- 1 -A exploração e manutenção da RNTG é da exclusiva responsabilidade do operador da RNTG, sendo este responsável por elaborar a política relativa à operação e manutenção das infraestruturas com o objetivo de assegurar o transporte do gás em segurança, sem interrupção e de uma forma eficiente e ambientalmente sustentável.
- 2 -O operador da RNTG deve dispor de um serviço de manutenção permanente, dotado de meios técnicos, materiais e humanos que o habilitem, em caso de acidente ou anomalia, a intervir com a necessária eficácia e rapidez de modo a poder estar presente, em qualquer ponto da RNTG, em pelo menos 90 minutos.
- 3 -O operador da RNTG deve dispor de serviço de atendimento permanente para receber informações, do seu pessoal ou de terceiros, relativas a eventuais anomalias nas infraestruturas.
- 4 -Compete ao operador da RNTG gerir e monitorizar os fluxos de gás na rede e a gestão das injeções de gás, assegurando a sua interoperacionalidade com as outras redes a que esteja ligado e com as instalações dos consumidores, no quadro da gestão técnica global do sistema.
- 5 -O operador da RNTG pode recusar a ligação aos consumidores finais ou a instalações de produção de gases de origem renovável e/ou de baixo teor de carbono sempre que não se encontrem cumpridas as disposições legais e regulamentares aplicáveis, nomeadamente as respeitantes aos requisitos técnicos e de segurança.
- 6 -O operador da RNTG tem o direito de implantar, nas instalações dos consumidores ou instalações de produção de gás, equipamentos de contagem bem como sistemas de controlo, monitorização e proteção nos pontos de ligação da sua rede com essas instalações, sem prejuízo da responsabilidade do consumidor ou produtor, respetivamente, em assegurar, a todo o tempo e para os seus próprios equipamentos e sistemas da mesma natureza e funcionalidades, os requisitos definidos pelo operador da RNTG.
- 7 -Devem ser tomadas todas as precauções e provisões necessárias para assegurar uma operação em segurança da RNTG, nomeadamente:
- a)Monitorizar a sua condição;
- b)Realizar as campanhas de Pesquisa Sistemática de Fugas;
- c)Monitorizar e verificar o nível de emissões de metano a partir da infraestrutura e seus componentes;
- d)Levar a cabo a manutenção de uma forma segura e eficiente;
- e)Controlar de uma forma eficiente e responsável incidentes e situações de emergência.
- 8 -As precauções e provisões referidas no número anterior devem ser incorporadas no sistema de gestão da qualidade.
- 9 -Todas as atividades de operação e manutenção deverão ser executadas de uma forma segura, de modo a minimizar, tanto quanto praticável, o impacto no meio ambiente e consistentes com os requisitos da legislação nacional ou normas relevantes aplicáveis. Todas as medidas preventivas viáveis e eficazes deverão ser tomadas para assegurar a segurança do pessoal, do público em geral e para proteger propriedades, as instalações e o ambiente.
- 10 -As tubagens só podem entrar em serviço depois de efetuados, com bons resultados, os ensaios de resistência e estanquidade.
- 11 -O operador da RNTG deve comunicar a ocorrência de acidentes ou incidentes à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, à DGEG e à ENSE, sem prejuízo do contacto imediato com as autoridades locais e os bombeiros para tomada de medidas imediatas.
- 12 -Sem prejuízo das competências atribuídas às autoridades públicas, sempre que dos desastres ou acidentes resultem mortes, ferimentos graves ou prejuízos materiais importantes, o operador da RNTG deve elaborar, e enviar ao concedente, um relatório técnico com a análise das circunstâncias da ocorrência e com o estado das instalações.
Artigo 56.º — Disposições gerais
Vigente desde: 19/01/2022
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Em vigor desde 19/01/2022