Os Espaços Florestais de Conservação são áreas com maior sensibilidade ecológica, assumindo elevado interesse para a conservação da diversidade biológica e que necessitam de medidas de proteção, recuperação ou reconversão e correspondem às seguintes áreas:
- a)"Áreas de Proteção Complementar do tipo II" integradas no PNTI, conforme representadas na Planta de Ordenamento - áreas de proteção do Parque Natural do Tejo Internacional, que correspondem a zonas que apresentam situações de marcada degradação ambiental, mas cuja recuperação é necessária devido a estabelecerem o enquadramento, transição ou amortecimento de impactes relativamente a áreas de níveis de proteção superiores, podendo também apresentar, localmente, alguns elementos naturais e paisagísticos relevantes, integrando áreas de eucaliptal e pinhal, explorado ou abandonado, necessitando de uma gestão no sentido da sua recuperação.
- b)Áreas florestais incluídas nas sub-regiões homogéneas Tejo Internacional e Raia Sul do Programa Regional de Ordenamento Florestal do Centro Interior (PROF CI), as quais, acautelando a aplicação das normas de silvicultura por função de conservação dos habitats, de espécies da fauna, da flora e de geomonumentos, têm como objetivos específicos de ordenamento:
- i)Adequar a gestão dos espaços florestais e das atividades da caça e da pesca aos objetivos de conservação da região;
- ii)Recuperar as áreas em situação de maior risco de erosão;
- iii)Desenvolver a atividade silvo-pastoril;
- iv)Aumentar o nível de gestão dos recursos silvo-pastoris e o conhecimento sobre a atividade silvo-pastoril;
- v)Integrar a atividade silvo-pastoril na cadeia de produção de produtos certificados;
- vi)Recuperação ambiental para que lhes seja possível cumprir funções de conservação dos valores naturais e paisagísticos e de transição.