- 1 -O presente decreto-lei entra em vigor 10 dias após a data da sua publicação.
- 2 -Para efeitos de emissão de regulamentação, excetuam-se do disposto no número anterior o n.º 2 do artigo 36.º e o n.º 1 do artigo 45.º
ANEXO I
(a que se refere o n.º 4 do artigo 6.º)
Aptidão para uso agrícola genérico
Classe A1
Aptidão elevada
Terras com produtividade elevada e custos relativamente baixos para aplicação sustentada do uso em questão, devido a limitações nulas ou pouco significativas de regime de temperaturas, espessura efetiva do solo, fertilidade, toxicidade, disponibilidade de água no solo, drenagem, riscos de erosão, presença de afloramentos rochosos, pedregosidade, terraceamento ou declive.
Classe A2
Aptidão moderada
Terras com produtividade ou custos moderados para aplicação sustentada do uso em questão, devido a limitações nulas ou pouco significativas de regime de temperaturas, espessura efetiva do solo, fertilidade, disponibilidade de água no solo, drenagem, riscos de erosão, terraceamento ou declive.
Classe A3
Aptidão marginal
Terras com produtividade marginal ou custos severos para aplicação sustentada do uso em questão, devido a limitações severas de regime de temperaturas, espessura efetiva do solo, fertilidade, disponibilidade de água no solo, riscos de erosão, presença de afloramentos rochosos, pedregosidade, terraceamento ou declive.
Classe A4
Aptidão condicionada
Terras com aptidão condicionada ao uso sustentado (com vinha do Douro), por restrições quanto às práticas de gestão e na escolha de culturas, devido a limitações severas de riscos de erosão, terraceamento ou declive.
Classe A0
Sem aptidão
Terras sem quaisquer possibilidades edafo-climáticas, técnicas ou económicas de aplicação sustentada do uso em questão, devido a limitações excessivas de regime de temperaturas, espessura efetiva do solo, toxicidade, riscos de erosão, presença de afloramentos rochosos, pedregosidade, terraceamento ou declive.
ANEXO II
(a que se refere o n.º 4 do artigo 7.º)
Classe A
Solos com capacidade de uso muito elevada, com poucas ou nenhumas limitações, sem riscos de erosão ou com riscos ligeiros, suscetíveis de utilização agrícola intensiva e de outras utilizações.
Inclui solos:
- a)Com elevada ou moderada capacidade produtiva;
- b)De espessura efetiva mediana ou grande (mais de 45 cm);
- c)Com fraca ou moderada erodibilidade;
- d)Planos ou com declives suaves ou moderados (0 %-8 %);
- e)Bem ou moderadamente supridos de elementos nutritivos ou reagindo favoravelmente ao uso de fertilizantes;
- f)Bem providos de água durante todo o ano, mas podendo ser deficientes durante a maior parte da estação seca (a capacidade de água utilizável é, em geral, elevada, as culturas durante o período outono-primavera não são afetadas por deficiências de água no solo ou apenas o são ocasionalmente);
- g)Bem drenados e não sujeitos a inundações ou sujeitos a inundações ocasionais, de modo que as culturas só raramente são afetadas por um excesso de água no solo;
- h)Sem elementos grosseiros e afloramentos rochosos ou com percentagem de tais elementos que não afete a sua utilização nem o uso de maquinaria;
- i)Não salinos ou alcalinos;
- j)Podem apresentar algumas limitações ligeiras. As principais são as seguintes:
- k)Espessura efetiva não muito grande (nunca inferior a 45 cm);
- l)Riscos de erosão ligeiros, podendo o solo ser defendido com práticas muito simples;
- m)Declives moderados (até 8 %);
- n)Menor abundância de elementos nutritivos ou reagindo menos favoravelmente ao uso de fertilizantes;
- o)Deficiência de água na maior parte da estação seca;
- p)Ligeiro excesso de água durante períodos curtos (correspondentes a períodos excecionalmente chuvosos ou a inundações ocasionais);
- q)Estrutura um pouco desfavorável ou certa dificuldade de serem trabalhados (grande esforço de tração e ou períodos de sazão curtos).
