Do equipamento dos componentes da Fanfarra da Armada, pertencem a este grupo os aventais para caixa ou timbalão e para timbalão-mor, as bandoleiras de caixa ou timbalão e de timbalão-mor, o bastão do tambor-mor, as borlas para sabre, os canhões, os cinturões para sabre, os cordões para clarim, os galhardetes para clarim e os sabres, que adiante se descrevem:
a) Avental para caixa ou timbalão, conforme figura n.º 264, é branco, de capicua, com 0,450 m de altura e 0,350 m de largura, tem, junto à orla superior, duas presilhas que fecham com mola, permitindo suspendê-lo do cinturão;
b) Avental para timbalão-mor, conforme figura n.º 265, é de pele de leopardo, com 0,750 m de altura e 0,500 m de largura, apresenta o rebordo superior, a meio, um pequeno corte em V cujo propósito é deixar a descoberto o fiel de navalha da praça que o vestir, completam-no dois pares de presilhas da mesma pele, cosidas na sua orla, ajustáveis por meio de fivelas, um par em torno do pescoço, outro em torno da cintura;
c) Bandoleira de caixa, conforme figura n.º 261, é igual à descrita na alínea b) do artigo 253.º;
d) Bandoleira de timbalão, conforme figura n.º 266, é formada por uma tira de pele de anta, branca, de 0,055 m de largura, com uma fivela cromada, de dois fuzilhões, num dos extremos, e, no outro, a furação dupla onde a fivela actua para lhe ajustar o perímetro; completam-na duas passadeiras móveis, uma também de pele de anta, branca, outra, metálica, fazendo corpo com o gancho cromado onde se suspende o timbalão; a bandoleira é vestida a tiracolo, por cima do ombro direito;
e) Bandoleira de timbalão-mor, conforme figura n.º 267, é formada, na sua essência, por duas tiras de pele de anta, brancas, cada uma das quais, com cerca de 1,270 m de comprimento e 0,030 m de largura, estende-se, em simetria com a outra, desde o cinturão para sabre, atrás e de um dos lados do corpo, por cima do ombro contrário, ao timbalão, à frente; as tiras têm os extremos posteriores afivelados a passadeiras do mesmo material que vestem no cinturão, cruzam-se a meio das costas, no interior de uma terceira passadeira também branca e de pele de anta, e dispõem, nos extremos anteriores, de ferragens próprias para suspenderem o timbalão;
f) Bastão do tambor-mor, conforme figura n.º 268, é em madeira, com casto e ponteira, é vestido por um cordão azul e branco, de fio de seda, que o atravessa de lado a lado um pouco abaixo do castão e cujas pernadas, de igual comprimento e com borlas do mesmo material nos extremos livres, o envolvem, à medida que descem, entrelaçando-se, até junto da ponteira;
g) Borlas para sabre, conforme figura n.º 269, são de fio de seda azul, são utilizadas aos pares, unindo-as um cordão do mesmo material com os extremos colhidos em cadeia de impunidouro, cada um com 0,070 m de comprimento; a sua ligação ao sabre é feita no punho deste por meio de uma volta de fiel dada com os 0,210 m do troço central do referido cordão;
h) Canhões, conforme figura n.º 270, são brancos, de capicua, com 0,200 m de altura, são usados sobre as luvas brancas de algodão, podendo ter dispositivos internos simples que ajustam aos pulsos as suas orlas inferiores;
i) Cinturão para sabre, conforme figura n.º 271, tem fecho de latão amarelo, de 0,060 m de altura por 0,075 m de largura, no qual duas âncoras de latão cromado, em relevo, se cruzam; é de perímetro ajustável, branco, de pele de anta, tem 0,045 m de altura e veste uma pala da mesma pele e da mesma cor, provida de uma passadeira onde enfia o cinturão e de um rasgo de contorno próprio para abraçar e suspender a bainha do sabre, sem prejuízo do embainhar e do desembainhar deste último;
j) Cordão para clarim, conforme figura n.º 272, é de fio de seda azul, com 2,200 m de comprimento e unindo duas borlas do mesmo material, é ligado ao clarim por voltas de fiel dadas com as suas extremidades, uma em torno do bocal, outra em torno da campanula, por forma a resultarem chicotes livres de 0,100 m a 0,150 m;
l) Galhardete para clarim, conforme figura n.º 272, é em tecido de seda azul, medindo 0,260 m de altura por 0,280 m de largura, de dupla face, com uma âncora, de 0,110 m de altura, no centro, bordada a fio de algodão vermelho e emoldurada por três vivos brancos, de seda, análogos, na forma e na disposição, às três fitas da mesma cor que guarnecem o colarinho de alcaxa; tem, aos lados e em baixo, uma franja de fio também de seda azul; na orla superior, sem franja, encontram-se os três atilhos que o atam ao clarim e na orla oposta a esta um esticador, embainhado a toda a largura entre as duas faces, o que lhe proporciona a rigidez transversal;
m) Sabre, conforme figura n.º 273, tem lâmina de dois gumes e punho de madeira terminado, em cima, por uma cabeça de leão de metal branco e, em baixo, por guardas do mesmo metal; aloja-se numa bainha de couro preto, de 0,580 m de comprimento, guarnecida por bocal e ponteira, ambos de metal branco e com alturas de 0,100 m o primeiro e 0,110 m a segunda; um grampo fixo, no bocal, permite suspender o conjunto como refere a alínea i).