3 -Não é permitida a instalação de caldeiras em pontos que possam pôr em causa a continuidade e segurança das faixas ou pistas cicláveis.
Figura 1 - Critérios para projetar caldeiras
ANEXO IV
Formas de atuação em situações de semiemergência e emergência
Fonte bibliográfica: SARAIVA, António P., “As árvores na Cidade”, Gradiva
(artigos 47.º e 48.º)
PARTE A
Situações de semiemergência e formas de atuação
Descrição da situação
Ação
Existência de fungos à vista no tronco principal (poliporáceas) ou agaricáceas na zona do colo.
Acompanhar a árvore, prevendo o seu corte, até para evitar a contaminação de outras árvores.
Árvore inclinada em zona de passagem frequente de pessoas.
Acompanhar a árvore, verificando se abana desde o colo, caso em que se deve prever o seu corte a curto prazo.
Existência de um ou mais cancros (geralmente devido a bactérias).
Acompanhar a árvore, se possível eliminar os ramos afetados. No caso de estar muito afetada, deve prever-se o corte.
Árvore afetada por doença grave (p.e. por vírus), sem perspetivas de melhorias ou árvore muito envelhecida.
Prever o corte da árvore, até para evitar a contaminação de outras árvores.
Árvore afetada por uma praga ou doença de momento ainda confinada a um número reduzido de árvores, mas que a espalhar-se poderá ter consequências graves.
Estudar a doença e no caso de se confirmarem os receios, prever o abate, de modo a tentar evitar a propagação da doença. Nestes casos, os ramos cortados devem ser queimados, as raízes removidas e queimadas e a cova desinfetada com uma solução de cal viva (6 gramas de cal por litro de água).
Árvore com um ou mais ramos fora da proporção relativamente ao resto da árvore, podendo desequilibrá-la.
Cortar o ramo em causa ou suportá-lo.
Árvore em que mais de metade das raízes foi esmagada ou cortada
Verificar se a árvore abana. Em caso afirmativo, cortá-la. Em caso negativo, fazer cortes limpos nas raízes e estacá-la do lado do corte.
Árvore com ramos em ziguezague ou em feixe (resultantes de podas anteriores)
Acompanhar a árvore.
Árvores com mais de 80 a 100 anos.
Acompanhar a árvore.
PARTE B
Situações de emergência e formas de atuação
Descrição da situação
Ação
Árvore com um ou mais ramos mortos (sobretudo ramos constituídos por madeira pesada com mais de 10 cm de diâmetro), rachados e especialmente se tiver um ou mais ramos pendurados
Examinar atentamente a árvore. Eliminar os ramos afetados
Árvore morta
Eliminar a árvore.
Árvore inclinada (especialmente se tiver crescimento vertical, como palmeiras, faias, etc.), com raízes expostas, ou com evidências de movimentações do solo junto às raízes.
Tentar repor a árvore na vertical, ampará-la com estacas ou suportes. Se tal não for possível, houver risco de queda em zonas frequentadas por pessoas, ou se o alor da árvore não o justificar, a árvore deve ser abatida.
Árvore que apresenta o tronco com uma ou mais rachas que atingem a zona da madeira ou quando essas rachas estiverem em contacto com outro defeito (p.e. cancro).
Eliminar a árvore. No caso de o defeito se apresentar apenas num tronco, eliminar apenas esse tronco.
Se se abanar a árvore e se se verificar que toda a árvore, incluindo zona do colo, abana, é porque as raízes estão apodrecidas, não suportando a árvore.
Se a árvore for jovem e de pequenas dimensões, verificar as condições da caldeira para perceber porque razão as raízes não se desenvolveram, procurando melhorar as condições da mesma. Se a situação se mantiver, cortá-la.
Se a árvore for de grandes dimensões, cortá-la.
ANEXO V
Normas técnicas para o abate (artigo 56.º)
Considerações gerais sobre o abate:
O abate só deve ocorrer quando haja perigo potencial e comprovado por análise biomecânica e ou de fitossanidade, elaborada por técnico com formação prevista na lei, de o arvoredo existente provocar danos na sua envolvente, designadamente em pessoas, vegetação, estruturas construídas e outros bens ou sempre que tal se justifique, considerando condicionalismos de mobilidade ou de implantação da escolha da espécie.
Qualquer abate deve ser fundamentado e documentado acerca das condicionantes que justificam e enquadram a necessidade da remoção da árvore, devendo seguir os critérios estipulados.
A - Técnicas de abate:
Os abates devem seguir as normas técnicas vigentes e aconselhadas por equipas especializadas, devendo ser executados os trabalhos preparatórios de acautelamento relativos à segurança e preservação de infraestruturas.
Quando do abate, a altura do cepo será ajustada às dimensões do exemplar, ao processo a utilizar na sua remoção e às condicionantes locais (tipo e frequência de utilização do espaço).
A.1 - Abate direto orientado:
Quando não existam infraestruturas, equipamentos e outros bens no espaço envolvente à árvore a remover, o abate pode ser realizado por inteiro, fazendo um entalhe em cunha para orientar a queda para o lado pretendido. Este tipo de abate é mais utilizado em ambiente florestal, não sendo tão frequente em meio urbano, por questões de segurança e de espaço disponível.
A.2 - Desmonte com retenção do material lenhoso cortado:
Caso existam infraestruturas, equipamentos e outros bens na área de projeção da copa, o abate deve ser realizado por partes, cortando as peças lenhosas a partir do topo da árvore até ao fuste (desmonte sequencial), sendo os ramos retidos por cordas ou gruas e descidos de modo a evitar danos colaterais.
