O presente Acordo, cujas versões em inglês e francês têm igual valor, encontra-se em poder do Secretariado-Geral do Conselho das Comunidades Europeias, que enviará uma cópia autenticada a cada uma das partes.
ANEXO I
Descrição do projecto
I - Introdução
1 - Natureza do projecto
O presente projecto tem como objectivo o estabelecimento de uma rede experimental europeia de estações oceânicas (REEO) destinada a fornecer os dados meteorológicos e oceanográficos em tempo real. O projecto completo será subdividido em três fases; contudo, o programa actual cobre apenas as fases I e II.
FASE I
Avaliação, prova e desenvolvimento dos elementos existentes, tais como sensores, estruturas, sistemas de transmissão, etc.
FASE II
Em função dos resultados da fase I, uma rede-piloto, colocada em cinco regiões seleccionadas, permitirá adquirir a experiência de gestão das redes e avaliar a técnica de transmissão dos dados. Todos os países participantes contribuirão para a execução da rede-piloto. Os resultados da fase II deverão permitir, tendo em conta o interesse que os diversos utilizadores tenham exprimido pelos dados recolhidos, uma opinião sobre a extensão e a integração progressiva das redes-pilotos numa rede operacional e normalizada que cubra toda a região europeia e que constituiria a fase III.
2 - Considerações gerais
Os fenómenos termodinâmicos que se produzem no oceano e na atmosfera sobrejacente são estreitamente interdependentes. É por isso conveniente proceder a um estudo aprofundado destes dois aspectos do problema. As observações oceanográficas comportarão os dados sobre as camadas superficiais do oceano e as observações meteorológicas, os dados sobre as camadas inferiores da atmosfera.
O oceano e a atmosfera estão ambos sujeitos a variações contínuas no espaço e no tempo. Este contrôle das condições oceanográficas e atmosféricas implica, por isso, o fornecimento contínuo de dados precisos. Tendo em vista o estabelecimento de previsões meteorológicas, de três em três horas serão elaboradas novas cartas de tempo baseadas em observações simultâneas. Uma série de cartas meteorológicas mostrará a evolução das condições atmosféricas no tempo e no espaço e permitirá ao meteorologista prever a evolução futura. Contudo, é necessário dizer que uma carta do tempo é uma imagem baseada em informações isoladas. Para fazer uma carta bastante pormenorizada é indispensável uma rede densa de estações. A resolução espacial das previsões depende, por isso, da densidade da rede de estações. Se uma rede de estações meteorológicas relativamente densa cobre já o continente, a densidade da rede oceânica é ainda insuficiente. As estações montadas a bordo de navios meteorológicos ocupam posições chave no oceano, mas o seu número é insuficiente, tendo sido mesmo algumas delas suprimidas, sobretudo por razões financeiras.
A solução proposta para completar a rede de estações oceânicas é o sistema SADO (ver nota 1).
(nota 1) SADO (sistema de aquisição de dados oceânicos).
A maior parte dos fenómenos oceânicos, excepto os que estão directamente ligados às marés, são de carácter muito variável. É essa a razão pela qual é impossível prever de forma segura e suficientemente exacta os fenómenos oceânicos a partir de uma análise estatística de antigas séries cronológicas.
Ao mesmo tempo observa-se uma crescente necessidade de dados oceânicos, em particular no âmbito das actividade do mar, que se desenvolvem cada vez mais. A utilização optimizada dos recursos alimentares do oceano necessita igualmente de um contrôle exaustivo das condições oceânicas, tais como a temperatura, as correntes, o oxigénio e os elementos nutritivos. Além disso, a poluição do oceano está a tornar-se um problema vital, que exige uma vigilância contínua, pois existe a necessidade, não só de detectar os agentes poluentes, mas também de determinar os parâmetros de difusão, ou seja, o vento, as correntes, o estado do mar, etc.
