28 -Manter o grau de conservação do biótopo de Miniopterus schreibersii, Myotis myotis, Rhinolophus mehelyi, Rhinolophus hipposideros e Rhinolophus ferrumequinum
- N.º de abrigos de importância nacional com condições favoráveis
- Área de habitat de alimentação (ha)
- Manter todos os abrigos de importância nacional na ZEC, em boa condição
- Aumentar a área de habitat de alimentação das espécies
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
O Plano de Gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-Lei n.º 49/2026, de 16 de fevereiro, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Barrocal e respetivo quadro operacional estão identificados no Quadro 5, com a definição dos indicadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
QUADRO 5
Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Medida de conservação
Indicador de realização
Meta
Relevância*
Entidade responsável
Entidades envolvidas
Calendarização
Início
Fim
MC1. Restabelecimento do ecossistema fluvial e ribeirinho
Definição das áreas prioritárias a intervencionar
Ano 2 da aprovação do Plano de Gestão
1
APA
ICNF
Municípios, Proprietários
Autoridade de Gestão do PEPAC
DGADR
DGAV
CCDR
Municípios
Centros de Investigação
ONGA
Ano 1
Ano 2
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 3
Ano 10
Número de ações de monitorização
5
(2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC2. Recuperação ecológica de habitats higrófilos
Inventariação e identificação das áreas dos habitats 3170 e 6420 com potencial para restauro
Ano 2 da aprovação do Plano de Gestão
2
ICNF
Autoridade de Gestão do PEPAC
APA
Proprietários
Municípios
Centros de Investigação
ONGA
Ano 1
Ano 2
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 3
Ano 10
Número de ações de monitorização
5
(2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC3. Gestão e conservação dos bosques mesófilos e xerófilos
Definição das áreas prioritárias a intervencionar
Ano 2 da aprovação do Plano de Gestão
1
ICNF
GPP
CCDR
Autoridade de Gestão do PEPAC
Proprietários
Agricultores e gestores florestais
Organizações de Produtores e Associações de Produtores Florestais
CCDR
ONGA
AMEA
Centros de Investigação
Ano 1
Ano 2
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 3
Ano 10
Número de ações de monitorização
5
(2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC4. Gestão e conservação dos matos e prados mesófilos e xerófilos
Definição das áreas prioritárias a intervencionar
Ano 2 da aprovação do Plano de Gestão
2
ICNF
GPP
CCDR
Autoridade de Gestão do PEPAC
CCDR
Proprietários, agricultores e gestores florestais
ONGA
Centros de Investigação
Ano 1
Ano 2
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 3
Ano 10
Número de ações de monitorização
5
(2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC5. Plano de ação para a conservação das espécies Plantago algarbiensis, Tuberaria major e Thymus lotocephalus
Definição das áreas prioritárias a intervencionar
Ano 3 da aprovação do Plano de Gestão
2
ICNF
Autoridade de Gestão do PEPAC
Proprietários e agricultores
Centros de Investigação
CCDR
ONGA
Ano 2
Ano 3
Proporção de ações implementadas
75 %
Ano 4
Ano 10
Número de ações de monitorização
5
(2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC6. Promover as condições adequadas das grutas não exploradas pelo turismo
Identificação e caracterização das grutas e abrigos com risco de derrocadas
Ano 2 da aprovação do Plano de Gestão
1
ICNF
Municípios
CCDR
Proprietários
SEPNA/GNR
Centros de Investigação
ONGA
Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE)
Ano 1
Ano 10
Ações de limpeza da vegetação em abrigos
2 ações por ano
Número de vedações melhoradas/instaladas
1 vedação por abrigo identificado
MC7. Controlo de espécies exóticas invasoras de flora e fauna
Data de aprovação de plano de deteção precoce e controlo de espécies exóticas invasoras
Ano 3 da aprovação do Plano de Gestão
2
APA
ICNF
GPP
CCDR
Autoridade de Gestão do PEPAC
Proprietários
Municípios
CCDR
Centros de Investigação
ONGA
Ano 2
Ano 3
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 4
Ano 10
Número de ações de monitorização para deteção precoce de instalação de espécies exóticas invasoras
8
(1 por ano)
Ano 3
Ano 10
MC8. Avaliar a atual cobertura na ZEC da rede de pontos de amostragem de quantidade e de qualidade da água
Número de estudos para caracterização da situação referência e eventual proposta de novas localizações de pontos de captação (quantidade e qualidade) elaborados
1
2
APA
ICNF
Municípios
Centros de Investigação
ONGA
Ano 3
Ano 5
MC9. Gestão sustentável do pastoreio
Definição das áreas prioritárias a intervencionar
Ano 4 da implementação do plano de gestão
3
ICNF
CCDR
GPP
Autoridade de Gestão do PEPAC
AGIF
APA
ADL
ONGA
CCDR
Proprietários
Municípios
Centros de Investigação
Ano 2
Ano 4
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 5
Ano 10
Número de ações de monitorização
5
(2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC10. Adaptação do planeamento e da operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais protegidos com presença significativa na ZEC
Percentagem de planos/programas adaptados e incluindo diretrizes de salvaguarda
100 %
3
ICNF
Comissões Regionais, Sub-Regionais e Municipais de Gestão Integrada de Fogos Rurais
AMAL
APA
Autoridade de Gestão do PEPAC
CCDR
Proprietários
Organizações de produtores florestais
Empresas
Comissões Intermunicipais
Municípios
ONGA
Ano 2
Ano 10
Percentagem de planos de recuperação pós-incêndio com medidas orientadas para o restauro e salvaguarda dos valores naturais protegidos
