Artigo 8.º-A
Tramitação do procedimento através de sistema eletrónico
Redação registada como em vigor em 28/11/2023.
Esta é a versão consolidada em vigor.
- 1 -A tramitação dos procedimentos previstos no presente diploma é realizada informaticamente através de plataforma eletrónica, nos termos a regulamentar em portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da modernização administrativa, das autarquias locais e do ordenamento do território.
- 2 -A tramitação dos procedimentos previstos no presente diploma na plataforma eletrónica referida no número anterior permite, nos termos a fixar na portaria aí referida, nomeadamente:
- a)A entrega de requerimentos e comunicações;
- b)A consulta pelos interessados do estado dos procedimentos;
- c)A submissão dos procedimentos a consulta por entidades externas ao município;
- d)A obtenção de comprovativos automáticos de submissão de requerimentos e comunicações e de ocorrência de deferimento tácito, quando decorridos os respetivos prazos legais;
- e)A disponibilização de informação relativa aos procedimentos de comunicação prévia para efeitos de registo predial e matricial.
- 3 -No caso de instalação ou alteração de estabelecimentos abrangidos pelo Decreto-Lei n.º 48/2011, de 1 de abril, alterado pelo Decreto-Lei n.º 141/2012, de 11 de julho, ou pelo Decreto-Lei n.º 169/2012, de 1 de agosto, que envolvam operações urbanísticas sujeitas aos procedimentos previstos no artigo 4.º do presente decreto-lei, tais procedimentos, bem como os documentos necessários à sua instrução, podem ser iniciados através do balcão eletrónico previsto nos referidos diplomas, adiante designado por «Balcão do Empreendedor».
- 4 -A integração da plataforma eletrónica referida no n.º 1 com o balcão único eletrónico dos serviços a que se referem os artigos 5.º e 6.º do Decreto-Lei n.º 92/2010, de 26 de julho, com o «Balcão do Empreendedor» e com todas as entidades externas com competências para intervir e se pronunciar no âmbito dos procedimentos regulados pelo presente diploma é regulada por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da economia, da administração local, da modernização administrativa e do ordenamento do território, tendo em conta, na interoperabilidade com sistemas externos às integrações já presentes no SIRJUE, as plataformas já existentes na Administração Pública, nomeadamente a plataforma de interoperabilidade da administração pública e o previsto no regulamento nacional da interoperabilidade digital.
- 5 -A apresentação de requerimentos deve assegurar que o acesso à plataforma pelos seus utilizadores é feito mediante mecanismos de autenticação proporcional às operações em causa, havendo lugar a autenticação nos termos definidos na portaria referida no número anterior.
- 6 -Nas situações de inexistência ou indisponibilidade do sistema informático, os procedimentos podem decorrer com recurso a outros suportes digitais, ou com recurso ao papel.
- 7 -Nos casos previstos no número anterior, o processo administrativo ou os seus elementos entregues através de outros suportes digitais ou em papel são obrigatoriamente integrados no sistema informático pelos serviços requeridos, após a cessação da situação de inexistência ou indisponibilidade do sistema informático.
Referências (3)
- Artigo 4.º
- Artigo 5.º
- Artigo 6.º
Referenciado por (13)
- Artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 35.º do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 121.º do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 74.º do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 13.º-A do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 63.º do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 79.º do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 13.º-B do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 102.º-B do Decreto-Lei n.º 136/2014
- Artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 136/2014