A aplicação e desenvolvimento dos programas compete aos órgãos e agentes responsáveis pela formação nos internatos, os quais devem assegurar a maior uniformidade a nível nacional.
O Secretário de Estado da Saúde, Manuel Ferreira Teixeira, em 13 de julho de 2012.
ANEXO
Programa de formação do internato médico da área de especialização de urologia
A formação específica no internato médico de urologia tem a duração de 72 meses (6 anos, a que correspondem 66 meses efetivos de formação) e é antecedida por uma formação genérica, partilhada por todas as especialidades, designada por ano comum.
A. Ano comum
- 1 -Duração: 12 meses.
- 2 -Blocos formativos e sua duração:
- a)Medicina interna - 4 meses;
- b)Pediatria geral - 2 meses;
- c)Opcional - 1 mês;
- d)Cirurgia geral - 2 meses;
- e)Cuidados de saúde primários - 3 meses.
- 3 -Precedência - a frequência com aproveitamento de todos os blocos formativos do ano comum é condição obrigatória para que o médico interno inicie a formação específica.
- 4 -Equivalência - os blocos formativos do ano comum não substituem e não têm equivalência a eventuais estágios com o mesmo nome da formação específica.
B. Formação específica
- 1 -Duração da formação específica - 72 meses.
- 2 -Estágios (por sequência preferencial) e sua duração:
- 2.1 -Urologia (1.º ao 6.º ano) - 54 meses;
- 2.2 -Cirurgia geral (1.º ao 4.º ano) - 12 meses, que poderão ser repartidos em dois períodos de 6 meses;
- 2.3 -Cirurgia pediátrica (5.º ou 6.º ano) - 2 meses;
- 2.4 -Estágios opcionais (5.º ou 6.º ano) - 4 meses.
- 2.4.1 -Os estágios opcionais, com a duração de 2 meses cada, podem ser efetuados nas seguintes áreas:
- a)Cirurgia pediátrica;
- b)Nefrologia;
- c)Anatomia patológica;
- d)Imagiologia;
- e)Ginecologia;
- f)Cirurgia vascular;
- g)Cirurgia plástica.
- 3 -Locais de formação:
- 3.1 -De acordo com o estágio, serviços portugueses de urologia, cirurgia geral, cirurgia vascular, cirurgia plástica, cirurgia pediátrica, imagiologia, nefrologia, anatomia patológica e outros, com idoneidade formativa.
- 3.2 -A frequência de estágios no estrangeiro, designadamente quanto à equivalência formativa, segue o disposto no Regulamento do Internato Médico.
- 4 -Objetivos dos estágios:
- 4.1 -Estágio em urologia:
- 4.1.1 -Objetivos de desempenho do 1.º ano:
- 4.1.1.1 -Ambientação ao serviço de urologia. Noções básicas de urologia. Frequência da enfermaria, consulta externa, urgência, técnicas semiológicas e terapêuticas e bloco operatório:
- a)Colaboração e progressiva responsabilização nas atividades clínicas de rotina: colheita de histórias clínicas, com realce para alguns aspetos básicos da semiologia urológica (anamnese e exame objetivo), discussão de casos clínicos, observação e controlo pré e pós-operatório;
- b)Técnicas de instrumentação urológica, com conhecimento e manuseamento da aparelhagem urológica;
- c)Colaboração e progressiva realização de métodos semiológicos e terapêuticos próprios da urologia (endoscopia e videoscopia, endourologia e litotrícia, biopsias, ecografia, urorradiologia, urodinâmica, andrologia, etc.);
- d)Ambientação ao bloco operatório (desinfeção e esterilização, técnicas gerais e especiais de assepsia no bloco operatório, comportamento no bloco operatório). Instrumentação cirúrgica, ajudas operatórias e realização de algumas cirurgias urológicas. Exemplos de intervenções cirúrgicas a efetuar neste período:
d1) Cirurgia dos genitais e uretra distal (circuncisão, tratamento cirúrgico de hidrocele e varicocele, biopsia testicular, orquidopexia por torção, orquidectomia, excisão de quistos paratesticulares, excisão de carúnculas, meatoplastia, etc.);
d2) Abertura e encerramento de incisões habitualmente praticadas (toracofrenolaparotomia, lombotomia, laparotomia, etc.);
d3) Cirurgia endoscópica muito simples;
- 4.1.1.2 -Frequência de laboratórios de ciências básicas ou de investigação básica (exemplo: anatomia, fisiologia, bioquímica, imunologia, farmacologia, etc.);
- 4.1.1.3 -Manuseamento do arquivo clínico e documentação médica e biblioteca (ficheiros, pesquisa bibliográfica, informática e computadores, meios audiovisuais de comunicação e ensino, etc.);
- 4.1.1.4 -Frequência da escala de urgência urológica, orientado por urologista de serviço.
