012727 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Horta do Vale
Processo: 012727
Acórdão
Descritores: Omissão de pronúncia, Fundamentação da sentença, Imposto de transacções, Liquidação, Notificação, Vício de forma, Mercadoria importada, Mercadoria originária do espaço português
Recorrente: Candireva-soc de Representações Lda
Recorridos: Fazenda Pública
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Recurso jurisdicional
Objeto: AC TT2INST.
Nr Convencional: JSTA00038175
Nr Documento: SA219930505012727
Data de Entrada: 12/06/1990
Áreas Temáticas: DIR PROC TRIBUT CONT - REC JURISDICIONAL. DIR FISC - TRANSACÇÕES.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/235c30c2992fd1fe802568fc00395521
Sumário
I - A omissão de pronúncia pressupõe um dever por parte do tribunal de conhecer de questão que haja sido suscitada pelas partes ou dela oficiosamente deva conhecer. Fora desta última hipótese, não há omissão de pronúncia se tal questão não foi levada às conclusões. II - Inexiste falta de especificação dos fundamentos justificativos da decisão, quando o que o recorrente põe em causa é o julgamento da matéria de facto. III - Inexiste vício de forma se a notificação da liquidação não der a conhecer de forma completa o conteúdo do acto tributário, dado que, ainda que a notificação padecesse de eventual irregularidade, tal apenas contenderia com a eficácia do acto notificado e não com a sua validade, que não é afectada por acto que lhe é posterior e exterior. IV - O n. 2 do artigo 6 do D.L. 480/76, de 18 de Junho, que alude à cobrança do imposto a efectuar no acto de desembaraço aduaneiro apenas se reportava às mercadorias não fabricadas ou produzidas no território nacional, por parte dos importadores, pois em relação às mercadorias aqui produzidas a regra era a de que o imposto era sempre devido à saída do local de produção, sendo sujeito passivo o produtor.*