I- A transmissão "mortis causa" da posição de arrendatário não deixou de operar "ipso jure" pela eliminação do n. 3 do art. 89 do RAU (consubstanciadora de inconstitucionalidade orgânica), continuando prevista no art. 85 do RAU, que não a faz depender do condicionalismo da comunicação ao senhorio.
II- A comunicação da morte do inquilino ao senhorio é condição (resolutiva) da manutenção da eficácia da transmissão, que já se operara "ipso jure" por efeito da morte do primitivo arrendatário.
III- Quando a razão determinante da forma não esteja presente no caso concreto e a parte que invoca a nulidade o faz apenas para colher um proveito, tirar um desforço ou libertar-se de um vínculo que entretanto se lhe tornou indesejável, esta parte age contra a boa fé.