- 4.1.2 -Objetivos de desempenho do 3.º ano:
- 4.1.2.1 -Efetuar, com responsabilidade crescente, as atividades de rotina da enfermaria, consulta externa, urgência, laboratórios semiológicos e bloco operatório;
- 4.1.2.2 -Elaborar, apresentar e discutir histórias clínicas, propostas diagnósticas, terapêuticas e de seguimento;
- 4.1.2.3 -Executar, com responsabilidade crescente, técnicas de diagnóstico e terapêutica próprias da especialidade (endoscopia, endourologia, biopsias, ecografia, urorradiologia, urodinâmica, andrologia, etc.);
- 4.1.2.4 -Realizar e participar ajudando em intervenções cirúrgicas. Exemplos de intervenções cirúrgicas a efetuar neste período:
- a)Cirurgia dos genitais e uretra distal;
- b)Prostatectomia por hipertrofia benigna;
- c)Cirurgia simples da bexiga;
- d)Cirurgia simples renal, cirurgia simples piélica e do uréter;
- e)Cirurgia endoscópica, endourológica e percutânea simples;
- 4.1.2.5 -Manusear arquivo clínico e documentação médica;
- 4.1.2.6 -Colaborar na investigação clínica e laboratorial ou básica;
- 4.1.2.7 -Apresentar casos clínicos e de revisão;
- 4.1.2.8 -Frequência da escala de urgência urológica, orientado por urologista de serviço.
- 4.1.3 -Objetivos de desempenho do 4.º ano:
- 4.1.3.1 -Participação, com responsabilização crescente, nas atividades de rotina do serviço;
- 4.1.3.2 -Exemplos de tipos de intervenções cirúrgicas a efetuar neste período:
- a)Cirurgia mais complexa dos genitais (orquidectomia radical, orquidopexia por criptorquidia, colocação de próteses testiculares e amputação parcial do pénis);
- b)Cirurgia da uretra penobulbar simples (uretrostomia, primeiro tempo de uretroplastia da uretra peniana ou bulbar e segundo tempo de uretroplastia);
- c)Cirurgia simples da bexiga (cervico-uretropexias, cirurgia do cistocele, encerramento de fístulas vesicocutâneas ou vesicovaginais simples, cistectomias parciais);
- d)Cirurgia simples do uréter pélvico, cirurgia pielorrenal simples (pielotomia, nefrectomia);
- e)Cirurgia endoscópica simples [uretrotomia interna, RTU (ressecção transuretral) do colo vesical, de pequenas hipertrofias e de carcinomas da próstata e de pequenos tumores vesicais);
- f)Cirurgia endourológica e percutânea simples (cateterismo ureteral terapêutico, punção de quistos e nefrostomias percutâneas);
- g)Cirurgia laparoscópica simples;
- 4.1.3.3 -Frequência e treino em áreas/unidades específicas de diferenciação urológica (litíase e litotrícia, transplantação renal, andrologia, uropatologia, neurourologia, oncologia urológica);
- 4.1.3.4 -Colaboração na investigação clínica e laboratorial ou básica;
- 4.1.3.5 -Frequência da escala de urgência urológica, orientado por urologista de serviço.
