vii)A passagem de tubagens ou afins deve ser feita, preferencialmente, por perfuração horizontal (túnel) de forma a afetar minimamente as raízes.
Caso as medidas anteriores sejam insuficientes para proteção das copas, antes do início dos trabalhos deverão realizar-se podas de elevação das copas, aprovadas pelos serviços municipais.
No levantamento de muros ou outro tipo de construções contínuas, deve proceder-se à execução de fundações pontuais, cuja base será estabelecida em local onde não haja afetação das raízes que cumpram uma função de suporte do exemplar arbóreo.
As barreiras de proteção de árvores deverão ser mantidas até ao fecho da obra.
ANEXO III
Espécies Arbóreas a Privilegiar em Futuras Plantações
Nome científico
Nome comum
Porte
Folha
Localização
Arruamentos
Parques
Acer platanoides “Crimson king”
Acér da Noruega
Médio
Caduca
x
Acer pseudoplantanus
Falso plátano
Grande
Caduca
x
Alnus glutinosa
Amieiro
Médio
Caduca
x
x
Arbutus unedo L.
Medronheiro
Pequeno
Perene
x
x
Betula celtibérica
Bétula
Médio
Caduca
x
x
Castanea sativa Mill
Castanheiro
Grande
Caduca
x
Casuarina equisetifolia
Casuarina
Grande
Perene
x
x
Cedrus deodara
Cedro do Himalaia
Grande
Perene
x
Cedrus libani
Cedro do Líbano
Grande
Perene
x
Celtis australis
Lodão bastardo
Grande
Caduca
x
Cercis siliquastrum L.
Olaia
Pequeno
Caduca
x
Chamaecyparis obtusa “nana”
Camaeciparis hinoki
Pequeno
Perene
x
Corylus avellana
Aveleira
Pequeno
Caduca
x
Crataegus laevigata “Paul Scarlet”
Pilriteiro “Paul’s Scarlet”
Pequeno
Caduca
x
Crataegus monogyna
Pilriteiro
Pequeno
Caduca
x
x
Cupressus lusitanica
Cedro do Buçaco
Grande
Perene
x
Cupressus sempervirens L.
Cipreste
Grande
Perene
x
Fagus sylvatica
Faia
Médio
Caduca
x
x
Fagus sylvatica tricolor
Faia tricolor
Pequeno
Caduca
x
Fraxinus angustifólia Vahl
Freixo das folhas estreitas
Médio
Caduca
x
Ginkgo biloba
Ginkgo
Médio
Caduca
x
x
Koelreuteria paniculata
Coelreutéria
Médio
Caduca
x
x
Lagerstroemia indica
Árvore de Júpiter
Pequeno
Caduca
x
x
Laurus nobilis L.
Loureiro
Médio
Perene
x
x
Liquidambar styraciflua
Liquidâmbar
Médio
Caduca
x
x
Magnolia grandiflora
Magnólia branca
Grande
Perene
x
Magnolia soulangeana
Magnólia
Pequena
Caduca
x
Melia azedarach
Mélia
Média
Caduca
x
Metrosideros excelsa
Metrossídero
Grande
Perene
x
x
Morus alba
Amoreira
Médio
Caduca
x
Olea europaea
Oliveira
Médio
Perene
x
Pinus pinea
Pinheiro manso
Médio
Perene
x
Populus alba
Choupo branco
Grande
Caduca
x
Prunus cerasifera
Abrunheiro de jardim
Pequeno
Caduca
x
x
Prunus lusitanica
Azereiro
Pequeno
Perene
x
Prunus serrulata
Cerejeira de jardim
Médio
Caduca
x
x
Quercus coccinea
Carvalho americano
Médio
Caduca
x
x
Quercus pyrenaica
Carvalho negral
Grande
Caduca
x
x
Quercus robur
Carvalho alvarinho
Grande
Caduca
x
Quercus rotundifolia
Azinheira
Médio
Perene
x
Quercus suber
Sobreiro
Médio
Perene
x
Salix alba
Salgueiro branco
Médio
Caduca
x
Sambucus nigra
Sabugueiro
Pequeno
Caduca
x
x
Sequoia sempervirens
Sequoia
Grande
Perene
x
Sorbus latifolia
Mostajeiro
Pequeno
Caduca
x
Syringa vulgaris
Lilás comum
Pequeno
Perene
x
Tilia spp
Tilia
Grande
Caduca
x
x
Ulmus minor
Ulmeiro
Grande
Caduca
x
Valores médios à data da plantação
Porte
Altura (m)
PAP (cm)
Árvores
Grande
4 a 5
14/16
Médio
3 a 4
12/14
Pequeno
2 a 3
8/10
Espécies Arbustivas a Privilegiar em Futuras Plantações
Nome cientifico
Nome comum
Abelia grandiflora variegata
Abélia
Azalea
Azália
Berberis thunbergii
Berbere japonês
Buxus sempervirens
Buxo
Callistemon spp
Lava garrafas
Calluna vulgaris
Urze roxa
Chaenomeles japonica
Marmeleiro do Japão
Choisya ternata
Laranjeira do México
Corylus max “purpurea”
Aveleira púrpura
Cotoneaster
Cotoneaster
Cycas revoluta
Cica
Erica arborea
Urze branca
Erica cinerea
Queiró
Forsythia x intermedia
Forsítia
Gardenia jasminoides
Jasmim
Hibiscus
Hibisco
Hydrangea macrophylla
Hortênsia
Hypericum androsaemum
Hipericão
Juniperus communis
Zimbro rasteiro
Juniperus horizontalis
Junípero rastejante
Lantana montevidensis
Lantana rasteira
Lavandula angustifolia
Alfazema
Ligustrum japonicum
Ligustro
Loropetalum chinense
Hamamélis
Myrtus communis
Murta
Nerium oleander
Loendro
Pistachia lentiscus
Aroeira
Philadelphus coronarius
Filadelfo
Photinia fraseri
Fotínia
