seguintes sub-programas:
- melhoria e criação de infraestruturas físicas em sectores ou áreas envolventes ao sector do turismo;
- melhoria e criação de estruturas físicas no sector do turismo;
- ordenamento turístico e apoio organizacional às unidades turísticas;
- apoio ao investimento privado.
O custo total deste programa, que poderá vir a ser integrado na Operação Integrada de Desenvolvimento dos Açores, é de 18 milhões de contos para o período de 1988 a 1990, e conta com uma contribuição do FEDER de 12 milhões de contos.
Operação Integrada de Desenvolvimento da Península de Setubal - OID/PS
A Operação Integrada de Desenvolvimento da Península de Setubal foi já objecto de apoio comunitário através do financiamento do respectivo estudo preparatório.
Os resultados deste estudo foram aprovados pela Comissão Europeia, desenvolvendo-se actualmente as negociações relativas ao correspondente programa operacional.
Os objectivos prosseguidos pela Operação Integrada de Desenvolvimento da Península de Setubal respeitam:
- ao aproveitamento pleno e à valorização das potencialidades e dos recursos endógenos, nomeadamente dos sectores agrícola, florestal, pecuário, da aquacultura de águas interiores e do turismo;
- à modernização, reconversão e diversificação do tecido produtivo existente e ao apoio à instalação de empresas em actividades alternativas;
- à redução do desemprego e do subemprego e à criação de novos empregos;
- à correcção dos actuais desequilíbrios demográficos;
- à melhoria das infraestruturas de apoio à base produtiva e à população;
- ao combate à degradação ambiental.
Esta Operação Integrada de Desenvolvimento encontra-se em fase final de negociação com a Comissão Europeia, prevendo-se a aprovação do financiamento pelo FEDER, ainda em 1988.
Programa RESIDER
O programa RESIDER, de iniciativa comunitária, tem por objectivo a reconversão de certas regiões industriais em declínio da Comunidade gravemente afectadas pela reestruturação da indústria siderúrgica. Em Portugal, aplicar-se-á a partir de 1989 na Península de Setúbal, com vista a diversificar as actividades produtivas desta região e a absorver a mão-de-obra libertada em consequência das medidas de reestruturação da Siderurgia Nacional. No âmbito deste programa poderão ser financiadas as seguintes acções:
- infraestruturas de ordenamento de zonas degradadas;
- serviços de apoio às empresas (consultadoria, serviços comuns, promoção da inovação, capitais de risco, estudos sectoriais);
- ajudas ao investimento.
O programa, articulado estreitamente com a Operação Integrada de Desenvolvimento da Península de Setubal, será apresentado à Comissão Europeia no início de 1989 e contará com uma contribuição do FEDER no montante de cerca de 5 milhões de ECUs.
Programa RENAVAL
O Programa RENAVAL que, como o Programa RESIDER, é de iniciativa comunitária, tem por objectivo a reconversão de certas regiões industriais em declínio da Comunidade gravemente afectadas pela crise da construção naval. Em Portugal, aplicar-se-á a partir de 1989 na Península de Setúbal, com vista a diversificar as actividades produtivas desta região e a absorver a mão-de-obra libertada em consequência das perdas de emprego significativas que as principais empresas de construção e reparação naval, instaladas na zona, têm conhecido.
No âmbito deste programa poderão ser financiadas as seguintes acções:
- infraestruturas de ordenamento de zonas degradadas;
- serviços de apoio às empresas (consultadoria, serviços comuns, promoção da inovação, capitais de risco e estudos sectoriais);
- ajudas ao investimento.
O programa, articulado estreitamente com a Operação Integrada de Desenvolvimento da Península de Setubal, deverá ser apresentado à Comissão Europeia no início de 1989 e contará com uma contribuição do FEDER de cerca de 14 milhões de ECUs, podendo o orçamento do programa ainda ser alargado caso se venham eventualmente a verificar perdas suplementares de empregos.
Outras Operações Integradas de Desenvolvimento - OID
Encontram-se em curso de preparação, embora com graduação diferenciada, várias Operações Integradas de Desenvolvimento que, de forma naturalmente adaptada à especificidade das zonas ou regiões a que respeitam, visam genericamente:
- o aproveitamento racional e eficaz dos recursos e potencialidades endógenas;
- a protecção da paisagem e do património natural e construído;
- a melhoria das infraestruturas de acessibilidade, de saneamento básico e dos equipamentos colectivos - com relevo para os Centros de Saúde;
- a potenciação da utilização e desenvolvimento das tecnologias tradicionais, em particular no que respeita ao artesanato;
- a modernização, reconversão e desenvolvimento do tecido produtivo;
- a diversificação da actividade económica e o desenvolvimento do sector terciário;
- a correcção dos desequilíbrios demográficos e a diminuição do desemprego e subemprego;
- a preservação do ambiente e o combate à degradação ambiental.