- 4.1.4 -Objetivos de desempenho do 5.º ano:
- 4.1.4.1 -Participação, com responsabilização crescente, nas atividades de rotina do serviço;
- 4.1.4.2 -Prática de manobras diagnósticas e terapêuticas urológicas mais complexas: endoscopia do alto aparelho urinário e percutânea, instrumentação ureteral complexa, litotrícia, etc;
- 4.1.4.3 -Exemplos de tipos de intervenções cirúrgicas a efetuar neste período:
- a)Cirurgia complexa dos genitais (amputação total do pénis, cirurgia do priapismo, cirurgia da doença de Peyronie, colocação de próteses penianas, epididimovasostomias);
- b)Cirurgia da uretra (cirurgia dos hipospadias, uretroplastias em um tempo, primeiro tempo de uretroplastia da uretra posterior);
- c)Cirurgia da bexiga e uréter pélvico (diverticulectomias vesicais, encerramento de fístulas vesicovaginais ou vesicointestinais, cirurgia do refluxo vesicouretérico, reimplantações ureterovesicais com retalho vesical, cistectomia total);
- d)Prostatectomia radical, cirurgia pielorrenal (cirurgia da litíase complexa ou recidivada, incluindo nefrotomias anatróficas, nefrectomia radical, nefrectomia parcial, cirurgia do traumatismo renal, ureteroplastias);
- e)Cirurgia urointestinal (conduto ileal), cirurgia endoscópica e endourológica (uretrotomia interna complexa, tratamento endoscópico da incontinência urinária, litotrícia, RTU (ressecção transuretral) da próstata e de tumores vesicais, cirurgia endoscópica do alto aparelho urinário, incluindo ureterolitoextração e cirurgia endoscópica da extremidade inferior do uréter), cirurgia percutânea;
- f)Técnicas minimamente invasivas, tais como laparoscopia, braquiterapia, crioterapia e outras, segundo o estado da arte;
- 4.1.4.4 -Colaboração na investigação clínica e laboratorial ou básica;
- 4.1.4.5 -Colaboração no ensino; participação em reuniões científicas; elaboração e apresentação de trabalhos científicos;
- 4.1.4.6 -Frequência e treino em áreas/unidades específicas de diferenciação urológica (litíase e litotrícia, transplantação renal, andrologia, uropatologia, neurourologia, oncologia urológica);
- 4.1.4.7 -Frequência da escala de urgência urológica, orientado por urologista de serviço;
- 4.1.4.8 -Frequência dos estágios de cirurgia pediátrica/estágios opcionais.
- 4.1.5 -Objetivos de desempenho do 6.º ano:
- 4.1.5.1 -Manutenção, com crescente responsabilidade, das atividades clínicas e assistenciais do serviço;
- 4.1.5.2 -Exemplos de tipos de intervenções cirúrgicas a efetuar neste período:
- a)Cirurgia radical dos genitais (amputação do pénis com linfadenectomia inguinocrural, linfadenectomia pélvica, linfadenectomia lombo-aórtico-cava);
- b)Cirurgia complexa da uretra, cirurgia complexa ou radical da bexiga e próstata (enterocistoplastias, cistectomia total e radical, prostatectomia radical, linfadenectomia pélvica, tratamento de fístulas urogenitais e intestinais complexas), cirurgia complexa do uréter (transureteroureterostomia, intraperitonização de uréter), cirurgia urointestinal;
- c)Cirurgia vascular renal, cirurgia renal radical complexa (nefrectomia por grande tumor ou com envolvimento venoso, linfadenectomia lombo-aórtico-cava), cirurgia da suprarrenal, cirurgia endoscópica e endourológica complexa, cirurgia percutânea, cirurgia laparoscópica;
- 4.1.5.3 -Continuação da atividade científico-pedagógica com maior autonomia investigativa e maior responsabilização;
- 4.1.5.4 -Colaboração na atividade administrativa do serviço;
- 4.1.5.5 -Frequência e treino em áreas/unidades específicas de diferenciação urológica (litíase e litotrícia, transplantação renal, andrologia, uropatologia, neurourologia, oncologia urológica);
- 4.1.5.6 -Frequência da escala de urgência urológica como responsável;
- 4.1.5.7 -Frequência dos estágios de cirurgia pediátrica/estágios opcionais.
- 4.1.6 -Objetivos de conhecimento do 1.º ano:
- 4.1.6.1 -Conhecimentos básicos, relacionados com a prática urológica, de:
- a)Anatomia;
- b)Fisiologia;
- c)Embriologia;
- d)Psicologia;
- e)Patologia geral (incluindo bacteriologia, imunologia e genética);
- f)Anatomia patológica;
- g)Fisiopatologia;
- h)Farmacologia;
- i)Semiologia, clínica, terapêutica;
- j)Ciências afins (por exemplo: biofísica, bioquímica, biomatemática, estatística, informática) e metodologias e procedimentos relacionados (por exemplo: organização de arquivos e ficheiros, metodologia bibliográfica, meios audiovisuais de comunicação, etc.);
- 4.1.6.2 -Estudo da patologia geral do aparelho génito-urinário e anexos:
- a)Anomalias congénitas e de desenvolvimento;
- b)Traumatismos;
- c)Infeção e inflamação inespecífica e específica, incluindo doenças sexualmente transmissíveis (DST);
- d)Litíase urinária;
- e)Uropatia obstrutiva, refluxo, uropatia neurogénica e anomalias da micção, derivação urinária;
- f)Oncologia urológica;
- g)Hipertensão renovascular;
- h)Sexualidade e infertilidade masculinas;
- i)Patologia da suprarrenal e do retroperitoneu;
- j)Doenças psíquicas do aparelho génito-urinário.