Convém também sublinhar que um melhor conhecimento dos fenómenos físicos que se produzem no oceano e na atmosfera melhorariam a segurança e a qualidade de vida.
O projecto é muito ambicioso e, tendo em conta a sua amplitude e a sua complexidade, parece estar excluída a possibilidade de um só país o realizar, não só por razões financeiras, mas também por outras razões, como a aquisição de dados provenientes de águas territoriais de países estrangeiros, o lançamento e a recuperação de captores, a transmissão dos dados, etc.
Para atingir os seus objectivos, a REEO deve cobrir uma região suficientemente extensa para que a maior parte dos países europeus possa beneficiar directamente dos resultados. É por isso que se torna necessário um esforço comum da Europa para a obtenção e tratamento desses dados.
Os parâmetros do meio ambiente são observados tendo em vista:
a) Fornecer informações - habitualmente sob a forma de séries cronológicas - destinadas ao estudo de fenómenos naturais de carácter geral ou local. As aplicações típicas destas séries cronológicas são:
i) A análise estatística que forneça informações sobre as condições estatísticas locais, tais como médias, valores máximos e mínimos, isopletas, marés, etc.;
ii) A investigação científica, quando os dados forneçam valores iniciais necessários aos modelos teóricos e uma base para testar os modelos comparados com as observações reais.
Contudo, no âmbito destas aplicações, o fornecimento de dados em tempo real é geralmente inútil;
b) Fornecer informações em tempo real aplicáveis:
i) Aos modelos baseados nas investigações anteriores, que sirvam de base a previsões sobre o desenvolvimento futuro do modelo. Este modelo pode ser constituído por cartas de tempo ou por um modelo das correntes oceânicas, do nível das águas, etc.;
ii) A uma utilização prática imediata quando são necessárias informações muito precisas sobre as condições locais reais. Neste caso, as informações devem ser transmitidas imediatamente aos utilizadores. Estes utilizadores são geralmente os aeroportos (dados relacionados com os ventos), as companhias marítimas e de construção no mar (dados relacionados com o vento, o estado do mar, as correntes, etc., e a determinados locais específicos durante as fases criticas das operações).
No que se refere aos resultados fornecidos pela REEO, isto é, aos próprios dados, foi sublinhado que o seu interesse particular reside na disponibilidade de dados em tempo real para as previsões ou outras utilizações imediatas. É conveniente sublinhar que a sua utilidade como base de previsão diminui rapidamente com o tempo, bem como a validade de previsão.
Os dados serão, portanto, utilizados para as seguintes finalidades:
Previsão dos fenómenos oceânicos e atmosféricos;
Estabelecimento de estatísticas climatológicas;
Estudo científico dos fenómenos oceânicos e atmosféricos.
No que se refere às aplicações científicas, convém relembrar que este projecto é um sistema geral de aquisição de dados, enquanto um projecto científico é normalmente concebido para fornecer os dados destinados aos estudos sobre fenómenos particulares, em que se tem o cuidado de filtrar as informações não per-
Por razões evidentes, os projectos científicos dependem muitas vezes de sensores e de outros equipamentos de carácter bastante específico, que foram concetinentes.
bidos para um fim determinado e não são de qualquer forma normalizados ou adaptados a um sistema geral.
Os dados estatísticos constituem uma base para a programação de uma grande variedade de construções marítimas fixas ou móveis, tais como docas, cais, molhes, navios, instalações petrolíferas, etc.
Além disso, as análises estatísticas sobre as correntes, as marés, etc., que figuram nos manuais e cartas de navegação, constituem uma ajuda para os navegadores.
II - Objectivos
Os dados sobre a meteorologia marítima e a observação oceanográfica, que este projecto visa fornecer em tempo real, apresentam um grande interesse para certos grupos específicos de utilizadores, aos quais estas informações permitem adquirir um conhecimento mais aprofundado e proceder a um contrôle mais estreito do meio ambiente marinho, de modo a:
Melhorar a segurança, a protecção e a qualidade de vida;
Melhorar a exploração dos recursos marinhos;
Melhorar a economia das actividades marítimas.
