O presente regulamento, uma vez homologado pelo reitor da UP, será publicado na 2.ª série do Diário da República, entrando em vigor no dia seguinte ao da sua publicação, considerando-se revogado, a partir da mesma data, o regulamento publicado na 2.ª série do Diário da República, n.º 149, de 4 de Agosto de 2008.
ANEXO I
Documentos para instrução da candidatura
Ano lectivo 2009-2010
1 - Requerimento de candidatura (disponível no site da FMUP).
2 - Fotocópias do Bilhete de Identidade (ou outro documento de identificação legalmente aceite) e do Cartão de Contribuinte.
3 - Fotocópia(s) do(s) documento(s) comprovativo(s) da titularidade da licenciatura ou mestrado integrado com que se apresenta ao concurso especial, e da respectiva classificação final.
4 - Pré-requisito de acordo com o estipulado no n.º 1 do artigo 3.º
5 - Documento comprovativo da formação a que se refere o n.º 3 do artigo 3.º
6 - Currículo académico, apresentado segundo modelo aprovado pela FMUP (e disponível no site da FMUP), acompanhado dos originais ou fotocópias dos documentos comprovativos dos dados curriculares elegíveis.
7 - Procuração, caso não seja o próprio a apresentar a candidatura.
Nota. - 1 - Cada candidato está obrigado a pagar, no acto da candidatura, a taxa de 55 euros, prevista na Tabela de Emolumentos da Universidade do Porto.
2 - Os candidatos admitidos à 2.ª fase, deverão apresentar-se à entrevista com o(s) documento(s) comprovativo(s) do seu percurso profissional.
ANEXO II
Parâmetros de avaliação na entrevista (2.ª fase)
1 - A entrevista aos candidatos ao curso de Medicina deve ser uma conversa orientada com o propósito de reconhecer uma série de atributos que se reputam essenciais num futuro médico, assumindo, por isso mesmo, uma avaliação de ordem mais qualitativa do que quantitativa. Porém, constituindo a entrevista um dos métodos de selecção dos candidatos à admissão ao curso de Medicina, há que atribuir a cada entrevistado uma classificação, quantificando o respectivo desempenho em determinados temas, tratados de modo a conferir à entrevista um carácter semi-estruturado que permita uma análise comparativa subsequente. Não obstante isso, os entrevistadores gozam de inteira liberdade para explorar outros domínios, tendo em conta as características individuais, as experiências educativas prévias e o ambiente sócio-profissional do entrevistado.
2 - Assim, sem deixar de ponderar o percurso profissional do candidato e a sua cultura geral, considera-se indispensável centrar a entrevista na motivação e na adequação do seu perfil ao exercício da profissão médica, de harmonia com os seguintes parâmetros:
a) Razão de escolha do curso (motivação):
Há que ter em conta, designadamente:
O que determinou a escolha do curso de Medicina.
Que influências recebeu.
Que vantagens ou satisfações espera receber.
Como entende a profissão médica - arte, serviço, emprego.
Como avalia o prestígio da profissão no momento actual.
O que gostaria de ser se não fosse médico.
b) Cultura científica e médica:
É de esperar que o candidato tenha conhecimentos rudimentares ou tenha reflectido sobre algumas das grandes questões com que se debate a Medicina no nosso tempo - cancro, factores ecológicos, sida, factores de risco cardiovascular, entre outros.
c) Percurso profissional e empenho em actividades extra-escolares:
Devem ser ponderados o percurso e a experiência profissionais do candidato, valorizando, designadamente, o que evidencie espírito empreendedor, activo e imaginativo, com capacidade de liderar e não apenas de ser bom aluno. Para isso pode ser oportuno conversar sobre outras actividades, empregos remunerados, ocupação de tempos livres e desporto, entre outros. Procurará estabelecer-se qual o grau de excelência e competência atingidos.
d) Cultura humanista:
Importa tentar apreciar o interesse do candidato pelo fenómeno cultural em sentido mais amplo - literatura, música, artes plásticas, sociologia, política, entre outros.
e) Impressão geral:
É um parâmetro necessariamente subjectivo mas que um clínico ou investigador experimentado poderá colher. No fundo, trata-se de avaliar se o candidato é aquilo que gostaríamos de ter no serviço ou no laboratório, havendo, por isso, que ter em conta a apresentação, a facilidade de comunicar e de analisar criticamente questões que lhe sejam postas sobre problemas candentes da vida contemporânea, bem como, tanto quanto possível, a atitude, o carácter, a integridade, o sentido de altruísmo e de compaixão que definem o bom médico.
3 - A classificação da entrevista resultará da soma aritmética simples, dividida por 15 (quinze), das classificações atribuídas por cada membro da Comissão de Selecção em cada um dos parâmetros, utilizando sempre a escala de 0 (zero) a 20 (vinte) valores, constando todas as pontuações atribuídas de uma grelha elaborada pela Comissão e apensa à acta da respectiva reunião.
24 de Julho de 2009. - O Reitor, José Carlos Diogo Marques dos Santos.
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