A.3 - Desmonte sem retenção do material lenhoso cortado:
Caso não existam bens na área de projeção da copa, o abate pode ser realizado por partes, sem retenção das peças.
A.4 - Remoção dos cepos:
A remoção ou manutenção do cepo deve ser ponderada tendo em conta a utilização futura do local e as respetivas vantagens e desvantagens. Deve ter-se especial atenção à localização do cepo por poder constituir um obstáculo à circulação de pessoas e veículos. Acresce ainda que, face ao estado fitossanitário do exemplar abatido, o cepo pode tornar-se um repositório de agentes patogénicos e, eventualmente, um foco de disseminação de pragas e doenças. Nestes casos, a opção a tomar deverá ter em conta o parecer técnico, a necessidade de salvaguarda de situações de rebentação, contaminação, etc.
Em zonas urbanas e concretamente em árvores em caldeira e/ou em alinhamentos na via pública, os cepos devem ser cortados à altura regulamentar de outros obstáculos, tais como pilaretes, devendo manter-se o cepo a uma altura ente 0,80 m a 0,90 m. Em zonas ajardinadas deve proceder-se de igual modo, para que o cepo seja facilmente identificado. Em alternativa, dever-se-á cortar abaixo da cota de superfície e tapar de imediato para não se tornar um obstáculo pouco visível, quer para pessoas, quer na utilização de maquinaria de manutenção.
A.5 - Equipamentos:
O arranque do cepo ou rebaixamento do material lenhoso pode ser executado manualmente ou por meios mecânicos (por exemplo cilindro oco, com extremidade tipo serra, acionado por retroescavadora ou máquina similar), segundo as condições do local.
Os meios mecânicos devem ser ajustados à dimensão do material lenhoso, ao local onde este se encontra e às restrições envolventes, nomeadamente infraestruturas aéreas e subterrâneas, equipamentos, proximidade a árvores a manter, entre outras.
A.6 - Medidas preventivas:
Os locais de trabalho deverão ser devidamente sinalizados e delimitados, criando todas as condições de segurança para peões, animais, veículos e outros bens.
Os trabalhos de remoção ou rebaixamento de cepos em caldeiras ou noutros espaços verdes só poderão ter início depois de observados os cadastros das infraestruturas instaladas no subsolo, propriedade das diferentes concessionárias que operam no espaço urbano.
A.7 - Preparação da cova de plantação após remoção do cepo:
A operação de remoção do cepo permite a preparação de cova para plantação de nova planta. Desta forma o material lenhoso deve ser removido, assim como a terra existente, idealmente até abrir uma cova com, pelo menos, 1,50 m de profundidade e um volume de 3,00 m3, adequando respetivo tamanho às características da árvore a instalar (PAP e diâmetro do torrão ou contentor).
O passo seguinte deverá ser o enchimento da cova com terra de textura franca, com uma percentagem de pelo menos 5 % de matéria orgânica, isenta de materiais grosseiros. Deverá ser assegurada uma ligeira compactação da terra, devendo esta ficar ao nível do solo envolvente. Estas operações (escavação, extração de materiais e enchimento da cova) deverão ser executadas em sequência, decorrendo o menor intervalo de tempo possível entre cada uma.
ANEXO VI
Poda
(artigo 57.º)
Considerações gerais sobre a poda:
Em ambiente natural, as árvores não necessitam de ser podadas. A poda é a remoção seletiva de partes da planta para atingir determinados objetivos específicos, relacionados com as atividades humanas, designadamente para permitir a coabitação no mesmo espaço e para diminuir o risco para pessoas, animais e bens.
A resolução destes conflitos de coabitação pode, nalgumas situações, ser alcançada por intervenções de poda.
A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo entende que o arvoredo municipal deve ser alvo de uma gestão extremamente criteriosa e consciente com ações de poda necessariamente orientadas para o melhor equilíbrio Árvore/Espaço Urbano, razões que visam o respeito pela dignidade da árvore, quer como ser vivo, quer como elemento funcional e visual, marcante no tecido urbano do concelho.
Nesse sentido, também a decisão de uma qualquer poda obedecerá sempre a critérios específicos, que se podem agrupar em três grandes ordens de razões:
1) Sanidade e segurança da árvore, que se traduz na segurança de pessoas, animais e infraestruturas/bens.
2) Manutenção do equilíbrio entre a natureza da espécie em utilização e o enquadramento urbano desejado;
3) Questões relacionadas com o estilo arquitetónico-paisagista adotado.
De referir que podas demasiado intensas e drásticas (retirando-se demasiada quantidade de ramos e/ou de dimensões consideráveis), leva a respostas de produção exuberante de ramos mal conformados e mal inseridos no lenho das árvores, o que conduz ao seu enfraquecimento e consequente aumento da suscetibilidade de degradação que poderá, por força dos agentes bióticos, ser mais ou menos acentuado. Por outro lado, como estes ramos estão mal inseridos no lenho estes ramos, podem facilmente cair sem razão de força maior.
Podas bem executadas devem, pois, ser operações quase cirúrgicas sempre em respeito pela forma e estrutura natural da espécie, sem colocar em risco a árvore e, num futuro mais ou menos próximo, pessoas e bens.
A - Poda em geral:
Os objetivos mais comuns da poda são: