3 -História e tipologia das colecções
O acervo do MMB é, fundamentalmente, representado por três colecções, a colecção de alfaia agrícola, a colecção de traje e a colecção de fotografia. Estas colecções conferem expressão às diversas actividades desenvolvidas na região, desde os finais do século passado e, profundamente, vinculadas aos ambientes de tradição rural.
A fertilidade do solo e a grande lezíria ribatejana transformaram em actividades dominantes a agricultura e a criação de gado. Todos os materiais que concorrem para a identificação desta realidade, que pode ir da sementeira à colheita, ou da apartação do gado à amansia do touro para os trabalhos agrícolas, podem ser contemplados neste museu.
Um vasto conjunto de ofícios tradicionais, complementares às actividades dominantes, estão também representados com todas as alfaias empregues no decorrer dos seus trabalhos - o ferreiro, o ferrador, o tanoeiro, o carpinteiro, o sapateiro, o barbeiro, o abegão, o correeiro, o pescador, entre outros.
O ambiente doméstico do quotidiano ocupa também um lugar de destaque existindo elementos que permitem a reconstituição de uma casa rural, de uma taberna típica ou, mesmo, a encenação do ciclo da vida do nascimento até à morte.
Todos estes quadros se completam com a introdução do traje que constitui uma vasta colecção dentro do grande grupo da etnografia.
Em paralelo, possuímos uma importante colecção de fotografia composta pelas mais variadas temáticas que vão de ambientes familiares de festa ou trabalho, a retratos de crianças, flagrantes da velhice, instantes do dia-a-dia ou de locais entretanto desaparecidos. A fotografia tem-se revelado uma ajuda importante, podendo constituir o objecto central de exposições ou o elemento que melhor concorre para a reconstituição de ambientes e visualização de situações.
A parte mais representativa deste acervo foi reunida durante cerca de 40 anos por Joaquim Parracho e doada à Câmara Municipal de Benavente com o objectivo de criação de um Museu, em 1979.