d)Património a preservar e a propor para classificação:
d.1) Designado «Sítio classificado de Torres Novas», tendo por elemento unificador o rio Almonda entre a Ponte das Lapas e a Ponte Nova, abrangendo áreas das freguesias das Lapas, São Pedro, Salvador e Santa Maria, onde se incluem as seguintes ocorrências, classificadas e a propor para classificação:
Rio Almonda, com as suas margens arborizadas e onde no seu curso se incluem açudes, moinhos, tarambolas, pontes e outras obras, designadamente:
Na freguesia de Lapas:
Moinhos da Ribeira, das Lapas, dos Pimentéis;
Pontes da Ribeira, dos Pimentéis;
Na freguesia de São Pedro:
Moinhos de São Gião, da Fábrica;
Ponte do Ral, construída em 1393;
Porto dos Surdos;
Na freguesia de Salvador:
Açude Real, construído cerca de 1450;
Moinhos dos Gafos, da Cova, dos Meziões;
Tarambolas;
Pontes da Levada, construída nos fins do século XIV e reconstruída em 1411, dos Duques, do Lamego, do Moinho da Cova, do Bom Amor;
Porto dos Gafos;
Central Hidroeléctrica do Caldeirão;
Na freguesia de Santa Maria:
Tarambolas;
Castelo de Torres Novas, classificado monumento nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910; cerca do castelo e muralhas da cerca do castelo na Rua de Trás-os-Muros, na cerca da Igreja do Salvador, onde se localiza a Torre do Conde, ou do Mogo, e na cerca do Palácio Mogo, e aos quais se propõe o alargamento da classificação de monumento nacional, constituindo todos os edifícios contidos no seu perímetro e não classificados, frentes de acompanhamento do conjunto edificado; muros da cerca sobre a Rua de Trás-os-Muros e Praça de 5 de Outubro, onde se localiza o painel de azulejos de 1939, designado de Gil Pais, na rua com o mesmo nome;
Na freguesia das Lapas:
Gruta das Lapas, classificado imóvel de interesse público pelo Decreto n.º 32973, de 18 de Agosto de 1943;
Igreja matriz, incluindo o adro e o cruzeiro do século XVII, fundada em 1550, reconstruída em 1883, revestida interiormente de azulejos do século XVII; possui, de assinalar pelo seu valor artístico, retábulos e apainelamentos de talha dourada dos fins do século XVII e um baixo-relevo de pedra da primeira metade do século XV;
Edifício da família Borga, do Largo do Poço;
Edifício n.º 20 da Rua do Frei Lourenço Craveiro, constituindo os edifícios entre os dois definidos frente de acompanhamento do conjunto edificado;
Na freguesia de São Pedro:
Igreja de São Pedro fundada entre 1375 e 1383, reconstruída após o terramoto de 1755; de três naves, a capela-mor é revestida de azulejos do século XVII e possui um retábulo de talha dourada;
Igreja da Misericórdia, adro, edifício anexo do Real Hospital - actual centro de dia - e porta Manuelina no largo fronteiro ao Castelo; por doação em 1538 da Ermida dos Fiéis de Deus e terrenos anexos aí foram edificados e concluídos, a igreja em 1572, o Real Hospital em 1580, e se fez cemitério nos terrenos da cerca; a igreja de feição barroca e de uma só nave possui um pórtico lateral renascentista sobre o adro, datado de 1670; revestida interiormente de azulejos do século XVII, possui ornatos polícromos no tecto da nave e altar-mor de talha dourada do século XVII, classificada imóvel de interesse público pelo Decreto n.º 1/86, de 3 de Janeiro;
Igreja de Nossa Senhora do Monte Carmo, fundada no século XVI, na feição barroca de uma só nave; anexo o edifício do antigo convento do mesmo nome, reconstruído e adaptado a hospital em 1882, utilização que ainda hoje mantém e constituindo frente de acompanhamento do conjunto edificado;
Edifícios n.os 41 e 43 da Rua Direita de São Pedro;
Edifícios n.os 12, 14 e 16 com pedra de armas, e edifícios n.os 20, 22, 24 e 26 da Rua do Dr. Gouveia Pimenta, constituindo os edifícios n.os 10, 18, 28, 30, 32, 34 e 36 frente de acompanhamento do conjunto edificado;
Edifício n.º 10, com pedra de armas, da Rua dos Anjos, constituindo os edifícios n.os 12, 14, 16 e 18 frente de acompanhamento do conjunto edificado;
Edifícios da Quinta de São Gião constituindo residência, capela e instalações agrícolas, jardins e mata anexa;
