No âmbito do desenvolvimento e gestão do Programa, pode o IPJ, I. P., em sede das suas atribuições e competências, mediante a celebração de protocolos ou de instrumentos de idêntico teor, proporcionar a participação de outras entidades sem fins lucrativos e pessoas colectivas de utilidade pública especialmente vocacionadas para a promoção da saúde e ou da saúde sexual e reprodutiva, com reconhecida experiência de trabalho junto da população jovem a nível nacional.
ANEXO I
Considerações e recomendações para o planeamento e execução de projectos de educação para a saúde
A educação para a saúde não se pode limitar a aspectos meramente informativos. Exige um debate de ideias sobre valores pessoais, permitindo aos jovens a construção de um quadro de referências definidor das suas opções individuais.
Recomenda-se, portanto, que às linhas de acção de todos os projectos que no âmbito deste Programa venham a ser desenvolvidos estejam subjacentes os conceitos de disseminação da informação pela mentorização pelos pares, de envolvimento dos jovens em todas as etapas, de promoção de uma aprendizagem activa, de formação contínua, importando igualmente assegurar um acompanhamento eficaz e disponível.
Nesta óptica, recomenda-se, ainda, que todos os projectos apresentados contemplem as seguintes etapas:
1) Identificação e constituição de equipa responsável por todas as fases do projecto, desde o planeamento até à avaliação e apresentação de resultados;
2) Elaboração das linhas gerais do projecto, explicitando os objectivos, as estratégias, as formas de avaliação de resultados e processos, assim como os modos de integração no projecto educativo, caso a sua implementação decorra no contexto de um estabelecimento de ensino;
3) Comunicação do projecto a todos os envolvidos (escola e ou comunidade) e identificação dos interessados em participar no projecto (professores, demais profissionais, voluntários, entre outros);
4) Identificação dos apoios indispensáveis (formação, materiais, serviços para encaminhamento de casos específicos e outros agentes exteriores ao estabelecimento de ensino ou à comunidade que possam apoiar a realização de actividades concretas);
5) Comunicação dos princípios e conteúdos do projecto aos pais e encarregados de educação e identificação de possíveis actividades a eles dirigidas ou por eles dinamizadas;
6) Formação inicial dos professores ou dos outros profissionais e voluntários que desejem desenvolver o projecto;
7) Desenvolvimento de trabalhos de projecto com cada um dos profissionais envolvidos (professores ou outros), identificando os momentos em que seja possível a abordagem de temas relacionados com as temáticas em apreço, inter-relacionando e integrando com outras actividades que estejam a decorrer no local onde se pretende implementar o projecto - no estabelecimento de ensino (momentos curriculares, interdisciplinares ou extracurriculares) ou na comunidade (celebração de dias mundiais, festas, campos de férias ou outros);
8) Realização das actividades;
9) Avaliação.