29 -Manter o grau de conservação do habitat de Myotis myotis, Miniopterus schreibersii, Rhinolophus ferrumequinum e Rhinolophus hipposideros
Número de abrigos de importância nacional com condições favoráveis
Tendência populacional
Manter o abrigo com importância nacional na ZEC
Manter a tendência populacional estável
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
O plano de gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-Lei n.º 64/2026, de 27 de fevereiro, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Guadiana e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 5, com a definição dos indicadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
QUADRO 5
Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Medida de conservação
Relevância*
Indicador de realização
Meta
Entidade responsável
Entidades envolvidas
Calendarização
Início
Fim
MC1. Restabelecimento do ecossistema fluvial e ripícola
1
Relatório com as prioridades de intervenção
Ano 1 após a aprovação do plano de gestão
APA
ICNF
SOMINCOR
GPP
Autoridade de Gestão do PEPAC
CCDR/Agri
Municípios
Proprietários
Universidades
ONGA
Ano 1
Ano 10
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
50 %
Ano 3
Ano 10
MC2. Contribuir para a melhoria da qualidade da água
1
Relatório de levantamento das situações deficitárias de tratamento de efluentes
1
APA
GPP
ICNF
SOMINCOR
Autoridade de Gestão do PEPAC
Municípios
Proprietários
Agricultores
Universidades
ONGA
Ano 1
Ano 3
N.º de povoações dotadas com tratamento de efluentes eficiente
100 %
Ano 3
Ano 10
Relatório de cartografia de troços críticos
1
Ano 1
Ano 3
Extensão linear de ribeiras com proteção
50 %
Ano 3
Ano 10
Troço da ribeira de Oeiras recuperado
20 km
Ano 1
Ano 10
MC3. Promover a sustentabilidade das captações de água
1
Integração no PGRH
1
APA
GPP
Autoridade de Gestão do PEPAC Municípios
Proprietários
Agricultores
ICNF
Ano 1
Ano 2
N.º de reservatórios de água instalados
10
Ano 1
Ano 10
MC4. Avaliar a atual cobertura na ZEC da rede de pontos de amostragem de quantidade e de qualidade da água
3
Relatório de caracterização da situação referência
1
APA
ICNF
Municípios
Universidades
Ano 5
Ano 10
MC5. Avaliação e adaptação do regime de caudais ecológicos do Rio Guadiana, a jusante de Alqueva-Pedrógão
1
Relatório com o estabelecimento de RCE adequado às condições da ZEC
Ano 1 após a aprovação do plano de gestão
APA
EDIA
ICNF
Universidades
ONGA
Ano 1
Ano 1
Data de integração do RCE revisto no PGRH
Ano 2 após a aprovação do plano de gestão
Ano 2
Ano 3
MC6. Harmonizar a legislação da pesca nos diferentes troços do rio Guadiana
2
Data da proposta de regulamentação
Ano 1 após a aprovação do plano de gestão
ICNF
DGRM
Capitania de Vila Real de Santo António
GNR-SEPNA
Associações de pesca
Universidades
Ano 1
Ano 1
MC7. Controlo de espécies exóticas invasoras
2
N.º de mecanismos de controlo instalados
1
ICNF
EDIA
CCDR
Proprietários
Associações de pesca
ONGA
Ano 5
Ano 10
Relatório com propostas de soluções para o Alqueva
1
Ano 2
Ano 5
Extensão linear de vegetação ribeirinha recuperada
1000 m
Ano 1
Ano 10
MC8. Reforço da população de saramugo (Anaecypris hispanica)
3
Data de aprovação do plano de reforço da população
Ano 5 após a aprovação do plano de gestão
ICNF
Universidades
ICNF
Universidades
ONGA
Ano 1
Ano 10
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 2
Ano 10
MC9. Implementar procedimentos de salvaguarda da fauna aquática em períodos de seca extrema
3
Número de pegos sensíveis alvo de monitorização
50 %
APA
ICNF
Proprietários
Universidades
SOMINCOR
ONG
Ano 1
Ano 10
Número de pegos com Unio tumidiformis na ribeira de Oeiras alvo de translocação
100 %
Sucesso de manutenção em cativeiro
90 %
MC10. Gestão do pastoreio e da mobilização do solo em montado
3
Proporção de área contratualizada
75 % da área elegível
GPP
CCDR/Agri
ICNF
Autoridade de Gestão do PEPAC
Proprietários
Organizações de produtores agrícolas
Ano 1
Ano 10
MC11. Adaptação do planeamento e da operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais
3
Número de Programas Municipais de Execução com ações de gestão especificamente orientadas para a salvaguarda dos valores alvo
100 %
ICNF
Comissões Regionais, Sub-Regionais e Municipais de Gestão Integrada de Fogos Rurais
Autoridade de Gestão do PEPAC
CCDR
Municípios
Proprietários
Organizações de produtores florestais
Entidades gestoras de AIGP
Ano 1
Ano 10
Valores alvo (número e/ou área) em áreas sujeitas a ações de gestão de combustíveis
1 monitorização antes da execução, seguida de monitorizações anuais
MC12. Promover as condições necessárias para a conservação do lince-ibérico
2
N.º de coelhos por hectare
2 coelhos/hectare
ICNF
CCDR/Agri
GPP
Gestores cinegéticos
Proprietários
Infraestruturas de Portugal
Municípios
Autoridade de Gestão do PEPAC
Organizações do sector da caça
ONGA
Universidades
Ano 1
Ano 10
Número de avaliações sanitárias
1/ano
% de eventos predatórios mitigados sobre animais domésticos
75 %
Ano 1
Ano 10
N.º e tipo de medidas de mitigação e % melhoria do mapa de risco
Medidas de melhoria de permeabilidade em estradas > 50 % nas áreas de presença da espécie e 100 % em áreas de mortalidade por atropelamento e locais de elevado risco
Ano 1
Ano 10
MC13. Manter as condições adequadas em abrigos de morcegos de importância nacional
3
Data de elaboração do diagnóstico
Ano 5 após a aprovação do plano de gestão
ICNF
Proprietários
Ano 5
Ano 10
Proporção de intervenções no abrigo após derrocadas
100 % Intervencionado
Ações de limpeza da vegetação no abrigo
1 Ação
MC14. Sensibilização, formação e partilha de informação com os proprietários, produtores agrícolas, operadores económicos, população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais
3
Número de iniciativas realizadas por ano
2
ICNF
GPP
CCDR/Agri
Organizações de produtores e gestores florestais
Municípios
Cooperativas agrícolas
Autoridade de Gestão do PEPAC
CCDR
Turismo do Alentejo
Turismo do Algarve
Escolas
Associações de desenvolvimento local
Associações de pesca desportiva
Pescadores comerciais
Universidades
ONG
Ano 1
Ano 10
Criação de estrutura de apoio
1
Ano 2
Ano 10
MC15. Reforço da fiscalização na ZEC
2
Número de ações coordenadas de fiscalização por ano, orientadas ao território e valores da ZEC
12
INCF
APA
CCDR
SEPNA/GNR
Entidades gestoras
EDIA
Municípios
GNR
Organizações de caçadores e pescadores
Ano 1
Ano 10
3
Número de ações coordenadas de fiscalização dirigidas à pesca no rio Guadiana
5/ano
ICNF
GNR-SEPNA
Capitania VRSA
Ano 1
Ano 10
MC16. Colmatação das lacunas de conhecimento sobre a ocorrência e condição ecológica dos tipos de habitat 3120 e 3170, espécies alvo Marsilea batardae, Macromia splendens e Oxygastra curtisii
3
Relatórios dos trabalhos de prospeção
Ano 6 após a aprovação do plano de gestão
ICNF
Universidades
ONGA
Ano 1
Ano 6
MC17. Reforço das populações de mexilhão-do-rio (Unio tumidiformis)
3
Data de conclusão do Plano de repovoamento
Ano 1 do PG
APA
ICNF
SOMINCOR
Universidades
ONGA
Ano 1
Ano 1
Reprodução e crescimento em cativeiro
Obtenção anual de 200 indivíduos prontos para libertação
Ano 2
Ano 10
MC18. Avaliação da viabilidade da implementação de ações de reabilitação da população de sável no troço principal do Guadiana, a jusante de Alqueva-Pedrógão
2
Data da conclusão da avaliação da população holobiótica
Ano 2 após a aprovação do plano de gestão
Universidades
EDIA
ICNF
APA
Ano 1
Ano 2
Data de conclusão do relatório de caracterização
Ano 2 após a aprovação do plano de gestão
APA
Universidades
Universidades
EDIA
Ano 1
Ano 2
Data de conclusão do Plano de restauro fluvial
Ano 5 após a aprovação do plano de gestão
APA
ICNF
Universidades
EDIA
ONGA
Ano 3
Ano 5
N.º de ações experimentais de repovoamento
3/ano
ICNF
DGRM
Universidades
ONGA
EDIA
Ano 4
Ano 10
MC19. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação
1
Quadro de densificação dos objetivos de conservação, indicadores e metas
Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano após a aprovação do plano de gestão
ICNF
GPP
Algarve 2030
Alentejo 2030
Ano 1
Ano 2
Quadro de estimativa preliminar dos recursos financeiros, humanos e técnicos para os primeiros cinco anos após a aprovação do plano de gestão
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 - Muito elevada; 2 - Elevada; 3 - Média.
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regulamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 64/2026, de 27 de fevereiro.
VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO
O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.
ACOMPANHAMENTO
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional, a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas (através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de conservação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas de alteração do plano de gestão.
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da Rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats.
O quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação do plano de gestão.
QUADRO 6
Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
Tipos de habitat pratenses mesófilos a xerófilos
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução
(Não iniciada/Em curso/Concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Tipos de habitat florestais mesófilos e xerófilos
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução
(Não iniciada/Em curso/Concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Tipos de habitat rochosos
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução
(Não iniciada/Em curso/Concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Tipos de habitat associados a sistemas estuarinos
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução
(Não iniciada/Em curso/Concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Tipos de habitat ribeirinhos e espécies aquáticos e ripícolas
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução
(Não iniciada/Em curso/Concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Lince-ibérico
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução
(Não iniciada/Em curso/Concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Espécies rupestres/cavernícolas
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução
(Não iniciada/Em curso/Concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
Fontes de Financiamento - Glossário:
PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027;
Algarve 2030 - Programa Operacional Regional do Algarve (FEDER);
Alentejo 2030 - Programa Operacional Regional do Alentejo (FEDER);
INTERREG - Programa Operacional para a Cooperação Transfronteiriça Europeia (FEDER);
LIFE - Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática;
PRR - Plano de Recuperação e Resiliência;
I&D - Investigação e Desenvolvimento;
OE - Orçamento do Estado;
PNA-PNGIFR - Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
119948049