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Artigo 22.ºOrganismos de Investimento Coletivo

AlteradoVersão 15Vigente desde: 28/06/2024
1 -São tributados em IRC, nos termos previstos neste artigo, os organismos de investimento coletivo que se constituam e operem de acordo com a legislação nacional.
2 -O lucro tributável dos sujeitos passivos de IRC referidos no número anterior corresponde ao resultado líquido do exercício, apurado de acordo com as normas contabilísticas legalmente aplicáveis às entidades referidas no número anterior, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
3 -Para efeitos do apuramento do lucro tributável, não são considerados os rendimentos referidos nos artigos 5.º, 8.º e 10.º do Código do IRS, exceto quando tais rendimentos provenham de entidades com residência ou domicílio em país, território ou região sujeito a um regime fiscal claramente mais favorável constante de lista aprovada em portaria do membro do Governo responsável pela área das finanças, os gastos ligados àqueles rendimentos ou previstos no artigo 23.º-A do Código do IRC, bem como os rendimentos, incluindo os descontos, e gastos relativos a comissões de gestão e outras comissões que revertam para as entidades referidas no n.º 1.
4 -Os prejuízos fiscais apurados nos termos do disposto nos números anteriores são deduzidos aos lucros tributáveis nos termos do disposto nos n.º 1 e 2 do artigo 52.º do Código do IRC.
5 -Sobre a matéria coletável correspondente ao lucro tributável deduzido dos prejuízos fiscais, tal como apurado nos termos dos números anteriores, aplica-se a taxa geral prevista no n.º 1 do artigo 87.º do Código do IRC.
6 -As entidades referidas no n.º 1 estão isentas de derrama municipal e derrama estadual.
7 -Às fusões, cisões ou subscrições em espécie entre as entidades referidas no n.º 1, incluindo as que não sejam dotadas de personalidade jurídica, é aplicável, com as necessárias adaptações, o disposto nos artigos 73.º, 74.º, 76.º e 78.º do Código do IRC, sendo aplicável às subscrições em espécie o regime das entradas de ativos previsto no n.º 3 do artigo 73.º do referido Código.
8 -As taxas de tributação autónoma previstas no artigo 88.º do Código do IRC têm aplicação, com as necessárias adaptações, no presente regime.
9 -O IRC incidente sobre os rendimentos das entidades a que se aplique o presente regime é devido por cada período de tributação, o qual coincide com o ano civil, podendo no entanto ser inferior a um ano civil:
a)No ano do início da atividade, em que é constituído pelo período decorrido entre a data em que se inicia a atividade e o fim do ano civil;
b)No ano da cessação da atividade, em que é constituído pelo período decorrido entre o início do ano civil e a data da cessação da atividade.
10 -Não existe obrigação de efetuar a retenção na fonte de IRC relativamente aos rendimentos obtidos pelos sujeitos passivos referidos no n.º 1.
11 -A liquidação de IRC é efetuada através da declaração de rendimentos a que se refere o artigo 120.º do Código do IRC, aplicando-se, com as necessárias adaptações, o disposto no artigo 89.º, no n.º 1 do artigo 90.º, no artigo 99.º e nos artigos 101.º a 103.º do referido Código.
12 -O pagamento do imposto deve ser efetuado até ao último dia do prazo fixado para o envio da declaração de rendimentos, aplicando-se, com as necessárias adaptações, o disposto nos artigos 109.º a 113.º e 116.º do Código do IRC.
13 -As entidades referidas no n.º 1 estão ainda sujeitas, com as necessárias adaptações, às obrigações previstas nos artigos 117.º a 123.º, 125.º e 128.º a 130.º do Código do IRC.
14 -O disposto no n.º 7 aplica-se às operações aí mencionadas que envolvam entidades com sede, direção efetiva ou domicílio em território português, noutro Estado membro da União Europeia ou, ainda, no Espaço Económico Europeu, neste último caso desde que exista obrigação de cooperação administrativa no domínio do intercâmbio de informações e da assistência à cobrança equivalente à estabelecida na União Europeia.
15 -As entidades gestoras de sociedades ou fundos referidos no n.º 1 são solidariamente responsáveis pelas dívidas de imposto das sociedades ou fundos cuja gestão lhes caiba.
16 -No caso de entidades referidas no n.º 1 divididas em compartimentos patrimoniais autónomos, as regras previstas no presente artigo são aplicáveis, com as necessárias adaptações, a cada um dos referidos compartimentos, sendo-lhes ainda aplicável o disposto no Decreto-Lei n.º 14/2013, de 28 de janeiro.

Histórico de Alterações

Alterado

Versão 15

Vigente desde: 28/06/2024

Lei n.º 31/2024 - 1.ª Série(28/06/2024)

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Versão 14

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Até: 28/06/2024

Lei n.º 42/2016 - 1.ª Série(28/12/2016)

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Versão 13

Vigente desde: 13/01/2015

Até: 28/12/2016

Decreto-Lei n.º 7/2015 - 1.ª Série(13/01/2015)

Alterado

Versão 12

Vigente desde: 31/12/2012

Até: 13/01/2015

Lei n.º 66-B/2012 - 1.ª Série(31/12/2012)

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Versão 11

Vigente desde: 30/12/2011

Até: 31/12/2012

Lei n.º 64-B/2011 - 1.ª Série(30/12/2011)

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Versão 10

Vigente desde: 26/07/2010

Até: 30/12/2011

Lei n.º 15/2010 - 1.ª Série(26/07/2010)

Alterado

Versão 9

Vigente desde: 26/06/2008

Até: 26/07/2010

Decreto-Lei n.º 108/2008 - 1.ª Série(26/06/2008)

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Versão 8

Vigente desde: 07/11/2005

Até: 26/06/2008

Decreto-Lei n.º 192/2005 - 1.ª Série(07/11/2005)

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Versão 7

Vigente desde: 31/12/2003

Até: 07/11/2005

Lei n.º 107-B/2003 - 1.ª Série(31/12/2003)

Alterado

Versão 6

Vigente desde: 30/12/2002

Até: 31/12/2003

Lei n.º 32-B/2002 - 1.ª Série(30/12/2002)

Alterado

Versão 5

Vigente desde: 31/10/2002

Até: 30/12/2002

Decreto-Lei n.º 228/2002 - 1.ª Série(31/10/2002)

Alterado

Versão 4

Vigente desde: 27/12/2001

Até: 31/10/2002

Lei n.º 109-B/2001 - 1.ª Série(27/12/2001)

Alterado

Versão 3

Vigente desde: 03/07/2001

Até: 27/12/2001

Decreto-Lei n.º 198/2001 - 1.ª Série(03/07/2001)

Alterado

Versão 2

Vigente desde: 03/02/2001

Até: 03/07/2001

Lei n.º 30-G/2000 - 1.ª Série(29/12/2000)

Alterado

Versão 1

Vigente desde: 01/07/1989

Até: 03/02/2001