Os utilizadores potenciais são os seguintes:
Serviços de previsões meteorológicas;
Serviços de anúncio de tempestades;
Serviços de protecção das costas;
Empresas de exploração e de aproveitamento no mar de petróleo, de gás e de minerais;
Serviço de meteorologia para a navegação e os navegadores;
Indústria da pesca;
Organismos de protecção do meio ambiente;
Institutos de investigação marítima;
Serviços de previsão da formação de gelos;
Construção naval e construção de obras no mar e no litoral.
A ordem de prioridade varia, evidentemente, em função do interesse local ou nacional.
Passam-se rapidamente em revista determinados pontos que apresentam um interesse prático para os diferentes utilizadores.
Previsões meteorológicas. - As previsões meteorológicas demonstraram a sua utilidade e a sua necessidade é evidente numa colectividade moderna. Os utilizadores englobam mais ou menos o conjunto da colectividade, sobretudo os navegadores e os pilotos de avião, os pescadores e os agricultores. Contudo, as informações provenientes de estações situadas ao largo constituem um complemento necessário da rede já existente, se desejamos melhorar a fidelidade e a capacidade de resolução das previsões.
Os anúncios de tempestades e de inundações. - Devido à interacção das marés, dos ventos, das tempestades, da pressão atmosférica e das ondas de baixa frequência, o nível do mar pode subir consideravelmente. Este fenómeno pode ter consequências graves para os países que estão sujeitos a inundações. Um sistema de aviso precoce e de vigilância cerrada, baseado em informações recolhidas ao largo, é por isso de um interesse vital.
Previsões oceanográficas. - As previsões oceanográficas relacionadas, por exemplo, com as vagas, o estado do mar, a temperatura, as correntes, os elementos nutritivos, estabelecidas de uma forma análoga às previsões meteorológicas, não estão, parece, ainda muito desenvolvidas, porque a dinâmica do oceano é pouco conhecida e porque as informações são na realidade insuficientes. No entanto, um projecto-piloto relacionado com a oceanografia cinóptica foi levado a cabo com êxito sob a responsabilidade do CIEM (ver nota 1) no fim dos anos 60. Os resultados deste projecto foram muito bem acolhidos. Contudo, as instalações eram insuficientes para manter e desenvolver o projecto, considerado então como prematuro. Assim como as previsões meteorológicas, as previsões oceanográficas são consideradas um elemento de informação importante na construção de obras no litoral ou no mar para os transportes e as pescas.
(nota 1) CIEM (Conselho Internacional para a Exploração do Mar).
Construção de obras no litoral ou no mar. - As actividades efectuadas ao largo, relacionadas com a exploração do leito do mar, dependem, evidentemente, em grande parte, das condições meteorológicas locais. Um tempo e um mar desfavoráveis e imprevistos durante uma fase operacional crítica podem ter consequências desastrosas. A este respeito consideramos que para certas operações o utilizador terá necessidade de receber os dados respectivos em tempo real no próprio local, além das previsões normais. As informações oceânicas devem ser, por isso, consideradas como uma fonte de informações para os trabalhos de construção no litoral e no mar, para a colocação de condutas, de cabos, etc.
Meteorologia para a navegação. - A estima da derrota mais favorável, em função das previsões meteorológicas, do estado do mar e das correntes, provou a sua utilidade. Este método economiza o tempo de navegação, diminui os danos e o perigo para os navios e as cargas e aumenta a segurança e o conforto dos passageiros.
Pesca. - A exploração racional e optimizada dos recursos alimentares do mar exige informações adequadas sobre as condições ambientais da água, por exemplo, a temperatura, a salinidade, as correntes, o oxigénio, os elementos nutritivos, visto que a vida no oceano está estreitamente ligada a estes parâmetros. As previsões oceanográficas são, por isso, importantes para melhorar as investigações sobre a pesca e para que esta atinja um rendimento máximo.
Navegação. - A meteorologia para a navegação já foi mencionada. As previsões oceânicas e os dados em tempo real serão, além disso, muito úteis para facilitar a passagem de grandes navios, de petroleiros, das plataformas, etc., nas águas restritas e pouco profundas. As cartas e os livros actuais, baseados em estatísticas, são muitas vezes insuficientemente exactos, comparativamente com as condições reais. Sobre os grandes navios de hoje, a potência instalada por tonelada é inferior à dos navios mais pequenos, o que os torna mais sensíveis ao vento e às correntes.
«Contrôle» de poluição. - A poluição é um problema cada vez mais importante para o meio marinho. Os parâmetros chave são a detecção e o contrôle da velocidade de difusão e de dispersão dos poluentes. A este respeito, uma rede de SADO pode desempenhar um papel importante como meio de vigilância, fornecendo informações desde a detecção de agentes poluentes até aos factores responsáveis pela dispersão, tais como o vento, as correntes e as vagas.
Actualmente não existe no mercado nenhum sensor automático satisfatório para a detecção dos poluentes. Contudo, está a ser feito um esforço importante neste sentido e é provável que o primeiro protótipo de sensor apareça muito proximamente nas estações SADO.
Matéria técnica
I - Estrutura do programa
O programa compreende:
O desenvolvimento de subsistemas;
O estabelecimento de uma rede;
O aproveitamento de dados e a sua introdução na rede da OMM (ver nota 1).
(nota 1) OMN (Organização Meteorológica Mundial).
Descrição das regiões
O projecto-piloto (fase II) compreende as cinco redes regionais seguintes:
1) A rede «Açores», delimitada pelos paralelos 34º e 44º N. e pelo meridiano 32º O até à Península Ibérica;
2) A rede «Golfo da Gasconha», delimitada pelos paralelos 44º e 52º N., entre o meridiano 20º e a costa ocidental da França, a Irlanda e a Inglaterra;
3) A rede «Ilhas Feroé/Shetland», delimitada pelo paralelo 64º N., entre 10º O. e 4º E. Ao sul, por uma linha definida pelo paralelo 60º N. desde a longitude de 4º E. até às Shetland, das Shetland à costa nordeste da Escócla e que continua ao longo do paralelo 58º 30' N. através da Butt of Lewis até 10º W.;
4) A rede «Mediterrâneo», delimitada a norte pela costa meridional de Espanha, da França e da Itália e a sul por uma linha unindo os pontos (38º N., 00º) e (38º N., 12º E.);
5) A rede «Mar do Norte/Báltico», compreendendo o mar do Norte delimitado pelo Pas de Calais até uma linha que se estende, a este, das Shetland (60º N.) até à costa da Noruega e a uma parte do mar Báltico.
Estes limites, que não são rígidos, foram escolhidos porque permitem uma definição cómoda e podem ser modificados, se necessário.
Âmbito da coordenação
A coordenação compreenderá:
Coordenação dos dados:
Compatibilidade dos dados;
Recolha dos dados;
Formato dos dados;
Transmissão dos dados.
Coordenação dos pontos técnicos:
Calibração/intercalibração dos sensores;
Registos dos SADO;
Colocação e recuperação dos SADO;
Provas dos SADO.
Calibração/intercalibração
Os programas nacionais sobre os quais é baseado o projecto compreendem estações SADO de forma e dimensão variadas. Embora a maior parte destas estações seja bem concebida e bem adaptada aos seus objectivos, os dados fornecidos pelas diferentes estações são infelizmente incompatíveis. A compatibilidade dos dados é da maior importância para este projecto. Os sensores, que dão resultados precisos e exactos em laboratório, podem divergir consideravelmente quando são expostos a mar forte. Além disso, é sabido que a calibração dos sensores depende, em certa medida, da plataforma em que vão ser montados.