- 4.1.6.3 -Estudo da semiologia e clínica urológicas, nomeadamente da história clínica urológica e meios complementares de diagnóstico e terapêutica em urologia;
- 4.1.6.4 -Teoria e tecnologia do instrumental urológico e cirúrgico;
- 4.1.6.5 -Anestesia em urologia;
- 4.1.6.6 -Bases da cirurgia urológica: cirurgia dos órgãos maciços e órgãos ocos, regras de cateterismo, sutura dos órgãos urinários, moldagem dos tubos urinários, drenagem das urinas, etc.;
- 4.1.6.7 -Fundamentos da investigação clínica e laboratorial em urologia;
- 4.1.6.8 -Participação nas reuniões de serviço e em cursos e simpósios de pós-graduação e apresentação de temas básicos e relacionados com urologia, casos clínicos e revisões bibliográficas.
- 4.1.7 -Objetivos de conhecimento do 3.º ano:
- 4.1.7.1 -Aprofundamento dos conhecimentos básicos e de patologia geral e especial do aparelho génito-urinário e anexos e da semiologia e clínicas urológicas;
- 4.1.7.2 -Estudo e apresentação de temas de anatomia patológica, de fisiopatologia e de semiologia do aparelho génito-urinário;
- 4.1.7.3 -Investigação científica, participação em reuniões de serviço e em cursos e simpósios de pós-graduação e apresentação de casos clínicos e revisões bibliográficas.
- 4.1.8 -Objetivos de conhecimento do 4.º ano:
- 4.1.8.1 -Estudo e apresentação de temas de anátomo e fisiopatologia, semiologia, clínica e terapêutica do foro da urologia e suas áreas de diferenciação, nomeadamente uro-oncologia, urolitíase, andrologia, urologia ginecológica, urologia pediátrica, doença renovascular e transplante, neurourologia e urodinâmica, urgência urológica, etc.;
- 4.1.8.2 -Estudo crítico de técnicas operatórias;
- 4.1.8.3 -Investigação científica, participação em reuniões, cursos e simpósios e apresentação de casos clínicos, revisões bibliográficas e revisões de casuística;
- 4.1.8.4 -Apresentação de comunicações e elaboração e apresentação de trabalhos científicos.
- 4.1.9 -Objetivos de conhecimento do 5.º ano:
- 4.1.9.1 -Continuação dos estudos e atividades desenvolvidos em anos anteriores.
- 4.1.10 -Objetivos de conhecimento do 6.º ano:
- 4.1.10.1 -Continuação dos estudos e atividades desenvolvidos em anos anteriores.
- 4.2 -Estágio em cirurgia geral:
- 4.2.1 -Objetivos de desempenho:
- 4.2.1.1 -Atividades na enfermaria, consulta externa e urgência:
- a)Colheita de histórias clínicas, incluindo exame físico;
- b)Discussão de casos clínicos;
- c)Realização de estudos pré e pós-operatórios e evolução pós-operatória, com resolução das suas eventuais complicações;
- d)Realização de técnicas de assepsia geral e especial;
- e)Profilaxia e tratamento das infeções em meio hospitalar;
- f)Realização de pensos, seguindo a evolução da ferida operatória e das drenagens;
- g)Aplicação de técnicas de reanimação;
- 4.2.1.2 -Atividade no bloco operatório:
- a)Instrumentação cirúrgica, mesas para cirurgia geral e cirurgia especial;
- b)Técnicas cirúrgicas básicas em pequena cirurgia: pensos, drenagem de abcessos, algaliações, tratamento de feridas, queimaduras, fraturas, etc.;
- c)Técnicas complementares: desbridamentos venosos, punções de veias profundas, punções arteriais, medições de pressão venosa central, shunts e fístulas arteriovenosas; intubações nasogástricas e endotraqueais, drenos torácicos, etc.;
- d)Reanimação no bloco operatório;
- e)Cirurgia geral, principalmente cirurgia abdominal (digestiva) e ginecológica e retroperitoneal: terapêutica cirúrgica e técnicas operatórias;
- 4.2.1.3 -Colaboração nas atividades científico-pedagógicas do serviço:
- a)Manuseamento do arquivo e biblioteca;
- b)Reuniões clínicas ou conferências;
- c)Investigação clínica ou laboratorial, etc.
