0023522 - Tribunal da Relação de Lisboa
Tribunal da Relação de LisboaTRL
Relator: Palha da Silveira
Processo: 0023522
ACORDAO
Descritores: Dever de informar, Dever de cooperação para a descoberta da verdade
Decisão: Negado provimento
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Agravo
Nr Convencional: JTRL00022747
Nr Documento: RL199805280023522
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jtrl.nsf/33182fc732316039802565fa00497eec/be86037b1f0ff3988025680300053f88
Sumário
- A ratio do preceito do art. 837-A do CPC radica no princípio da colaboração entre o tribunal e as partes para a descoberta da verdade e a consequente realização do Direito e, sobretudo, na necessidade de ultrapassar certos deveres de sigilo injustamente impeditivos da realização da penhora (alínea c) do art. 6 da Lei 33/95 de 18-08 pela qual foi o Governo autorizado a rever o CPC). - A regra, porém, continua a ser a do n. 2 do art. 833 e do n. 1 do art. 837, ambos do CPC, que estabelece o dever de informação de quem nomeia bens à penhora.