014384 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Mário de Brito
Processo: 014384
Acórdão
Descritores: Conselho superior do ministerio publico, Eleição, Lista de delegados do procurador da republica, Irregularidade processual, Falta de fundamentação
Recorrente: Gamboa , Candido
Recorridos: Comis de Eleições do Conselho Superior do Ministerio Publico
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Proc eleitoral
Objeto: DEL COMIS DE ELEIÇÕES PARA O CONSELHO SUPERIOR DO MINISTERIO PUBLICO DE 1980/02/18.
Nr Convencional: JSTA00008573
Nr Documento: SA119800225014384
Data de Entrada: 20/02/1980
Áreas Temáticas: DIR ADM GER.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/c06f361afb61b603802568fc003876b9
Sumário
I - Os delegados do Procurador da Republica que compõem o Conselho Superior do Ministerio Publico, nos termos da alinea e) do n. 2 do artigo 14 da Lei n. 39/78, de 5 de Julho (Lei Organica do Ministerio Publico) - um por cada distrito judicial -, são eleitos, de entre os delegados do procurador da Republica do respectivo distrito, pelos delegados do procurador da Republica de todo o territorio nacional. Por isso, e nos termos do n. 2 do artigo 18 da mesma lei, cada lista deve incluir os delegados do procurador da Republica a eleger em todo o territorio nacional (4 efectivos e 4 suplentes), e não apenas os delegados do procurador da Republica a eleger pelo respectivo distrito (1 efectivo e 1 suplente). II - O artigo 31 do regulamento eleitoral, publicado no Diario da Republica, 2 serie, de 18 de Julho de 1978, so e aplicavel quando as listas contenham "irregularidades processuais", e não quando contenham irregularidades substanciais ou de fundo. Deve, por isso, ser recusada, e não mandada completar, a lista de delegados do procurador da Republica que inclui apenas os delegados a eleger pelo respectivo distrito judicial. III - Ao recusar a lista que incluia apenas os delegados do procurador da Republica a eleger pelo respectivo distrito judicial, a comissão de eleições estava obrigada a fundamentar a recusa (artigo 1 do Decreto-Lei n. 256-A/77, de 17 de Junho), mas não o não uso da providencia a que se refere o citado artigo 31.