O PUAN entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação no Diário da República.
ANEXO I
Objectivos
- 1 -Viabilidade socioeconómica
Promover o crescimento e emprego
Aumentar o nível médio de poder de compra do concelho
Promover o emprego
Aumentar a produtividade
Assegurar a competitividade territorial de Almada Nascente
Promover a criação e sustentação de negócios
Incrementar a diversidade e inovação
Promover a implementação de equipamentos e infra-estruturas de I&D
Favorecer a qualificação do comércio e serviços
Valorizar os recursos endógenos
Aproveitar o posicionamento geográfico e as características cénicas de Almada Nascente para o desenvolvimento de actividades
- 2 -Quadro de Vida e Inclusão Social
Promover a equidade e oportunidade de escolha
Criar uma comunidade urbana intensa e diversificada
Promover o acesso à habitação a todos os grupos sociais
Fornecer habitação diversificada (tipologias, preços e modelo de acesso)
Fornecer acesso à rede de equipamentos colectivos
Prever equipamentos de saúde, ensino, cultura, segurança social, desporto, abastecimento público, recreio e lazer de boa qualidade
Favorecer o acesso ao espaço público exterior
Incrementar áreas exteriores, parques e jardins, acessíveis e qualificados
Favorecer o acesso público ao rio e criar novas frentes ribeirinhas
Apoiar actividades de recreio de ar livre baseadas na água
Promover a segurança pública
Promover o equilíbrio social e continuidade entre as diferentes áreas residenciais
Reduzir e prevenir a criminalidade, reduzir o medo do crime
Promover a participação pública no plano
Envolver a comunidade local no processo de planeamento
- 3 -Transportes
Melhorar a mobilidade
Melhorar a acessibilidade a Almada Nascente e as suas conexões com a envolvente
Integrar a política de transportes públicos com o ordenamento do território e o desenho urbano
Adaptar os modos de transporte às condições naturais da área de intervenção
Promover a integração entre os diferentes modos de transporte
Promover acesso fácil (com especial atenção a crianças e deficientes) a todos os equipamentos e actividades
Reduzir o tráfego rodoviário
Reduzir as necessidades de deslocação
Reduzir a extensão das deslocações
Minimizar a dependência do automóvel
Promover a ocupação dos veículos motorizados (automóvel e transporte público)
Promover as deslocações a pé e de bicicleta
Promover um desenho urbano que dê prioridade ao peão e bicicletas
Aumentar a segurança da circulação pedonal e em bicicleta
Promover os Transportes Públicos
Incrementar a qualidade dos serviços de transporte público (conforto, disponibilidade, fiabilidade)
Aumentar a responsabilidade/competência municipal pelos serviços de transporte público concelhios
Adequar as infra-estruturas
Maximizar a utilização das infra-estruturas
Criar novas infra-estruturas de transporte
Hierarquizar as infra-estruturas
- 4 -Tecido Urbano
Promover a densidade e compacidade da malha urbana
Promover um desenvolvimento compacto e com forte animação urbana
Articular a densificação do tecido e a volumetria do edificado com a escala do espaço público e com a política de transporte público
Promover um desenvolvimento urbano multifuncional
Encorajar um equilíbrio de usos diferentes no interior da área de intervenção
Prever áreas para equipamentos e actividades
Promover a multifuncionalidade pela sobreposição de áreas com usos diferenciados
Reforçar a identidade local e o carácter urbano da área de intervenção
Integrar a escala do edificado e do espaço público com a escala do local
Garantir a articulação e ou continuidade com o tecido consolidado
Fomentar a diversidade e singularidade do desenvolvimento
Reforçar a permeabilidade do espaço urbano
Promover a legibilidade do tecido urbano
Valorizar a cultura e património local
Recuperar e valorizar espaços urbanos e edifícios históricos
Recuperar e valorizar o património industrial e naval
Promover o conhecimento da importância da indústria naval no desenvolvimento económico de Almada
Fomentar o desenvolvimento de actividades artísticas e culturais
Promover o rio como foco para festivais e eventos baseados na água
Garantir flexibilidade e adaptabilidade ao desenvolvimento futuro
Promover a flexibilidade e adaptabilidade a diferentes soluções de futuro, a nível do desenho urbano e do edificado
Prever usos transitórios
- 5 -Paisagem e Espaço Exterior
Melhorar a conectividade com a envolvente
Promover articulações físicas, funcionais e visuais com as áreas envolventes
Definir uma rede de espaços públicos articulados com os existentes na envolvente
Implementar uma Rede Verde
Estabelecer uma estrutura paisagística de enquadramento da intervenção
Criar uma estrutura verde que se articule com uma rede alargada de espaços exteriores, ao nível térreo e sobrelevado, incluindo o Ginjal, Alfeite e Parque da Paz