- 4.2.2 -Objetivos de conhecimento:
- 4.2.2.1 -Estudo de problemas de patologia e técnica cirúrgica geral e especial:
- a)Biologia dos ferimentos e cicatrização;
- b)Controlo da dor e anestesia;
- c)Infeção;
- d)Choque;
- e)Equilíbrio ácido-base e hidroeletrolítico;
- f)Nutrição;
- g)Coagulopatias;
- h)Preparação pré-operatória;
- i)Aspetos psicológicos e emocionais da cirurgia;
- j)Influência de outras doenças e estados na cirurgia (insuficiência respiratória, doenças cardiovasculares, insuficiência renal, insuficiência hepática, doenças endócrinas, anemia, desidratação, malnutrição, gravidez, etc.);
- k)Influência de agentes farmacológicos na cirurgia (analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos, anticoagulantes e antiagregantes, cardiotónicos e digitálicos, diuréticos, anti-hipertensores, drogas de ação neurovegetativa, antidiabéticos, etc.);
- l)Técnicas cirúrgicas: instrumental cirúrgico, material de sutura e penso, drenagens, etc.;
- m)Cuidados e complicações pós-operatórias;
- n)Patologia cirúrgica abdominal e do aparelho digestivo e anexos;
- o)Patologia cirúrgica do retroperitoneu;
- p)Patologia cirúrgica pélvica;
- q)Patologia cirúrgica vascular.
- 4.3 -Estágio de cirurgia pediátrica e estágios opcionais - objetivos de conhecimento:
- 4.3.1 -Cirurgia pediátrica:
- a)Particularidades na criança das patologias urológicas mais frequentes;
- b)Familiarização com a patologia urológica pediátrica e sua abordagem.
- 4.3.2 -Nefrologia:
- a)Abordagem multidisciplinar do doente com insuficiência renal;
- b)Noções sobre as diferentes técnicas de diálise;
- c)Equilíbrio hidroeletrolítico do doente dialisado;
- d)Protocolos dialíticos em doentes submetidos a cirurgia.
- 4.3.3 -Anatomia patológica:
- a)Técnicas histológicas básicas;
- b)Noções sobre exame extemporâneo e suas limitações;
- c)Características histológicas dos principais tumores urológicos.
- 4.3.4 -Imagiologia:
- a)Anatomia ultrassonográfica da cavidade abdominal, pélvica e retroperitoneu;
- b)Técnicas ecográficas;
- c)Noções sobre os protocolos técnicos da tomografia axial computadorizada e ressonância magnética nuclear;
- d)Interpretação de exames imagiológicos, sua hierarquização e limitações.
- 4.3.5 -Ginecologia:
- a)Particularidades do exame ginecológico;
- b)Abordagem ginecológica do pavimento pélvico;
- c)Prolapso urogenital sob a visão do ginecologista;
- d)Histerectomia vaginal e abdominal.
- 4.3.6 -Cirurgia vascular:
- a)Abordagem dos grandes vasos abdominais e pélvicos;
- b)Técnicas de sutura e anastomoses vasculares;
- c)Técnicas de abordagem dos trombos venosos, particularmente da veia cava;
- d)Preparação e seguimento pós-operatório de doentes submetidos a cirurgia vascular.
- 4.3.7 -Cirurgia plástica:
- a)Técnicas gerais de sutura em cirurgia plástica;
- b)Técnicas de enxertos livres e pediculados;
- c)Técnicas cirúrgicas na ambiguidade genital;
- d)Técnicas cirúrgicas na cirurgia transexual e em faloplastias complexas.
- 5 -Níveis mínimos de desempenho global - no final do internato o médico interno deverá ter realizado:
- 5.1 -Exames e técnicas de diagnóstico ou manobras e técnicas terapêuticas urológicas - 500.
- 5.1.1 -Exemplos (números aproximados):
- a)Exames endoscópicos - 200;
- b)Exames urorradiológicos - 30;
- c)Exames uroecográficos - 150;
- d)Exames urodinâmicos - 50;
- e)Biopsias urológicas - 50;
- f)Litotrícia extracorporal por ondas de choque - 20.
- 5.2 -Intervenções cirúrgicas - 365.
