I- A relação de confiança para efeitos de sedução em matéria de investigação de paternidade não é apenas a que se estabelece entre o médico e a sua doente, o professor e a discípula, o padre e a devota, é também a que se afirma entre o homem e a mulher que se namoram quando estruturada pela paixão dela, conjugada com outros factores.
II- Assim, se partindo da confiança que ele lhe inspira a mulher honrada acede não só a dar passeios de automóvel como a ir para o quarto alugado pelo réu, factos estes que foram prelúdio das relações carnais entre ambos, não poderá logicamente excluir-se que o investigado tenha usado de meios psicologicamente suasórios para vencer a natural resistência da mãe da investigante.