Quebrar o efeito de barreira do Morro e favorecer a ligação da área da intervenção com a envolvente
Criar uma rede integrada de áreas de verde e água
Utilizar espécies verdes diferenciadas para reforçar o carácter distinto das diferentes áreas
Incrementar a Fruição do elemento Água
Estruturar o desenvolvimento integrando diferentes escalas e formas de uso da água
Promover ocupações directamente relacionadas com a água
Valorizar Marcos Urbanos, Vistas e Pontos Focais
Proteger e valorizar as vistas de e para Lisboa e Estuário do Tejo
Criar um novo skyline que complemente a leitura cénica de Almada
Reforçar os marcos urbanos
Minimizar os impactes visuais existentes
Promover a definição do espaço
Usar as zonas verdes como áreas tampão, áreas de protecção a usos sensíveis e áreas de remate
Adequar a escala dos edifícios de forma a clarificar a definição de ruas, praças, parques e outros espaços urbanos
Definir áreas e edifícios referenciadores do espaço urbano
- 6 -Património Natural
Minimizar interferências com a dinâmica estuarina e valorizar os ecossistemas ribeirinhos
Minimizar os efeitos das ocupações e actividades na flora e fauna estuarina
Minimizar o impacte do Terminal Fluvial e Cruzeiros e da marina
Promover condições que favoreçam a recriação de ecossistemas ribeirinhos
Introduzir corredores e áreas verdes
Criar áreas que promovam o potencial ecológico do local
Assegurar continuidade nas ligações entre as novas áreas verdes e as áreas verdes existentes nas zonas adjacentes
Valorizar a educação e interpretação ambiental
Criar infra-estruturas pedagógicas de apoio às escolas e formação de professores
Apoiar a investigação e divulgação científica
Criar infra-estruturas de apoio à investigação e divulgação científica associada ao Estuário do Tejo e aos Oceanos
- 7 -Qualidade Ambiental
Minimizar os impactes na qualidade do ar e água
Minimizar os impactes resultantes da exploração da ETAR da Mutela
Minimizar o impacte do Terminal Fluvial e de Cruzeiros e da Marina na qualidade da água do rio Tejo
Garantir a circulação de água nas docas e canais, prevenindo fenómenos de estagnação
Assegurar a minimização dos efeitos associados à mobilização de sedimentos
Minimizar o impacto do tráfego automóvel na qualidade do ar
Gerir os riscos de cheia
Proteger pessoas e bens dos riscos de cheia na Cova da Piedade
Acomodar no desenho urbano a informação existente relativamente às previsões da subida do nível médio das águas do mar em Portugal
Promover o Uso eficiente da Água
Promover a redução no consumo de água potável nos edifícios
Promover a reutilização da água de fontes não potáveis para o tratamento do espaço público
Promover uma gestão sustentável da drenagem superficial
Incrementar o conforto acústico
Aumentar o conforto acústico na área consolidada da área de intervenção
Assegurar níveis de ruído compatíveis com a qualidade de vida urbana na área de intervenção
Promover um desenho urbano que minimize os efeitos da intervenção no ambiente sonoro, especialmente no que se refere aos usos sensíveis
Fomentar a reciclagem de resíduos e materiais de construção
Promover a redução da produção de Resíduos Sólidos Urbanos
Promover a deposição selectiva e a valorização dos RSU
Promover a valorização dos resíduos verdes
Potenciar a reciclagem e ou reutilização de materiais resultantes das demolições e escavações
Garantir um destino final adequado a todos os materiais não reciclados, originados durante as fases de demolição, remediação e construção
Gerir a remediação dos solos e água
Garantir que as necessidades de remediação sejam adequadas ao uso do solo
Promover e incentivar soluções de remediação on-site que minimizem o transporte de solos contaminados
- 8 -Energia e Emissões de Gases com Efeitos de Estufa
Reduzir a procura de energia
Promover um desenho urbano que contribua para a redução das necessidades energéticas
Melhorar a eficiência energética dos edifícios
Minimizar as necessidades de energia nos espaços públicos
Incentivar o transporte público em detrimento do transporte individual
Promover a utilização de fontes de energia renováveis e ou mais limpas
Introduzir meios de transporte mais limpos (bicicleta, andar a pé, metro ligeiro de superfície, etc)
Incentivar o uso de energia solar térmica para produção de águas quentes
Promover a produção de electricidade a partir de energia solar fotovoltaica
Promover a produção de electricidade a partir de gás natural (cogeração)
Fomentar a utilização de tecnologias de elevada eficiência energética
Promover soluções de produção combinada de calor e ou frio e electricidade (p.e. cogeração)
Promover a utilização da fonte térmica disponibilizada pelo rio Tejo
Apoiar soluções de gestão técnica centralizada da energia nos edifícios
ANEXO II
(ver documento original)
ANEXO III-B
(ver documento original)
202543881