100 %
Proporção de áreas ardidas identificadas e salvaguardadas para assegurar a recuperação de habitats arbustivos ou arbóreos (bosques e matos)
75 %
Número de ações de monitorização
5 (2 em 2 anos)
MC11. Ordenar as atividades recreativas ou desportivas, motorizadas ou não, organizadas ou informais
Data de elaboração do diagnóstico
Ano 3 da implementação do Plano de Gestão
2
Turismo do Algarve
CCDR
Municípios
ICNF
Centros de Investigação
Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal
Federação Portuguesa de Espeleologia (FPE)
CCDR
ONGA
AMEA
Empresas de animação turística
Ano 2
Ano 10
Proporção dos valores alvo analisados em relação à sua sensibilidade
100 % dos valores alvo em presença
Proporção das áreas avaliadas para a prática das atividades
100 % das áreas regulamentadas para a prática das atividades
MC12. Sensibilização, formação e partilha de informação com os proprietários, produtores agrícolas, operadores económicos, população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais
Data da constituição de processos ou estruturas de apoio aos gestores florestais e produtores agrícolas
Ano 2 da implementação do plano de gestão
3
ICNF
GPP
CCDR
Organizações de produtores e gestores agrícolas
Municípios
Autoridade de Gestão do PEPAC
CCDR
Turismo do Algarve
Centros de Investigação
Escolas
Federação Portuguesa de Espeleologia
AMEA
ONGA
ADL
Ano 1
Ano 10
Data de elaboração do plano de sensibilização das populações locais e visitantes
Ano 2 da implementação do plano de gestão
Número de iniciativas realizadas por ano
2
Data da criação de conteúdos digitais
Ano 5 da implementação do plano de gestão
Data da criação de sinalética de informação dos limites da rede Natura 2000
Ano 1 da implementação do plano de gestão
MC13. Reforço da fiscalização na ZEC
Número de ações de fiscalização por ano
12
2
ICNF
APA
CCDR
SEPNA/GNR
Autarquias
Federação de Caçadores do Algarve
Entidades gestoras de ZIF
Ano 1
Ano 10
MC14. Colmatação das lacunas de conhecimento sobre o habitat 3140 - Águas oligo-mesotróficas calcárias com vegetação bêntica de Chara spp. na ZEC
Data de realização/conclusão do estudo
Ano 5 da implementação do plano de gestão
2
ICNF
Centros de Investigação
ONGA
Empresas
Ano 3
Ano 5
MC15. Colmatação das lacunas de conhecimento sobre a ocorrência e condição ecológica da espécie Petalophyllum ralfsii na ZEC
Data de realização/conclusão do estudo
Ano 5 da implementação do plano de gestão
2
ICNF
Centros de Investigação
ONGA
Empresas
Ano 3
Ano 5
MC16. Colmatação das lacunas de conhecimento sobre a condição ecológica da espécie de borboleta Euphydryas aurinia
Data de realização/conclusão do estudo
Ano 5 da implementação do plano de gestão
2
ICNF
Centros de Investigação
ONGA
Empresas
Ano 3
Ano 5
MC17. Colmatação das lacunas de conhecimento sobre a ocorrência e condição ecológica da espécie Myotis blythii na ZEC
Data de realização/conclusão do estudo
Ano 3 da implementação do plano de gestão
2
ICNF
Centros de Investigação
ONG
Ano 1
Ano 3
MC18. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação
Quadro de densificação dos objetivos de conservação, indicadores e metas
Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano
2
ICNF
GPP
Algarve 2030
Ano 1
Ano 2
Quadro de estimativa preliminar dos recursos financeiros, humanos e técnicos para os primeiros cinco anos de execução do plano
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 - Muito elevada; 2 - Elevada; 3 - Média.
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regulamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 49/2026, de 16 de fevereiro.
VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO
O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.
ACOMPANHAMENTO
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional, a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas (através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de conservação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas de alteração do plano de gestão.
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da Rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats.
O Quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação do plano de gestão.
QUADRO 6
Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
Tipos de habitat e espécies de ambientes ribeirinhos
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Tipos de habitat e espécies de prados e matos
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/ meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Tipos de habitat de bosques
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/ meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Tipos de habitat e espécies de ambientes rupícolas
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/ meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Quirópteros
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/ meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão
(Manter/Não manter/Altera)
Obs.
FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
Fontes de Financiamento - Glossário:
PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027;
Algarve 2030 - Programa Operacional Regional do Algarve (FEDER);
LIFE - Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática;
PRR - Plano de Recuperação e Resiliência;
I&D - Investigação e Desenvolvimento;
OE - Orçamento de Estado;
PNA-PNGIFR - Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
119948050