Classe B
Solos com capacidade de uso elevada, limitações moderadas, riscos de erosão, no máximo, moderados, suscetíveis de utilização agrícola moderadamente intensiva e de outras utilizações.
Apresentam maior número de limitações e restrições de uso que os solos da classe A e necessitam de uma exploração mais cuidadosa, incluindo práticas de conservação mais intensivas. O número de culturas que se podem realizar é, em princípio, mais reduzido que na classe A, bem como o número de alternativas para a sua utilização.
As principais limitações podem resultar de qualquer dos seguintes fatores:
- a)Espessura efetiva reduzida (embora nunca inferior a 35 cm);
- b)Riscos de erosão moderados exigindo práticas de defesa mais intensivas que na classe A;
- c)Declives moderadamente acentuados (até 15 %);
- d)Mediana a baixa fertilidade ou reação menos favorável ao uso de fertilizantes;
- e)Deficiência de água durante o período seco estival; durante o período outono-primavera as culturas são frequentemente afetadas por deficiências de água no solo, o que resulta de uma capacidade de água utilizável mediana ou baixa;
- f)Excesso de água no solo resultante de uma drenagem insuficiente ou de prováveis inundações, afetando algumas vezes as culturas;
- g)Quantidade variável de elementos grosseiros ou afloramentos rochosos limitando a sua utilização por afetarem, embora não impedindo, o uso de maquinaria;
- h)Ligeira salinidade e ou alcalinidade que afete, mas não impeça, as culturas mais sensíveis.
Classe C
Solos com capacidade de uso mediana, limitações acentuadas, riscos de erosão, no máximo, elevados, suscetíveis de utilização agrícola pouco intensiva e de outras utilizações.
O número de limitações e restrições de uso é maior do que na classe B, necessitando de uma exploração ainda mais cuidadosa ou de práticas de conservação mais complexas.
O número de culturas e de alternativas de exploração é também, em princípio, mais reduzido.
As principais limitações podem resultar de qualquer dos seguintes fatores:
- a)Reduzida espessura efetiva (nunca inferior a 25 cm);
- b)Severos riscos de erosão;
- c)Severos efeitos de erosão;
- d)Declives acentuados (até 25 %);
- e)Baixa fertilidade de difícil correção ou reação muito pouco favorável ao uso de fertilizantes;
- f)Deficiência de água durante o período seco estival; durante o período outono-primavera as culturas são mais frequentemente afetadas por deficiências de água utilizável muito baixa;
- g)Excesso de água no solo resultante de uma drenagem imperfeita ou de inundações frequentes (embora só em determinada época do ano), afetando muito frequentemente as culturas;
- h)Quantidade variável de elementos grosseiros ou de afloramentos rochosos limitando a sua utilização por impedirem o uso da maquinaria mais sensível;
- i)Moderada salinidade e ou alcalinidade; as culturas sensíveis são muito afetadas; praticamente só as culturas resistentes são suscetíveis de serem cultivadas.
Classe D
Solos com capacidade de uso baixa, limitações severas, riscos de erosão, no máximo, elevados a muito elevados; não suscetíveis de utilização agrícola, salvo casos muito especiais; poucas ou moderadas limitações para pastagem, explorações de matos e exploração florestal.
As limitações que apresentam restringem o número de culturas, não sendo a cultura agrícola praticamente viável; admite-se a possibilidade de, em casos excecionais e em condições especiais, poderem ser cultivados durante períodos não muito longos, mas sempre sujeitos a grandes restrições.
