Artigo 1.º
Restrições
a)É criada uma área de sensibilidade arqueológica circundante à Igreja Paroquial de Sistelo, no lugar de Igreja, conforme planta anexa, onde devem ser realizadas sondagens arqueológicas de avaliação prévia nas ações com impacte no subsolo;
b)Devem ser preservados e conservados na íntegra a Igreja Paroquial de Sistelo, no lugar da Igreja, e a Capela de Padrão, no lugar de Padrão;
c)As edificações em alvenaria de pedra tradicional devem ser preservadas na íntegra, sendo admitidas alterações e ampliações, desde que seja mantida a volumetria, a morfologia e a tipologia predominantes na envolvente;
d)Nos casos em que seja permitida a ampliação, admite-se a execução de sistemas construtivos correntes com a devida integração a nível de materiais e cores que sejam homogéneos com a construção ou edificação preexistente;
e)Nos espigueiros, caso venham a ser objeto de obras de conservação e/ou restauro, devem ser repostos materiais semelhantes aos originais;
f)Os muros, socalcos, caminhos, calçadas e vias de acesso devem ser conservados com as respetivas características dimensionais, construtivas e materiais, podendo ser intervencionados desde que sejam respeitadas essas mesmas características;
g)As demais edificações podem ser objeto de obras de alteração, devendo ser dada continuidade às características arquitetónicas da construção original;
h)Devem ser respeitados os materiais construtivos predominantes, não sendo permitidos:
i)Painéis de chapa isotérmica, quer nas coberturas quer no revestimento de paramentos;
ii)Caixilharia, estores e portadas exteriores em PVC;
iii)Cerâmica no revestimento das fachadas;
iv)Coberturas de varandas e terraços em chapas metálicas ou fibra de vidro/cimento;
v)Placagem de pedra no revestimento de paramentos, muros e chaminés;
vi)Betuminoso ou granito azul, nos logradouros e na pavimentação de espaços exteriores;
j)Relativamente à edificabilidade no solo urbano, deve ser dada continuidade à moda da cércea predominante nas edificações envolventes, assim como no que respeita à volumetria, morfologia e tipologia das mesmas;
k)Na requalificação de edificações existentes destinadas ao apoio agrícola, deve prever-se o revestimento de coberturas em telha cerâmica, o revestimento de paramentos com reboco pintado ou a manutenção da pedra aparente;
l)No solo rural qualificado como espaço agrícola ou florestal, a edificabilidade é condicionada à reconstrução ou ampliação da edificação existente, devendo ser salvaguardadas as características do enquadramento paisagístico;
m)É interdita a instalação de unidades industriais, exceto atividades produtivas locais e de subsistência, bem como estufas;
n)É interdita a instalação de parques eólicos, mini-hídricas e antenas de telecomunicações;
o)Os edifícios ou partes dos edifícios identificados como dissonantes conforme planta constante do anexo podem ser demolidos;
p)Podem também ser demolidas edificações cujo estado de conservação seja determinado como mau, devendo, no caso de serem reconstruídas, ser mantida a volumetria, a morfologia e a tipologia predominante na envolvente;
q)Os bens imóveis que fazem parte integrante da paisagem ficam sujeitos ao regime de obras ou intervenções previsto no Decreto-Lei n.º 140/2009, de 15 de junho;
r)São fixadas as seguintes regras sobre publicidade exterior:
i)Não são admitidas caixas luminosas com luz pelo interior, néon ou iluminação fluorescente;
ii)Só é admitido um reclamo por estabelecimento e aplicado apenas numa das fachadas;
iii)Os reclamos não devem ocultar elementos arquitetónicos notáveis dos edifícios e as suas dimensões devem ser adaptadas à composição do alçado, respeitando alinhamentos com os vãos existentes ou outros elementos que sirvam de referência;
iv)A única tipologia admissível dos reclamos que sejam permitidos é a de letras cravadas, painéis em chapa lisa ou tabuleta perpendicular à mesma;
v)Os materiais admissíveis são chapa de ferro/aço ou vidro, eventualmente, madeira;
s)Deve ser dada continuidade às atividades tradicionais e à plantação de espécies autóctones, flora e florestal, sendo mantido o coberto vegetal e podendo introduzir-se outras espécies como as plantas medicinais e aromáticas;
t)São interditas novas ações de reflorestação;
u)Deve manter-se o quadro cinegético;
v)Relativamente a eventuais pedreiras e saibreiras existentes, deve ser prevista a regeneração das áreas exploradas de forma a, dentro do possível, recuperar a paisagem;
w)É interdita a exploração e a extração de recursos geológicos;
x)As ações destinadas à conservação do sítio, como sejam as limpezas de matos e arranjos de caminhos, devem ser sujeitas a parecer prévio das entidades competentes, salvo as ações decorrentes do cumprimento do Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de junho, na sua redação atual, ou qualquer outra legislação em vigor sobre a matéria da defesa da floresta contra incêndios;
y)O uso de fogo controlado, no que respeita à forma, os meios e os impactes que os trabalhos para a sua execução possam ter diretamente com toda a área da paisagem, deve ser sujeito a parecer das entidades competentes com tutela sobre o sítio;
z)Não são permitidos toldos, equipamentos de ar condicionado visíveis da via pública, excetuando-se, no espaço público, a possibilidade de utilização de elementos de caráter amovível;
aa) É condicionada a integração de painéis solares, fotovoltaicos e aparelhos de climatização em locais que não interfiram com a configuração original das coberturas e fachadas dos edifícios tradicionais;
bb) É interdita a instalação de linhas áreas de energia de alta, média e baixa tensão e de telecomunicações, sendo sujeita a parecer prévio a sua instalação subterrânea;
cc) As atividades de animação, dinamização, social, cultural, económica e desportiva estão sujeitas a avaliação e autorização prévia das entidades competentes caso sejam geradoras de impactes no sítio, por significativa afluência de público.