082365 - Supremo Tribunal de Justiça
Supremo Tribunal de JustiçaSTJ
Relator: Pereira Cardigos
Processo: 082365
ACORDAO
Descritores: Falência, Arrendamento, Locatário, Usufruto, Usufrutuário, Direito ao arrendamento, Massa falida, Escritura pública, Nulidade
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Revista
Nr Convencional: JSTJ00019794
Nr Documento: SJ199306010823651
Indicações Eventuais: PINTO LOUREIRO IN TRATADO DE LOCAÇÃO VI PAG188.
MOTA PINTO IN DIREITOS REAIS PAG371.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/02c21e51e2a1d1b3802568fc003a4a66
Sumário
I - A par das semelhanças do regime entre as figuras de arrendatário e de usufrutuário, existem também diferenças de grande relevo, tais como: - enquanto que o direito do arrendatário se configura como um direito pessoal de gozo, o adquirido pelo usufrutuário, por força da constituição do usufruto, é um direito real de gozo, embora sujeito a limitações quer impostas por lei quer pelo título constitutivo. II - Assim, os poderes de uso e fruição da coisa pelo usufrutuário são muito mais amplos que os do arrendatário e o facto do usufruto ser um direito real confere-lhe, até, a possibilidade de o alienar por acto inter- -vivos. III - É nulo o usufruto que não for constituido por escritura pública. IV - Tendo o Administrador da Falência vendido o direito ao arrendamento e ao trespasse de bens pertencentes à falida sem prejuízo do que viesse a decidir-se na acção, tal direito deve separar-se da massa falida.