Picea mariana “nana”
Abeto negro nana
Pittosporum tobira
Pitósporo
Pyracantha coccinea
Piracanta
Rhododendron
Rododendro
Rosmarinus officialis
Alecrim
Sambucus nigra
Sabugueiro
Santolina chamaecyparissus
Santolina
Spiraea japonica
Spireia
Viburnum opulus
Noveleiro
Viburnum tinus
Folhado
ANEXO IV
Guia de Boas Práticas para a Gestão do Arvoredo em Meio Urbano
(com base no Guia de Boas Práticas para a Gestão do Arvoredo Urbano, do ICNF)
Avaliação fitossanitária
Compete ao Município, ou a entidade por ele designada, a deteção de pragas e/ou doenças, bem como os riscos a estas inerentes. As árvores deverão ser alvo de inspeções periódicas para deteção de problemas fitossanitários, tão precoce quanto possível, que afetem negativamente a sua funcionalidade e longevidade e que coloquem em causa a segurança de pessoas, animais e bens. No caso de as mesmas serem detetadas deverá ser realizada, com a maior brevidade possível, a avaliação do estado fitossanitário do/s exemplares. A avaliação referida permite, igualmente, a deteção de danos ou consequências fisiológicas e/ou mecânicas das árvores analisadas.
Considerando a existência de pragas e/ou doenças, causadoras de danos, deve ser efetuado um plano de controlo, implementado anualmente, que observe os agentes, os sintomas, bem como a periodicidade e a época em que serão efetuados os controlos. Em situações de alarme ou de maior risco aparente, poderá recorrer-se a especialistas ou laboratórios especializados.
O controlo de pragas e doenças deverá, preferencialmente, ser efetuado com recurso a métodos de proteção integrada, designadamente com recurso à luta biológica, cultural e biotécnica. Apenas quando se demonstre necessário e como último recurso, poderão ser utilizados produtos fitofarmacêuticos, optando sempre por privilegiar os de menor perigosidade toxicológica, ecotoxicológica e ambiental, devendo privilegiar-se o uso de equipamentos, dispositivos e técnicas que minimizem o arrastamento da calda dos produtos a aplicar e os riscos para o ser humano, animais e o ambiente. As aplicações de produtos fitofarmacêuticos devem ser reduzidas ao estritamente necessário e ser efetuadas por pessoal habilitado, de acordo com a legislação em vigor.
Avaliação e gestão do risco de rutura
É do Município, ou da entidade por ele designada, a responsabilidade de criar e manter o património arbóreo seguro e útil para os munícipes e utilizadores, bem como a avaliação de riscos para pessoas e bens.
As árvores devem ser alvo de inspeções periódicas para deteção de problemas estruturais que afetem a sua funcionalidade, longevidade e que, eventualmente, coloquem em risco a segurança de pessoas, animais ou bens.
Nenhuma árvore está isenta de risco de rutura, mesmo exemplares sem quaisquer defeitos estruturais ao nível da copa ou do sistema radicular podem quebrar ou cair face a fenómenos climáticos extremos. Assim, é aceite que o perigo associado à presença de árvores em espaço urbano deve ser reconhecido e identificado com base nos defeitos estruturais observados ao nível da copa, do tronco e das raízes e nas caraterísticas do espaço envolvente. Uma árvore é considerada perigosa se apresentar defeitos estruturais que podem causar a rutura de partes ou a sua queda, provocando danos em pessoas, animais ou bens.
Sempre que esteja em causa a segurança de pessoas e bens, poderão os agentes de Proteção Civil intervir, no estritamente necessário, para a salvaguarda dos mesmos.
Por forma a gerir o risco existente, encontra-se em elaboração o Inventário Municipal do Arvoredo em Meio Urbano, que deverá ser revisto de forma periódica, e indo de encontro com os processos de monitorização do arvoredo. Deve ser estabelecido um processo sistemático e regular de monitorização do arvoredo, que divida a área onde as árvores se inserem em zonas de risco, consoante a tipologia do uso e a frequência de utilização do espaço, que defina métodos e cronogramas de avaliação da estabilidade mecânica e do risco de rutura de acordo com as zonas de risco, e implemente ações corretivas de forma atempada, oportuna e sustentável.
De uma forma geral, a avaliação do risco de rutura contempla três parâmetros: