É atualizado o programa de formação especializada em gastrenterologia, constante do anexo à presente portaria, da qual faz parte integrante.
Artigo 2.º
Formação
A aplicação e desenvolvimento do programa de formação compete aos órgãos e agentes responsáveis pela formação no internato médico, os quais devem assegurar a maior uniformidade a nível nacional.
Artigo 3.º
Entrada em vigor e produção de efeitos
1 -Duração - 12 meses.
2 -Blocos formativos e sua duração: serão realizados de acordo com o programa da Formação Geral.
3 -Precedência - a frequência com aproveitamento de todos os blocos formativos da Formação Geral é condição obrigatória para que o médico interno inicie a Formação Especializada.
4 -Equivalência - os blocos formativos da Formação Geral não substituem e não têm equivalência a eventuais estágios com o mesmo nome da Formação Especializada.
B) Formação Especializada:
a)Adquirir conhecimento sobre medicina interna em geral, nomeadamente doenças sistémicas com repercussão digestiva, assim como complicações sistémicas das doenças digestivas (cardíacas, nefrológicas, nutricionais, entre outras);
b)Aprofundar conhecimentos de colheita de histórias clínicas, incluindo os antecedentes familiares, genéticos, psicossociais e ambientais, e de um cuidado e pormenorizado exame físico.
c)É altamente recomendável contactar com 20 exames contrastados do tubo digestivo e com técnicas diferenciadas de radiologia de intervenção na abordagem de patologia digestiva.
d)Conhecer as técnicas complementares da especialidade, diagnósticas e terapêuticas, suas indicações, contraindicações, limitações e complicações;
e)Conhecer os equipamentos utilizados, material acessório, a sua desinfeção e manutenção;
f)Conhecer as principais questões éticas, deontológicas e médico-legais subjacentes ao exercício da gastrenterologia;
g)Conhecer o âmbito das aptidões de comunicação, trabalho em equipa, profissionalismo, qualidade e segurança.
h)Promover os adequados cuidados de vigilância no doente após a execução de exames;
j)Fomentar uma comunicação eficaz entre os vários profissionais intervenientes no manejo do doente, através de elaboração de relatórios clínicos estruturados e contendo a informação clinicamente relevante.
k)Enteroscopia por cápsula: 20;
l)Dilatação do tubo digestivo: 20;
m)Elastografia hepática transitória: 30;
n)Biopsia hepática percutânea: 15.
5 -Avaliação dos estágios:
a)Prova teórica, que deve incluir a apreciação do relatório de atividades;
b)Prova clínica, que incluirá entrevista e observação de um doente, elaboração de relatório escrito, donde constem diagnóstico, pedido de exames, discussão dos mesmos, prognóstico e terapêutica;
c)Nesta prova de avaliação serão consideradas as avaliações dos estágios realizados durante esse ano.