As principais limitações podem resultar de qualquer dos seguintes fatores:
- a)Espessura efetiva não muito reduzida (nunca inferior a 15 cm);
- b)Riscos de erosão elevados a muito elevados;
- c)Severos a muito severos efeitos de erosão;
- d)Declives acentuados a muito acentuados;
- e)Deficiências de água durante o período seco estival, durante o período outono-primavera só ocasionalmente a água do solo é suficiente para as culturas (os solos apresentam uma capacidade de água utilizável muito baixa);
- f)Excesso de água durante grande parte ou todo o ano que impede ou limita muito a sua utilização agrícola, mas não impedindo ou limitando pouco a sua utilização com pastagem, exploração de matos ou exploração florestal (o excesso de água pode resultar de uma drenagem pobre ou muito pobre ou de inundações frequentes e de distribuição irregular);
- g)Grande quantidade de elementos grosseiros ou afloramentos rochosos que limitam muito a utilização do solo por impedirem o uso de maquinaria pesada e dificultarem o uso da restante;
- h)Moderada e elevada salinidade e ou alcalinos; não são possíveis as culturas sensíveis e as resistentes são muito afetadas, embora não sejam totalmente impedidas.
Classe E
Solos com capacidade de uso muito baixa, limitações muito severas, riscos de erosão muito elevados, não suscetíveis de uso agrícola; severas a muito severas limitações para pastagens, explorações de matos e exploração florestal; em muitos casos o solo não é suscetível de qualquer utilização económica; nestes casos pode destinar-se a vegetação natural ou floresta de proteção ou recuperação.
As principais limitações podem resultar dos seguintes fatores:
- a)Espessura efetiva excecionalmente reduzida (inferior a 15 cm);
- b)Riscos de erosão muito elevados;
- c)Efeitos de erosão severos a muito severos;
- d)Declives muito acentuados;
- e)Deficiência de água durante praticamente todo o ano, excetuando-se apenas o período de chuvas;
- f)Excesso de água durante grande parte ou todo o ano, limitando muito severamente ou mesmo impedindo o seu aproveitamento como pastagem e ou exploração florestal; o excesso de água pode resultar de um nível freático superficial (drenagem muito pobre) ou de inundações muito frequentes e de distribuição irregular;
- g)Afloramentos rochosos ou elementos grosseiros em tal percentagem que limitam ou impedem mesmo qualquer utilização do solo;
- h)Elevada salinidade e ou alcalinidade; só a vegetação natural muito resistente consegue vegetar.
ANEXO III
(a que se refere o n.º 2 do artigo 25.º)
Modelo de requerimento
Exm.ª Senhora
Ministra da Agricultura e do Mar
(nome/denominação social do requerente) ..., residente/com sede em (lugar, avenida, rua, ...) ..., freguesia de ..., concelho de ..., código postal ...-..., portador do BI/CC n.º ..., com o NIF n.º .../matriculada na Conservatória do Registo Comercial de ..., sob o n.º .../NIPC ..., vem requerer, ao abrigo do n.º 1 do artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 73/2009, de 31 de março, o reconhecimento de relevante interesse público da ação cuja pretensão formulada de acordo com as características e objetivos que constam da memória descritiva, que se anexa, a realizar no prédio denominado ..., localizado no (lugar, avenida, rua, ...) ..., freguesia de ..., concelho de ..., inscrito na(s) matriz(es) predial(ais) rústica(s), urbana(s) ou mista(s), sob o(s) artigo(s) n.º(s) ..., com uma área total de ...m2, com as seguintes confrontações:
- Norte ...
- Sul ...
- Nascente ...
- Poente ...
Declara ainda, para os devidos efeitos que:
- a)Não possuir outros prédios localizados fora da RAN (rústicos, mistos ou urbanos) onde possa concretizar a pretensão agora apresentada;
- b)A pretensão formulada não pode ser realizada de forma adequada em áreas não integradas na RAN;
- c)Confirma a veracidade de todas as informações prestadas, tendo noção de que o eventual fornecimento de informações não verdadeiras, além de implicar a anulação de todos os atos que com base nelas venham a ser praticados, será passível dos procedimentos legais que se considerem adequados.
..., ... de ... de 201...
Pede deferimento
...
[Assinatura do(a) requerente/representante do(a) requerente]