A calibração/intercalibração das estações SADO será efectuada em três escalões, a saber:
1) Uma calibração inicial em relação a padrões será efectuada nos laboratórios, utilizando de preferência as mesmas instalações. Certos laboratórios dos países participantes possuem meios e capacidade de efectuar esta tarefa;
2) As diferentes estações SADO serão intercalibradas, inteiramente equipadas, mas colocadas em águas abrigadas e, sempre que possível, em condições uniformes, a fim de permitirem a comparação dos resultados;
3) Com o objectivo de controlar a uniformidade e a compatibilidade dos dados, as estações SADO, inteiramente equipadas, serão colocadas em condições tão uniformes quanto possível, de preferência perto do local operacional ou em condições análogas às desse local. Esta prova deverá ser efectuada dentro de um determinado período, a fim de poder provar os sistemas em diferentes condições marinhas e meteorológicas.
Instalação, manutenção e recuperação das estações SADO
Uma grande parte das despesas necessárias à execução deste projecto é destinada aos navios que asseguram a instalação, manutenção e recuperação das estações SADO. Propõe-se, portanto, a nível da instalação e manutenção, a optimização da utilização do tempo-navio através de acordos entre os diferentes laboratórios participantes. Contudo, em caso de urgência, assim como no caso da perda ou de deriva de estações SADO, todos os países participantes são solicitados a dar prioridade à recuperação das estações, na medida em que o possam fazer, sem que esta operação interfira com outros programas.
A fim de aumentar a utilidade da rede, permitindo às estações SADO cobrir uma zona tão extensa quanto possível, os países participantes que não estão em condições de colocar estas estações nas suas águas territoriais deverão solicitar outras nações a fazê-lo.
Transmissão de dados
Os dados serão transmitidos, através de diferentes sistemas de transmissão, pelos SADO às estações em terra, que os transmitirão a uma estação central. Sob reserva de uma precisão satisfatória do sistema, a ou as estações centrais difundirão então os dados sob um formato normalizado da OMM aos diferentes centros nacionais, que, por seu lado, os comunicarão aos utilizadores.
II - Descrição das redes-piloto
As regiões serão descritas pela ordem seguinte:
A) Açores;
B) Golfo da Gasconha;
C) Ilhas Feroé/Shetland;
D) Mediterrâneo;
E) Mar do Norte/Báltico.
As indicações relativas a cada região são dadas pela seguinte ordem:
1) Países participantes e contribuições nacionais;
2) Lista e localização das estações SADO (ver nota 1);
3) Parâmetros;
4) Sistema de transmissão;
5) Estações em terra;
6) Estação central;
7) Instalação, manutenção e recuperação dos SADO;
8) Calendário.
(nota 1) As localizações dos SADO estarão submetidas a determinados condicionalismos operacionais e podem ser modificadas.
A) Açores
1) Países participantes e contribuições nacionais:
França: estação em terra; experiência técnica, instalações de calibração/intercalibração;
Portugal: 7 estações SADO; navios de lançamento, de recuperação e de manutenção, intervindo sempre que necessário; estação central;
Espanha: 11 estações SADO; navios de lançamento, de recuperação e de manutenção, intervindo sempre que necessário; instalação de calibração/intercalibração.
2) Relação e localização das estações SADO:
(ver documento original)
3) Parâmetros:
Estação n.º 2 - Dados relativos à agitação;
Estações n.os 1-3;
Estações n.os 4-13;
Pa = pressão atmosférica;
Ta = temperatura do ar;
Ts = temperatura da superfície do mar;
W = vento;
Pos = posição (utilizada para determinar a deriva ou a corrente em coordenadas de Lagrange).
4) Sistema de transmissão:
Estações n.os 1-3 - VHF;
Estações n.os 4-13 - Sistema ARGOS, utilizado no satélite TIROS N.
5) Estações em terra:
Estações n.os 1-2 - Açores;
Estação n.º 3;
Estações n.os 4-13 - Toulouse (CNES);
Estações n.os 14-18 - Toulouse (CNES).
6) Estação central:
Lisboa.
7) Lançamento, manutenção e recuperação das estações SADO:
A Espanha e Portugal fornecerão, sempre que necessário, os navios adequados e procederão ao lançamento e à manutenção das estações SADO. A França dará a experiência técnica e fornecerá as instalações em terra para a exploração das LDB.
8) Calendários:
1977:
a) Estações n.os 1 e 2 em serviço;
b) Estudos operacionais sobre a circulação das águas de superfície e a hidrografia da zona, tendo em vista a escolha do melhor local para a colocação das LDB;
c) Decisão da Espanha respeitante às especificações e à concepção do sistema VHF a utilizar para as LDB.
1978:
a) Preparação do material e da operação;
b) Calibração/intercalibração do equipamento;
c) (ver nota 1).
1979:
a) Execução do projecto;
b) Permuta de dados com outras redes-piloto.
1980:
a) Apreciação dos resultados obtidos pela rede-piloto, tendo em vista a sua utilização como base de uma rede europeia integrada.
(nota 1) Durante o período de um ano (Julho de 1978-Julho de 1979), os subgrupos regionais «Açores» e «Golfo da Gasconha» executarão um programa conjunto no Âmbito do projecto COST 43. Este programa consta de experiências de funcionamento de cerca de 24 bóias, derivantes dos tipos L 55 e Babeth (CNEXO) utilizando o sistema ARGOS do satélite TIROS N. As localizações destas bóias serão determinadas ulteriormente.
B) Golfo da Gasconha
1) Países participantes e contribuições nacionais:
França: 8 estações SADO; estação em terra; estação central; navios de lançamento, manutenção e de recuperação, intervindo sempre que necessário; instalações de calibração/intercalibração;
Irlanda: contribuição sempre que necessário na recuperação;
Portugal: navios de manutenção e de recuperação, intervindo sempre que necessário;
Espanha: navios de manutenção e de recuperação, intervindo sempre que necessário;
Reino Unido: navios de manutenção e de recuperação, intervindo sempre que necessário.
2) Relação e localização das estações SADO:
(ver documento original)
3) Parâmetros.
Estações n.os 1-8:
Pa = pressão atmosférica;
Ta = temperatura do ar;
Ts = temperatura da superfície do mar;
Td = temperatura subsuperficial;
W = vento;
H = agitação (sob reserva do resultado satisfatório dos desenvolvimentos em curso dos sensores).
4) Sistema de transmissão:
Sistema ARGOS, tal como o utilizado pelo satélite TIROS N.
5) Estações em terra:
Estações n.os 1-8 - Toulouse (CNES).
6) Estação central:
Estações n.os 1-8 - Brest (COB).
7) Lançamento, manutenção e recuperação das estações SADO:
A França fornecerá os navios apropriados e procederá, sempre que necessário, ao lançamento e à manutenção das estações SADO. A Irlanda, Portugal, Espanha e o Reino Unido participarão, sempre que necessário, na manutenção e na recuperação das estações SADO.
8) Calendário:
1977:
a) O projecto-piloto francês foi iniciado em 1976; utiliza duas LCB do tipo L 55, que serão mantidas em serviço até Março de 1977, com a ajuda do satélite Nimbus 6.
Os parâmetros a seguir indicados são medidos em intervalos de um minuto:
Pa = pressão atmosférica;
Ta = temperatura do ar;
Ts = temperatura da superfície;
W = vento;
Pos = posição que é utilizada para estimar a deriva ou as correntes em coordenadas de Lagrange;
b) Aperfeiçoamento e avaliação dos sensores a utilizar no projecto.
1977-1978 - Permuta de informações no que se refere ao estudo das correntes entre os diversos países interessados.
1978 - (ver nota 1).
1979 - Suspensão da rede e troca de dados e de informações com outras redes-piloto.
1980 - Apreciação dos resultados obtidos pela rede-piloto, tendo em vista a sua utilização como base de uma rede europeia integrada.
(nota 1) Durante o período de um ano (Julho de 1978-Julho de 1979), os subgrupos regionais «Açores» e «Golfo da Gasconha» executarão um programa conjunto no âmbito do projecto CO ST 43.
Este programa é baseado na utilização de cerca de 24 bóias derivantes dos tipos L 55 e Babeth (CNEXO), utilizando o sistema ARGOS do satélite TIROS N.
As localizações destas bóias serão determinadas ulteriormente.
C) Ilhas Feroé/Shetland
1) Países participantes e contribuições nacionais:
Dinamarca/Ilhas Feroé: 1 estação SADO; navios de lançamento e de recuperação, intervindo sempre que necessário; estação em terra;
Noruega: 5,5 estações SADO; navios de lançamento, de manutenção e de recuperação, intervindo sempre que necessário; estações em terra; estação central; instalações de calibração/intercalibração;
Reino Unido: 2,5 estações SADO; navios de lançamento, de manutenção e de recuperação, intervindo sempre que necessário; instalações de calibração/intercalibração.
2) Relação e localização dos SADO:
(ver documento original)
3) Parâmetros:
Estações n.os 1, 2, 6 e 8:
Pa = pressão atmosférica;
Ta = temperatura do ar;
Ts = temperatura da superfície do mar;
Td = temperatura subsuperficial;
W = vento;
H = agitação;
C = corrente.
Estação n.º 3 - H = agitação.
Estações n.os 4 e 5:
Pa = pressão atmosférica;
Ta = temperatura do ar;
Ts = temperatura da superfície do mar;
W = vento;
R = precipitação;
Dp = ponto de orvalho.
Estações n.os 7 e 9 - A decidir.
4) Sistema de transmissão:
Estações n.os 1, 2, 6 e 8 - HF dois canais (FSK);
Estação n.º 3 - HF é o sistema de transmissão principal;
Estação n.os 4 e 5 - Decisão a tomar;
Estação n.º 9 - HF (variação de frequência ou Piccolo).
5) Estações em terra:
Noruega - Bergen, (ver documento original);
Reino Unido - Bracknell;
Feroé - (ver documento original).
6) Estação central:
Bergen (para as estações SADO norueguesas).
7) Lançamento, manutenção e recuperação dos SADO:
A Dinamarca (ilhas Feroé), a Noruega e o Reino Unido fornecerão, sempre que necessário, os navios para o lançamento, a manutenção e a recuperação.
8) Calendário:
1977:
Estações n.os 1 e 2 em serviço desde 1976;
As estações meteorológicas estão em serviço sobre as plataformas petrolíferas;
Aperfeiçoamento dos sensores e do material;
Estação n.º 6 em serviço;
O Reino Unido e a Noruega efectuarão ensaios práticos sobre os sistemas de transmissão. Calibração/intercalibração dos sensores e sistema. Decisão relativa aos tipos de sensores.
1978:
Decisão relacionada com o sistema de transmissão e as estações em terra para o sistema FSK/Piccolo;
Lançamento das estações n.os 8 e 9.
1979 - Intercâmbio de dados com outras redes-piloto.
1980 - Apreciação dos resultados obtidos pela rede-piloto, tendo em vista a sua utilização como base de uma rede europeia integrada.
D) Mediterrâneo
1) Países participantes e contribuições nacionais:
Bélgica: 1 SADO.
França: 2 SADO; lançamento, manutenção e recuperação dos SADO; estação em terra; estação central; instalações de calibração/intercalibração; estudo do sistema HF para propagação ionosférica.
Itália: 2 SADO; lançamento, manutenção e recuperação dos SADO; estação central; instalações de calibração/intercalibração.
