0020758 - Tribunal da Relação do Porto
Tribunal da Relação do PortoTRP
Relator: Pedro Silvestre Nazário Emérico Soares
Processo: 0020758
Acórdão
Descritores: Quesito novo, Admissibilidade, Audiência de julgamento, Divórcio, Deveres conjugais, Violação, Separação de facto, Culpa, Indemnização, Danos morais
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Agravo, Apelação
Nr Convencional: JTRP00029298
Nr Documento: RP200009260020758
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jtrp.nsf/56a6e7121657f91e80257cda00381fdf/6f6c8d4c700043058025698f004b94b5
Sumário
I - A possibilidade legal de formulação de quesitos novos até ao encerramento da audiência prevista na alínea f) n.2 do artigo 650 do Código de Processo Civil não pode entender-se em termos rígidos. II - É de admitir tal formulação se o juiz, aquando da prolação da sentença, constatar serem insuficientes os factos seleccionados e designar novo julgamento para serem apreciados outros. III - A separação de facto, só por si, não é fundamento de divórcio, uma vez que é sempre admissível que um dos cônjuges ou ambos mantenham a esperança numa reconciliação. IV - Contudo, se durante a separação um dos cônjuges viola o dever de fidelidade cometendo adultério e dessa relação nascer um filho, por via de regra tal determina a ruptura definitiva do casamento devendo considerar-se aquele o principal culpado. V - Só os danos não patrimoniais resultantes da dissolução do casamento são de indemnizar e não os referentes à situação que fundamentou o pedido de divórcio.