Nos programas operacionais englobados nesta categoria distinguem-se:
- aqueles onde se encontram em curso estudos preparatórios financiados pelas Comunidades: Vale do Ave e Sotavento Algarvio;
- aqueles cujo financiamento dos estudos preparatórios se encontra pendente de decisão comunitária de co-financiamento: Alto Minho, Pinhal Interior, Raia Central, Oeste, Vale do Tejo e Litoral Alentejano;
- aqueles relativamente aos quais, se encontra em preparação proposta de financiamento comunitário para os respectivos estudos preparatórios: Área Metropolitana do Porto, Trás-os-Montes e Alto Douro e Região Autónoma da Madeira.
Programa de Desenvolvimento da Educação em Portugal - PRODEP
O Programa de Desenvolvimento da Educação em Portugal visa superar os desequilíbrios educativos que nos caracterizam no contexto comunitário e, assim, criar condições adequadas para assegurar a continuidade do processo de desenvolvimento económico e social a capacidade para beneficiar das potencialidades propiciadas pela construção do Mercado Interno Europeu.
A sua concretização envolverá os seguintes sub-programas:
- generalização do acesso à educação;
- modernização das infraestruturas educativas;
- melhoria da qualidade da educação.
Encontra-se tambem prevista a respectiva aplicação, de acordo com os eixos referidos, nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Programa de Desenvolvimento das Acessibilidades - PRODAC
O Programa de Desenvolvimento das Acessibilidades contribuirá de forma muito significativa para reduzir as insuficiências nacionais nesta matéria, cuja gravidade as permite considerar como uma das principais condicionantes estruturais do processo de desenvolvimento económico e social.
Visa, assim, contribuir para a redução das desigualdades no plano comunitário e no plano nacional (de âmbito inter e intra-regionais) no que respeita ao acesso aos bens e serviços, através de intervenções conjugadas e articuladas nas redes fundamentais rodoviária, ferroviária e portuária, indispensáveis ao pleno desenvolvimento das potencialidades produtivas nacionais e à melhoria das condições de vida da população.
O programa, diferenciado entre as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e o restante território nacional, envolverá um conjunto muito importante de investimentos públicos nas seguintes áreas:
- auto-estradas, itinerários principais, itinerários complementares e obras de arte;
- rede principal, secundária e complementar de caminhos de ferro;
- portos comerciais e infraestruturas de acesso;
- infraestruturas viárias e ferroviárias urbanas;
- melhoria da rede viária desclassificada;
- aeroportos e aeródromos secundários.
Programa de Telefonia Rural - PROTER
O Programa de Telefonia Rural tem por objectivo melhorar significativamente a cobertura telefónica das regiões mais desfavorecidas do país, complementando o Programa de Desenvolvimento das Acessibilidades e o Programa STAR, uma vez que se considera que a indisponibilidade de boas infraestruturas de telecomunicações constitui uma das mais significativas restrições à localização de unidades produtivas necessárias.
O objectivo concreto é atingir um índice de 10 postos telefónicos principais para cada 100 habitantes nas regiões onde a penetração do serviço telefónico é muito baixa (cerca de 8 postos p/100 habitantes). Para atingir essa finalidade serão realizados importantes investimentos em infraestruturas por parte dos CTT (estimados em cerca de 24 milhões de contos num período de quatro anos) a que provavelmente se associará, como instrumento dinamizador da respectiva utilização, uma diferenciação tarifária temporária.
Programa Estrutural de Desenvolvimento da Investigação Científica e Tecnológica - PEDICT
O Programa Estrutural de Desenvolvimento da Investigação Científica e Tecnológica, a realizar até 1992, destina-se a ampliar substancialmente a capacidade científica e tecnológica nacional nas ciências básicas e aplicadas e nas ciências sociais e humanas, corrigindo simultaneamente as grandes assimetrias regionais que actualmente se verificam no domínio da Ciência e Tecnologia.
Este programa contemplará quatro tipos principais de acções:
- as infraestruturas para actividades de I&D públicas e privadas (exigindo, neste caso, a elaboração de um sistema de incentivos próprio);
- as acções de formação avançada de recursos humanos, nomeadamente em Universidades estrangeiras;
- a intensificação do intercâmbio científico e tecnológico, pela contratação de cientistas estrangeiros para funções de docência ou I&D;
- a formação de pessoal técnico de apoio às actividades de I&D, nomeadamente em áreas especialmente carenciadas.
Para execução deste programa contribuem vários vectores, salientando-se no âmbito do FEDER o financiamento de infraestruturas e estudos, que pode abranger projectos públicos e privados e, no âmbito do FSE, o financiamento da formação e o apoio ao ensino superior.
