17 -Manter o grau de conservação do habitat de aves passeriformes migradoras de matos e bosques
Área ocupada por habitats de matos (ha)
Área ocupada por habitats de matagais e bosques ripícolas (ha)
Manter a área ocupada por habitats de matos, na atual condição ecológica
Manter a área ocupada por habitats de matagais e bosques ripícolas
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
O Plano de Gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-Lei n.º 53/2026, de 16 de fevereiro, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão das ZEC e ZPE Caldeirão e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 6, com a definição dos indicadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
Quadro 6 - Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Medida de conservação
Relevância*
Indicador de realização
Meta
Entidade responsável
Entidades envolvidas
Calendarização
Início
Fim
MC1. Restabelecimento do ecossistema fluvial e ribeirinho
1
Data de aprovação de um programa de intervenções
Ano 2 da aprovação do programa
APA
ICNF
Autoridade de Gestão do PEPAC
CCDR
Municípios
Proprietários
Centros de investigação
Ano 1
Ano 2
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 3
Ano 10
Número de ações de monitorização
5 (2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC2. Gestão sustentável das áreas de montado e promoção da sua recuperação em áreas sem pastoreio ou degradadas
1
Data de aprovação de um programa de intervenções
Ano 2 da aprovação do programa
ICNF
GPP
CCDR
Autoridade de Gestão do PEPAC
Proprietários, agricultores e gestores florestais
Organizações de produtores e associações de produtores florestais
Ano 1
Ano 2
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 3
Ano 10
Número de ações de monitorização
5 (2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC3. Gestão e conservação dos bosques de sobreiro e azinheira
1
Data de aprovação de um programa de intervenções
Ano 2 da aprovação do programa
ICNF
GPP
CCDR
Autoridade de Gestão do PEPAC
Proprietários, agricultores e gestores florestais
Organizações de produtores e associações de produtores florestais
Ano 1
Ano 2
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 3
Ano 10
Número de ações de monitorização
5 (2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC4. Gestão e conservação dos matos e manutenção do habitat de lince-ibérico
2
Data de aprovação de um programa de intervenções
Ano 2 da aprovação do programa
ICNF
GPP
CCDR
Autoridade de Gestão do PEPAC
Proprietários, agricultores e gestores florestais
Organizações de produtores e associações de produtores florestais
Ano 1
Ano 2
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 3
Ano 10
Número de ações de monitorização
5 (2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC5. Avaliar a atual cobertura na ZEC da rede de pontos de amostragem de quantidade e de qualidade da água
2
Número de estudos elaborados para caracterização da situação de referência e eventual proposta de novas localizações de pontos de captação (quantidade e qualidade)
1
APA
ICNF
Municípios
Centros de investigação
Ano 3
Ano 5
MC6. Controlo de espécies exóticas invasoras de flora e fauna
1
Data de aprovação de plano de deteção precoce e controlo de espécies exóticas invasoras
Ano 3 da aprovação do plano de gestão
ICNF
GPP
CCDR
Municípios
Autoridade de Gestão do PEPAC
Organizações de produtores florestais
Proprietários
Centros de investigação
ONGA
Entidades gestoras de AIGP
Ano 2
Ano 3
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 4
Ano 10
Número de ações de monitorização para deteção precoce de instalação de espécies exóticas invasoras
8 (1 por ano)
Ano 3
Ano 10
MC7. Prevenir e gerir as pragas e doenças do sobreiro e azinheira, avaliar a incidência de epizootias nas espécies-presa de lince-ibérico e aves de rapina, e avaliação sanitária das doenças com maior impacto no lince-ibérico
2
Data de elaboração do plano de atuação e monitorização
Ano 3 da aprovação do plano de gestão
ICNF
INIAV
DGAV
Autoridade de Gestão do PEPAC
Gestores florestais
Associações de produtores florestais
ADL
Centros de investigação
Ano 2
Ano 3
MC8. Adaptação do planeamento e da operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais protegidos com presença significativa nas ZEC e ZPE
2
Percentagem de planos/programas adaptados e incluindo diretrizes de salvaguarda
100 %
ICNF
Comissões Regionais, Sub-Regionais e Municipais de Gestão Integrada de Fogos Rurais
Entidades gestoras de AIGP
Comunidades intermunicipais
APA
Autoridade de Gestão do PEPAC
CCDR
Proprietários
Organizações de produtores florestais
Empresas
Comissões intermunicipais
Ano 2
Ano 10
Percentagem de planos de recuperação pós-incêndio com medidas orientadas para o restauro e salvaguarda dos valores naturais protegidos
100 %
MC9. Ordenar as atividades recreativas ou desportivas, motorizadas ou não, organizadas ou informais
3
Data de elaboração do estudo
Ano 3 da aprovação do Plano de Gestão
Turismo do Algarve
Turismo do Alentejo
CCDR
Municípios
ICNF
Centros de investigação
Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal
Empresas de animação turística
GNR
Ano 2
Ano 10
Proporção dos valores alvo analisados em relação à sua sensibilidade
100 % dos valores alvo em presença
Proporção das áreas avaliadas para a prática das atividades
100 % das áreas regulamentadas para a prática das atividades
MC10. Sensibilização, formação e partilha de informação com os proprietários, produtores agrícolas, operadores económicos, população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais
3
Data da constituição de processos ou estruturas de apoio aos gestores florestais e produtores agrícolas
Ano 2 da aprovação do plano de gestão
ICNF
GPP
CCDR
Organizações de produtores e gestores florestais
Municípios
ONGA
Autoridade de Gestão do PEPAC
Turismo do Alentejo
