- 1 -O presente Regulamento é publicado no Diário da República, 2.ª série, conforme o previsto no n.º 2 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 40/2007, de 20 de Fevereiro, e divulgado de imediato no sítio da Universidade de Lisboa na Internet, www.ul.pt, conforme previsto no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 40/2007, de 20 de Fevereiro.
- 2 -Consideram-se ratificados os actos praticados, no âmbito deste regulamento, até à sua publicação no Diário da República.
5 de Junho de 2009. - O Reitor, António Sampaio da Nóvoa.
ANEXO
Metodologia da Entrevista
- 1 -A entrevista aos candidatos ao curso de Medicina deve ser entendida como uma conversa orientada com o propósito de tentar definir uma série de atributos que reputamos essenciais num futuro médico. Interessará mais por isso uma avaliação de ordem qualitativa e não quantitativa - preocupamo-nos mais em seleccionar um futuro "bom médico" do que um "bom estudante". As características actuais das provas de admissão implicam, no entanto, que a cada aluno seja atribuída uma classificação, o que obriga à quantificação de um certo número de "itens" a seguir designados. Dentro de cada um inclui-se algumas linhas de diálogo possível com o propósito de facilitar a tarefa dos entrevistadores e dar à entrevista um carácter semi-estruturado, que permita uma análise comparativa subsequente. Insiste-se, no entanto, que os entrevistadores têm inteira liberdade de explorar outros domínios tendo em conta as características individuais, experiências educativas prévias, origem social, ambiente cultural, etc.. É indispensável que este primeiro contacto com a Faculdade constitua uma experiência positiva para o aluno, e que decorra num ambiente acolhedor e benevolente.
- 2 -Será indispensável serem abrangidas as seguintes rubricas:
- a)Razão de Escolha do Curso (motivação)
Serão pontos de interesse os seguintes:
O que determinou a escolha.
Que influências recebeu.
Que "benesses" ou satisfações espera colher.
Como entende a profissão médica - uma arte, um serviço, uma ocupação.
Como avalia o prestígio da profissão - se acha que declinou, quais as causas.
Se não fosse médico que gostaria de ser.
- b)Cultura Científica e Médica
Parece-nos legítimo esperar que o candidato tenha conhecimentos rudimentares ou tenha reflectido sobre algumas das grandes questões com que se debate a Medicina do nosso tempo - cancro, factores ecológicos, sida, factores de risco cardiovasculares etc.
- c)Percurso Académico e Profissional
São valorizadas as habilitações académicas de base, o percurso e a experiência profissionais e a formação profissional do candidato.
- d)Cultura Humanista
Importa tentar apreciar o interesse do candidato pelo fenómeno cultural num sentido mais amplo - literatura, música, artes plásticas, sociologia, política, etc.. Entende-se que uma cultura humanista foi sempre apanágio da profissão que o aluno pretende alcançar.
- e)Empenhamento em Actividades Extra-Escolares e de Índole Social
É importante tentar detectar o candidato com um espírito empreendedor, activo, imaginativo, com capacidade de liderança e não apenas o "bom aluno".
Assim poder-se-á conversar sobre outras actividades, empregos remunerados, "hobbies", desporto, etc.. Procurará estabelecer-se qual a grau de excelência e competência atingidos.
- f)Impressão Global
É um "item" necessariamente um pouco subjectivo mas que um "clínico" ou "investigador" experimentado poderá por certo colher. No fundo será tentar avaliar se o candidato é aquilo que gostaríamos de ter no serviço ou no laboratório, devendo-se por isso ter em consideração a apresentação, o contacto, a facilidade de comunicar, de analisar criticamente questões que lhe sejam postas sobre problemas candentes da vida contemporânea, etc.. Seria importante, embora seja obviamente muito difícil, tentar detectar se existe no candidato a atitude, o carácter, a integridade, o sentido de altruísmo e de compaixão que definem o bom médico, mas deveremos fazer um esforço nesse sentido.
(ver documento original)
201893046
- a)Razão de Escolha do Curso (motivação)
Artigo 18.º — Publicação
Vigente desde: 16/06/2009
Histórico de Alterações
Original
Versão 1Versão em vigor
Em vigor desde 16/06/2009