Programa de Centros de Emprego - PROCEMP
O Programa de Centros de Emprego tem por objectivo melhorar e completar a rede actual de centros de emprego gerida pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional contribuindo, através da adequação da procura à oferta, para um melhor funcionamento do mercado de trabalho e, portanto, para diminuir estrangulamentos ao processo de desenvolvimento e para aproveitar de forma mais eficaz recursos disponíveis.
As medidas a incluir neste programa dizem respeito à construção de novos centros de emprego, à adaptação dos existentes, à informatização dos serviços e à implementação de ninhos de empresas.
O custo total deste programa poderá ser estimado em cerca de cinco milhões de contos.
Programa de Infraestruturas de Apoio ao Turismo - PRODIAT
O Programa de Infraestruturas de Apoio ao Turismo tem por objectivo criar as condições infraestruturais necessárias ao desenvolvimento da actividade turística nas regiões onde existem grandes potencialidades de instalação e atracção de investimento neste domínio e naquelas em que se verifiquem situações de desequilíbrio que dificultem ou ponham em causa o seu correcto desenvolvimento turístico.
O programa apoiará as infraestruturas públicas (essencialmente da iniciativa dos municípios) que constituam um complemento indispensável aos empreendimentos turísticos privados instalados ou a instalar na região ou que fomentem o aproveitamento dos respectivos recursos para fins de animação turística e valorização do património. As zonas a abranger por este programa serão os eixos de desenvolvimento turístico e regiões específicas de aproveitamento turístico, zonas que são também consideradas prioritárias para efeitos de apoio ao sector privado no âmbito do Sistema de Incentivos Financeiros ao Investimento Turístico (SIFIT), bem como as áreas de interesse turístico a criar nos termos do Decreto Lei nº 328/86 de 30 de Setembro.
Assim, as acções a desenvolver - cuja aplicação deverá ser condicionada e articulada com o ordenamento turístico e urbano do território - serão dos seguintes tipos:
- Infraestruturas de base para o desenvolvimento das actividades turísticas (acessibilidade, saneamento básico e energia);
- Infraestruturas de animação turística;
- Infraestruturas de recuperação e preservação do património;
- Espaços de lazer.
A duração prevista para o programa será de três anos (1989-91) e poderá envolver um investimento total de cerca de 25 milhões de contos.
Programa de Protecção de Recursos Hídricos - PROREHI
Com a concretização do Programa de Protecção de Recursos Hídricos visa-se, fundamentalmente, contribuir para o ordenamento das bacias hidrográficas, a regularização fluvial, a diminuição dos caudais torrenciais através do aumento dos tempos de concentração das bacias, a diminuição da erosão nas encostas declivosas e a defesa contra as cheias e diminuição dos seus efeitos gravosos.
Tratar-se-á, provavelmente, de um programa a quatro anos de construção de infraestruturas de protecção e conservação dos recursos hídricos e que envolverá previsivelmente um montante de cerca de 6 milhões de contos.
Programa de Transporte e Distribuição de Energia Eléctrica - PROTEDEE
A par da prossecução de investimentos dirigidos à produção de energia que, pela sua dimensão financeira, deverão ser tratados como projectos individualmente co-financiados pelas Comunidades Europeias, considera-se importante suprir as deficiências actuais das redes de transporte e distribuição de energia eléctrica, bem como alargar a respectiva cobertura territorial, objectivos a satisfazer mediante a preparação de um programa operacional específico.
SIGLAS UTILIZADAS NO QUADRO - SINTESE DOS PROGRAMAS OPERACIONAIS
LOE Linha Orçamental Específica
EP Empresas Públicas e entidades similares
PEDAP Programa Específico de Desenvolvimento da Agricultura Portuguesa
PEDIP Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa
OID/NA Operação Integrada de Desenvolvimento do Norte Alentejano
STAR Programa Comunitário de Desenvolvimento das Telecomunicações Avançadas
VALOREN Programa Comunitário de Valorização dos Recursos Energéticos Endógenos
PAPTA Programa de Aproveitamento das Potencialidades Turísticas dos Açores
OID/PS Operação Integrada de Desenvolvimento da Peninsula de Setubal
RESIDER Programa Comunitário Regional Siderúrgico
RENAVAL Programa Comunitário Regional Naval
OIDs Outras Operações Integradas de Desenvolvimento no Continente
OID/M Operação Integrada de Desenvolvimento da Madeira
PRODEP Programa de Desenvolvimento da Educação em Portugal
PRODAC Programa de Desenvolvimento das Acessibilidades
PROTER Programa de Telefonia Rural
PEDICT Programa Estrutural de Desenvolvimento da Investigação Científica e Tecnológica
PROCEMP Programa de Centros de Emprego
PROCIAT Programa de Infraestruturas de Apoio ao Turismo
PROREHI Programa de Protecção de Recursos Hídricos
PROTEDEE Programa de Transporte e Distribuição de Energia Eléctrica
CAPÍTULO VII
ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO
Introdução