Edifícios n.os 7, 8, 8A e 8B do Largo da Ponte do Ral, com pedras de armas dos Pimentas do Avelar, constituindo frente de acompanhamento do conjunto edificado;
Pilastra e carranca sobre o arco de passagem entre a Rua do 1.º de Dezembro e a Rua de Trás-os-Muros;
Cruzeiro adossado ao edifício de gaveto da Rua Direita de São Pedro e Rua do Cid;
Na freguesia de Salvador:
Igreja do Salvador; fundada no século XIII e reconstruída nos século XVIII; de nave única, revestida interiormente de azulejos do século XVII, possui altares de talha dos inícios do século XVIII; sacristia com abóboda quatrocentista de artesões e mísulas góticas;
Ermida de Nossa Senhora do Vale; fundada no século VII/VIII, reconstruída e ampliada no século XIV/XV; antecedida de uma galilé e portal ogival, de uma só nave, possui azulejos dos séculos XVI e XVII. (É exterior ao limite do sítio classificado de Torres Novas, mas situa-se dentro do limite da área urbana de Torres Novas.);
Edifícios n.os 1 e 2 do Largo dos Combatentes, 43, 44 e 45 da Praça de 5 de Outubro, e 2, 4 e 6, da Rua do Salvador, com imagem de Santo António do demolido arco do mesmo nome da muralha da cerca do castelo, classificado valor concelhio por despacho do Secretário de Estado da Cultura;
Edifícios n.os 8, 10, 12 e 14 da Rua do Salvador, designado «Palácio Mogo», e que em conjunto com o anterior constitui a frente sul da Rua do Salvador;
Edifícios n.os 3, 4 e 5 do Largo dos Combatentes;
Edifício n.º 5 da Rua do Conde de Torres Novas;
Fonte do Bom Amor, restaurada em 1881. (É exterior ao limite do sítio classificado de Torres Novas, mas situa-se dentro do limite da área urbana de Torres Novas.)
Na freguesia de Santiago:
Igreja de Santiago; fundada em 1203, reconstruída no século XVII; de nave única, possui azulejos e talhas douradas do século XVII, e nela se venera a imagem gótica do Senhor Jesus dos Lavradores ou de Santiago;
Edifício do Paço, no Largo do Paço Régio, solar de nobres; arruinado pelo terramoto de 1755, é a construção restante do Paço Ducal após execução em 1759 da sentença de confiscação e destruição de todos os bens do 8.º duque de Aveiro, seu último proprietário; consolidado e adaptado em 1836 à utilização que ainda hoje se mantém;
Edifícios do mercado fechado da Rua da Actriz Virgínia, construído em 1885; estrutura de ferro de nave única;
Edifício de gaveto n.º 89 da Rua de Serpa Pinto e n.os 1 e 3 da Rua da Actriz Virgínia;
Edifícios n.os 11, 13, 15 e 17, com pedra de armas, e edifícios n.os 35, 37 e 39, da Rua de Miguel Bombarda;
Cruzeiro adossado ao edifício de gaveto da Rua de Miguel Bombarda e Rua de Serpa Pinto;
Fonte do Valverde, do Largo do Valverde, restaurada em 1684;
Na freguesia de Santa Maria:
Edifício da Rua do Conde de Torres Novas, outrora do Conde de Torres Novas; construído no século XIX e adaptado em 1908 a Paços do Concelho, utilização que ainda hoje mantém;
Edifícios n.os 2, 4, 6 e 8, com pedra de armas, e que foi quartel-general de Massena em 1810-1811, edifícios n.os 16, 18, 20 e 22, 40, 42, 44, 46 e 48 da Rua de Miguel Bombarda;
Igreja de Santo António; fundada em 1591 e reedificada em 1639; antecedida de uma galilé e de uma só nave, possui azulejos do século XVII sobre passos da vida de Santo António e São Francisco. (É exterior ao limite do sítio classificado de Torres Novas, mas situa-se dentro do limite da área urbana de Torres Novas.);
Vila Lusitano-Romana ou Vila Cardilio (ruínas), classificado monumento nacional pelo Decreto n.º 47508, de 24 de Janeiro de 1967; estação arqueológica;
d.2) Designado «Sítio classificado do Vale Painço», freguesia de Pedrógão, Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, proposto no plano de ordenamento do PNSAC, sob jurisdição do PNSAC;
d.3) Ocorrências arqueológicas:
OA. 1 - Chão de Castelo, no castelo, freguesia de Assentiz;
OA.2 - Vale Favacal, neolítico, na freguesia de Brogueira;
OA.3 - Buraca da Moura, gruta neolítica, na freguesia de Chancelaria;
OA.4 - Lameiranche, romano, no Almeirão, freguesia de Parceiros de Igreja;
OA.5 - Quinta das Ferrarias, povoado neolítico, na freguesia de Riachos;
OA.6 - Quinta dos Carvalhais, na vila e freguesia de Riachos;
