As potencialidades dos aglomerados populacionais do Alto Douro Vinhateiro, de um modo geral, só são reais e efectivas se avaliadas em função da sua integração paisagística. Isto é, são poucos, aqueles que pelas suas próprias características arquitectónicas, pela sua dinâmica, apresentam um elevado nível de atractividade.
Trata-se de articular os valores históricos e paisagísticos do território com o controlo dos processos de transformação inevitável (até desejável, no sentido das condições de vida) dos aglomerados e das próprias explorações vitícolas e agrícolas.
A singularidade do relevo do Alto Douro Vinhateiro e das suas práticas de cultura da vinha conferem-lhe uma escala territorial única e monumental, mas por outro lado a especificidade de outras culturas agrícolas, de manchas de matos e matas, e a diversidade dos próprios aglomerados populacionais, revelam outras identidades.
Neste contexto, em que à escala do território se pode tender a definir uma imagem global uniformizante, que numa observação pormenorizada da realidade se revela mais rica e plural, nomeadamente em sintonia com a caracterização mais ampla do património construído que distingue o povoamento menos concentrado onde pontuam múltiplos solares no Baixo Corgo; as grandes e isoladas unidades de produção do Cima Corgo, entre núcleos de habitação concentrada; e as mais homogéneas aldeias do Douro Superior, onde a exploração comercial do vinho chegou tarde, deixando ainda ver grandes manchas de olival e permitindo recordar as culturas de cereal ou mesmo do sumagre.