Turismo do Algarve
Escolas
Associações de desenvolvimento local
Associações de pesca desportiva
Centros de investigação
GNR
Juntas de freguesia
Ano 1
Ano 10
Data da criação de conteúdos digitais
Ano 5 da aprovação do plano de gestão
Número de iniciativas realizadas por ano
2
Data da criação de sinalética de informação dos limites da rede Natura 2000
Ano 1 da aprovação do plano de gestão
MC11. Reforço da fiscalização nas ZEC e ZPE
3
Número de ações de fiscalização por ano
12
ICNF
APA
CCDR
SEPNA/GNR
PSP/BriPA
Entidades gestoras de caça
Municípios
Ano 1
Ano 10
MC12. Reforço da população de boga-do-sudoeste (Iberochondrostoma almacai)
2
Data de aprovação do plano de reforço da população
Ano 3 da aprovação do plano de gestão
APA
ICNF
Municípios
Proprietários
Centros de investigação
ONGA
ADL
Águas do Algarve
APA
Ano 2
Ano 3
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
Ano 4
Ano 10
Número de ações de monitorização
5 (2 em 2 anos)
Ano 1
Ano 10
MC13. Fomentar a ocorrência e a densidade de coelho-bravo e perdiz-vermelha
2
N.º de coelhos e perdizes por hectare
2 coelhos e 2 perdizes por hectare
ICNF
CCDR
GPP
DGAV
Autoridade de Gestão do PEPAC
Organizações do setor da caça
ONGA
Entidades gestoras de zonas de caça
Proprietários
Centros de investigação
Ano 1
Ano 10
MC14. Avaliar a permeabilidade das infraestruturas viárias existentes na ZEC e sua envolvente e identificar medidas a implementar nos pontos que estão a comprometer a conectividade e nos pontos críticos de ocorrência de atropelamentos
2
Data de elaboração do estudo de avaliação (diagnóstico)
Ano 3 da aprovação do plano de gestão
ICNF
Municípios
Infraestruturas de Portugal, IP
Centros de investigação
Ano 2
Ano 10
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
100 %
MC15. Executar um protocolo de vigilância da nidificação de Aquila fasciata na ZPE e de atuação de emergência
2
Data de aprovação do plano de vigilância
Ano 3 da aprovação do plano de gestão
ICNF
Proprietários
ONGA
Centros de investigação
Entidades gestoras da caça
EDP
REN
RIAS
Ano 2
Ano 10
Número de ações de vigilância
1 por ano
MC16. Conservação de locais de nidificação das aves de rapina Aquila fasciata e Circaetus gallicus
2
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
75 %
ICNF
GPP
CCDR
Municípios
Autoridade de Gestão do PEPAC
Associações de produtores florestais
Proprietários
Centros de investigação
ONGA
Ano 2
Ano 10
Número de ações de monitorização para deteção precoce de locais de nidificação de aves de rapina
10 (1 por ano)
Ano 1
Ano 10
MC17. Colmatação das lacunas de conhecimento sobre a condição ecológica das espécies de invertebrados Euphydrias aurinia e Cerambyx cerdo na ZEC
2
Data de realização/conclusão do estudo
Ano 5 da aprovação do plano de gestão
ICNF
Centros de investigação
ONGA
Empresas
Ano 1
Ano 5
MC18. Colmatação das lacunas de conhecimento sobre a condição ecológica da espécie de morcego Barbastella barbastellus na ZEC
2
Data de realização/conclusão do estudo
Ano 6 da aprovação do plano de gestão
ICNF
Centros de investigação
ONGA
Empresas
Ano 1
Ano 6
MC19. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação
1
Quadro de densificação dos objetivos de conservação, indicadores e metas
Quadros aprovados pela(s) entidade(s) responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano
ICNF
GPP
Algarve 2030
Alentejo 2030
Ano 1
Ano 2
Quadro de estimativa preliminar dos recursos financeiros, humanos e técnicos para os primeiros cinco anos de execução do plano
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 - Muito elevada; 2 - Elevada; 3 - Média.
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regulamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 53/2026, de 16 de fevereiro.
VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO
O plano de gestão terá uma vigência de dez anos.
ACOMPANHAMENTO
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional, a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas (através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução dos fatores externos com eventual impacto na gestão das ZEC e ZPE (por exemplo, das pressões e atividades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de conservação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas de alteração do plano de gestão.
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da Rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats e da Diretiva Aves.
O quadro 7 estabelece a correspondência entre as medidas e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação do plano de gestão.
Quadro 7 - Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
Tipos de habitat e espécies aquáticos
Objetivo de conservação [Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução (não iniciada/em curso/concluída)
Revisão (Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Tipos de habitat e espécies de matagais e bosques ripícolas
Objetivo de conservação [Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução (não iniciada/em curso/concluída)
Revisão (Manter/Não manter/Altera)
Obs.
Tipos de habitat e espécies de bosques, matos e montado
Objetivo de conservação [Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução (não iniciada/em curso/concluída)
Revisão (Manter/Não manter/Altera)
Obs.
FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
Fontes de financiamento - Glossário:
PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027;
Algarve 2030 - Programa Operacional Regional do Algarve (FEDER);
Alentejo 2030 - Programa Operacional Regional do Alentejo (FEDER);
LIFE - Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática;
PRR - Plano de Recuperação e Resiliência;
I&D - Investigação e Desenvolvimento;
OE - Orçamento do Estado;
PNA-PNGIFR - Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
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