Espanha: 1 SADO; lançamento, manutenção e recuperação dos SADO; estação central; instalações de calibração/intercalibração.
2) Relação e localização dos SADO:
(ver documento original)
3) Parâmetros (parâmetros propostos por ordem de prioridade):
Pa = pressão atmosférica;
Ta = temperatura do ar;
Ts = temperatura da superfície do mar;
W = vento
C = corrente;
H = agitação.
4) Sistema de transmissão:
O sistema de transmissão principal será um sistema HF telecomandado.
5) Estação em terra:
Brest (COB).
6) Estações centrais:
Roma, Paris e Madrid.
7) Lançamento, manutenção e recuperação dos SADO:
A França, a Itália e a Espanha fornecerão, sempre que necessário, os navios para o lançamento, manutenção e recuperação dos SADO.
8) Calendário:
1977:
a) Aperfeiçoamento e apreciação do sistema de transmissão HF;
b) Estações n.os 1-3 em serviço;
c) Aperfeiçoamento e apreciação dos sensores previstos para os SADO;
d) Calibração/intercalibração dos sensores e do sistema.
1978 - Provas da rede-piloto mínima e, em função dos resultados, estabelecimento de estações suplementares.
1979 - Intercâmbio de dados com as outras redes-piloto.
1980 - Apreciação dos resultados obtidos pela rede-piloto, tendo em vista a sua utilização como base de uma rede europeia integrada.
E) Mar do Norte/Báltico
1) Países participantes e suas contribuições:
Bélgica: 2 SADO; navios de lançamento, manutenção e recuperação;
Dinamarca: 1 SADO; navios de lançamento, manutenção e recuperação;
Finlândia: 3 SADO; navios de lançamento, manutenção e recuperação;
França: 1 SADO; instalações de calibração/intercalibração;
Noruega: 2 SADO; navios de lançamento, manutenção e recuperação; instalações de calibração/intercalibração;
Suécia: 2 SADO; navios de lançamento, manutenção e recuperação;
Reino Unido: 3 SADO; navios de lançamento, manutenção e recuperação; instalações de calibração/intercalibração.
2) Relação e localização dos SADO:
Mar do Norte
(ver documento original)
Báltico
(ver documento original)
As estações n.os 13 e 14 comportam uma torre fixa para sensores meteorológicos e uma bóia equipada com sensores oceanográficos.
3) Parâmetros:
Os parâmetros a seguir mencionados serão medidos pelos SADO no mar Norte e transmitidos em tempo real:
(ver documento original)
Os parâmetros seguintes serão medidos no mar Báltico e transmitidos em tempo real:
(ver documento original)
4) Sistema de transmissão:
Os dados serão transmitidos principalmente por intermédio de Météosat. Entretanto, serão utilizados igualmente outros sistemas, como, por exemplo, VHF, HF Piccolo, GPO Troposcatter.
5) Estação de recepção de satélites:
Ainda por decidir.
6) Estação central:
Ainda por decidir.
7) Lançamento, manutenção e recuperação dos SADO:
A Bélgica, a Dinamarca, a Finlândia, a França, a Noruega, a Suécia e o Reino Unido participarão, sempre que necessário, nas operações de lançamento, de manutenção e de recuperação.
8) Calendário:
1977:
a) As estações funcionarão com um sistema de transmissão preparatório;
b) Aperfeiçoamento e prova dos diversos sensores;
c) Decisão relativamente aos sensores, à periodicidade das amostragens, às horas de observação e ao formato dos dados;
d) Intercâmbio de dados por intermédio do GTS da OMM.
1978 - O sistema de transmissão Météosat será testado e tomar-se-á uma decisão sobre a sua adopção.
1979 - Intercâmbio de dados com as outras redes-piloto.
1980 - Apreciação dos resultados obtidos pela rede-piloto, tendo em vista a sua utilização como base de uma rede europeia integrada.
ANEXO II
Estatuto jurídico dos SADO