OA.7 - Castelo Velho, romano, na vila e freguesia de Riachos;
OA.8 - Vestígios, romanos, junto à ribeira do Mortal, lugar da Mata, freguesia de Chancelaria;
OA.9 - Vestígios de estrada, romanos, junto ao cemitério de Valhelhas, freguesia de Olaia;
OA.10 - Vestígios de estrada, romanos, entre Quebradas e Sentiteiras, freguesia de Santiago;
OA.11 - Vestígios, no lugar e freguesia de Olaia;
d.4) Ocorrências geológicas:
OG.1 - Arrife da serra de Aire entre a Boca do Carreiro a sudoeste e Casal da Pena a noroeste, nele se incluindo os arrifes do Almonda, do Picoto, das Paredinhas e do Alqueidão, nas freguesias de Pedrógão e Chancelaria;
OG.2 - Grutas e algares na serra de Aire, com exclusão das grutas já classificadas, da nascente do rio Almonda e da Lapa da Bugalheira;
d5) Outras ocorrências:
d.5.1) Edifícios religiosos:
OR.1 - Igreja de Nossa Senhora da Purificação, no lugar e freguesia de Alcorochel;
OR.2 - Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, no lugar e freguesia de Assentiz;
OR.3 - Conjunto do Santuário de Nossa Senhora de Lurdes, no lugar de Outeiro Grande, freguesia de Assentiz;
OR.4 - Ermida de São Bartolomeu, no lugar de Valhelhas, freguesia de Olaia;
OR.5 - Igreja de Santa Marta, no lugar de Árgea, freguesia de Olaia;
OR.6 - Igreja de São João Batista, no lugar e freguesia de Pedrógão;
OR.7 - Igreja de Santa Maria da Serra, no lugar de Alqueidão, freguesia de Pedrógão;
OR.8 - Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no lugar e freguesia de Ribeira Branca;
OR.9 - Ermida de Nossa Senhora do Monte, no lugar de Alcorriol, freguesia de Salvador;
OR.10 - Ermida de Santa Quitéria, no lugar de Carril, freguesia de Santa Maria;
OR.11 - Capela de São Domingos, no lugar de Marruas, freguesia de Santa Maria;
OR.12 - Igreja de São Sebastião, no lugar e freguesia de Zibreira;
OR.13 - Igreja Matriz de São Simão, no lugar e freguesia de Brogueira;
OR.14 - Igreja Matriz de Santa Eufémia, no lugar e freguesia de Chancelaria;
OR.15 - Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó, no lugar e freguesia de Olaia;
OR.16 - Ermida de Santo António, no lugar de Soudos, freguesia do Paço;
OR.17 - Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Pranto, na Vila do Paço, freguesia do Paço;
OR.18 - Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves, no lugar e freguesia de Parceiros de Igreja;
OR.19 - Igreja Matriz de Santo António, na vila e freguesia de Riachos;
OR.20 - Ermida de São Silvestre, no lugar de Carvalhal de Aroeira, freguesia de São Pedro;
OR.21 - Ermida de Nossa Senhora do Rosário, no lugar de Liteiros, freguesia de Santa Maria;
OR.22 - Cruzeiros, nos lugares de Marruas, Liteiros, Valhelhas, Meia Via, Alcorochel, Parceiros de Igreja, Chancelaria, Mata, Zibreira, Ribeira Branca, Carvalhal de Aroeira e Alcorriol;
d.5.2) Edifícios civis:
OC.1 - Quinta de Caniços, na freguesia de Brogueira;
OC.2 - Quinta do Paul do Boquilobo, na freguesia de Brogueira;
OC.3 - Solar dos Vargos, incluindo a capela, no lugar de Vargos, freguesia do Paço;
OC.4 - Quinta do Bispo, na freguesia de Parceiros de Igreja;
OC.5 - Quinta de Carvalhais, na freguesia de Riachos;
OC.6 - Quinta do Melo, na freguesia de Riachos;
OC.7 - Quinta do Minhoto, na freguesia de Riachos;
OC.8 - Quinta dos Pinheiros, na freguesia de Riachos;
OC.9 - Quinta do Marquês ou da Torre, na freguesia de Salvador;
OC.10 - Quinta das Ferrarias, na freguesia de Santa Maria;
OC.11 - Quinta do Mato, na freguesia de Santa Maria;
OC.12 - Quinta da Rainha, na freguesia de Riachos;
OC.13 - Casas de arquitectura tradicional com alpendre, em Parceiros de Igreja, Fungalvaz, Pedrógão, Ribeira Branca, Carvalhal de Aroeira, Vargos;
OC.14 - Moinhos: do Firmino, do Fungalvaz, de Moreiras Grandes, das Pimenteiras (Porto da Laje), na freguesia de Assentiz; do Casal da Pena, nas freguesias de Assentiz e Chancelaria; de Pafarrão, na freguesia de Chancelaria; de Vila do Paço, na freguesia do Paço; de Vargos, na freguesia de Olaia; de Alqueidão, na freguesia de Pedrógão;
OC.15 - Azenhas: nas margens do rio Almonda e ribeira do Alvorão.