- 1 -Para a salvaguarda da orla costeira são identificadas:
- a)As faixas de salvaguarda:
- i)À erosão costeira, que correspondem às áreas em que há a probabilidade de erosão nos horizontes temporais de 2050 (Nível I) e 2100 (Nível II);
- ii)Ao galgamento e inundação costeira, que correspondem às áreas em que há probabilidade de galgamento oceânico e inundação costeira nos horizontes temporais de 2050 (Nível I) e 2100 (Nível II);
- b)Áreas críticas, que correspondem às áreas prioritárias de intervenção no quadro do processo de gestão adaptativa;
- c)A zona contígua às faixas de salvaguarda que corresponde à área de transição entre o oceano e as faixas de salvaguarda da orla costeira, composta pelos elementos naturais mais representativos dos sistemas biofísicos costeiros.
- a)As faixas de salvaguarda:
- 2 -Em áreas abrangidas pelas faixas de salvaguarda, nos títulos das operações urbanísticas, deve constar a menção de que a edificação se localiza em área de elevado risco nas faixas de nível I ou de risco a médio e longo prazo de nível II.
- 3 -Nestas faixas de salvaguarda e nas áreas críticas são admitidas operações urbanísticas, desde que as intervenções integrem soluções construtivas ou infraestruturais de adaptação/acomodação ao avanço das águas do mar, que permitam aumentar a resiliência ao avanço das águas.
- 4 -As intervenções em áreas críticas devem ainda potenciar o aumento da permeabilidade do solo e o reforço do coberto vegetal.
- 5 -Nas áreas críticas não são admitidos novos usos habitacionais nos pisos inferiores à cota do arruamento marginal da frente oceânica.
- 6 -Na zona contígua às faixas de salvaguarda é interdita a construção, salvo intervenções ao nível da proteção costeira e a instalação de equipamentos amovíveis de apoio à fruição das praias.
- 7 -As normas constantes nos n.os 3 a 5 do artigo seguinte aplicam-se igualmente às áreas previstas no n.º 1, alínea a), ii) do presente artigo.
Artigo 76.º — Áreas de Salvaguarda da Orla Costeira
Vigente desde: 08/07/2021