- 5.2.1 -Exemplos (números aproximados, para uma ideia de proporcionalidade):
- a)Cirurgia da parede abdominal, incluindo herniorrafia - 20;
- b)Cirurgia intestinal, incluindo apendicectomia - 10;
- c)Cirurgia genital feminina - 20;
- d)Nefrectomia aberta (das quais 3 radicais) - 10;
- e)Nefroureterectomia total - 3;
- f)Nefrectomia parcial - 5;
- g)Pieloplastia - 3;
- h)Ureteroneocistostomia - 2;
- i)Cirurgia vesical benigna aberta - 5;
- j)Diverticulectomia vesical - 2;
- k)Encerramento de fístulas vesicais - 2;
- l)Tratamento cirúrgico de incontinência urinária de esforço (feminina) - 10;
- m)Prostatectomia aberta por hipertrofia benigna - 30;
- n)Prostatectomia radical aberta - 20;
- o)Uretroplastia - 5;
- p)Amputação do pénis - 1;
- q)Circuncisão - 30;
- r)Orquidopexia (criptorquídea) - 5;
- s)Orquidectomia radical - 2;
- t)Tratamento cirúrgico de hidrocele - 10;
- u)Tratamento cirúrgico de varicocele - 10;
- 5.2.2 -Cirurgia endourológica:
- a)Uretrotomia interna - 15;
- b)RTU da próstata - 50;
- c)RTU de tumores vesicais - 30;
- d)Cirurgia endoscópica uretérica - 30;
- e)Cirurgia laparoscópica - 20;
- f)Nefrostomia (ou outra cirurgia renoureteral) percutânea - 15.
- 6 -Avaliação dos estágios:
- 6.1 -Avaliação de desempenho:
- 6.1.1 -Avaliação contínua, de acordo com o regulamento do internato, considerando a ponderação 4 para todos os parâmetros a avaliar:
- a)Capacidade de execução técnica;
- b)Interesse pela valorização profissional;
- c)Responsabilidade profissional;
- d)Relações humanas no trabalho.
- 6.1.2 -Avaliação no final de cada estágio e, quando estes sejam de duração superior a um ano, por cada período de 12 meses, de acordo com o regulamento do internato.
- 6.2 -Avaliação de conhecimentos:
- 6.2.1 -A avaliação de conhecimentos será contínua e formalizada, obrigatoriamente, no final de cada estágio de duração igual ou superior a 6 meses ou, por cada 12 meses, em estágios de duração superior a um ano, através de uma prova, que consiste na apreciação e discussão de relatório ou de trabalho escrito e, eventualmente, dependendo da capacidade dos serviços, através de outro tipo de provas, nomeadamente prova teórica e discussão de casos clínicos.
- 6.2.2 -A avaliação de conhecimentos dos estágios com duração inferior a 6 meses será realizada durante a avaliação de conhecimentos anual dos anos de formação correspondentes.
- 7 -Avaliação final de internato:
- 7.1 -Prova de discussão curricular:
- 7.1.1 -Para além dos itens previstos no Regulamento do Internato Médico, serão valorizadas, qualitativamente e quantitativamente, nesta prova as seguintes atividades:
- a)Participação em reuniões, estágios, cursos, simpósios e congressos;
- b)Apresentação de comunicações (comunicações orais, posters ou vídeos) em congressos nacionais e ou estrangeiros. Considera-se desejável um mínimo de 10 trabalhos como primeiro autor;
- c)Publicação de artigos científicos em revistas nacionais ou estrangeiras. Considera-se desejável um mínimo de quatro trabalhos como primeiro autor.
- 7.1.2 -A classificação final obtida na totalidade dos estágios do programa de formação do internato é valorizada na classificação da prova de discussão curricular da avaliação final de internato com uma ponderação de 40%.
- 7.2 -Prova prática - de acordo com o Regulamento do Internato Médico.
- 7.3 -Prova teórica - de acordo com o Regulamento do Internato Médico.
- 8 -Disposições finais:
- 8.1 -O presente programa entra em vigor em 1 de janeiro de 2013 e aplica-se aos médicos internos que iniciarem a formação específica a partir dessa data.
- 8.2 -Para os médicos internos que tenham iniciado o internato em data anterior à referida no número anterior, mantém-se o programa definido à data de início da formação específica do internato, exceto se os internos manifestarem o desejo de optar pelo programa agora aprovado. Nesse caso, os interessados deverão entregar na direção do internato do seu hospital, no prazo de dois meses a partir da publicação deste programa, uma declaração em que conste a sua pretensão, com a concordância averbada dos respetivos diretor de serviço e orientador de formação.