A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, em 25 de março de 2025. - A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em 21 de março de 2025. - O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em 26 de março de 2025.
ANEXO
(a que se refere o artigo 1.º)
PLANO DE GESTÃO DA ZEC ALVÃO/MARÃO (PTCON0003)
LOCALIZAÇÃO
A ZEC Alvão/Marão, com uma área total aproximada de 58 766 ha, localiza-se nos concelhos de Amarante, Baião, Mesão Frio, Mondim de Basto, Peso da Régua, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real, conforme se apresenta no quadro 1. A sua localização encontra-se representada cartograficamente na figura 1, estando os seus limites disponíveis no geocatálogo da Autoridade Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Quadro 1 - Unidades territoriais abrangidas pela ZEC Alvão/Marão
Unidade territorial (UT)
Área da ZEC na UT (hectares)
Proporção da UT ocupada pela área da ZEC
Proporção da área da ZEC na UT
Amarante
8 256
27 %
14 %
Baião
1 515
9 %
2 %
Mesão Frio
99
4 %
1 %
Mondim de Basto
10 759
63 %
18 %
Peso da Régua
1 123
12 %
2 %
Ribeira de Pena
5 802
27 %
10 %
Sabrosa
23
1 %
1 %
Santa Marta de Penaguião
2 659
38 %
4 %
Vila Pouca de Aguiar
13 533
31 %
23 %
Vila Real
14 997
40 %
25 %
Total
58 766
-
100 %
(fonte: CAOP2019)
Figura 1 - Enquadramento territorial da ZEC Alvão/Marão.
(Fonte: CAOP 2019 - DGT)
CARACTERIZAÇÃO
Na ZEC Alvão/Marão as classes dominantes de ocupação de solo refletem a presença de uma paisagem tipicamente serrana onde os matos e matagais, em conjunto com as manchas florestais, ocupam mais de 75 % do território. Neste contexto, assumem particular relevância as áreas cobertas por matos e matagais na medida que ocupam mais de 40 % de toda a ZEC. Esta situação pode ser constatada em áreas de cume e de encostas das duas serras que integram o território desta área classificada.
As manchas florestais também são uma importante marca fisiográfica da ZEC, particularmente em zonas de alta e média montanha. Conjuntamente, os diferentes tipos de florestas cobrem quase 37 % do território da ZEC onde se realçam as florestas de resinosas (23,68 %), substancialmente constituídas por pinheiro-bravo, e as florestas de folhosas autóctones (12,79 %), essencialmente constituídas por carvalhos e outras folhosas. Comparativamente às anteriores, as áreas de floresta alóctone (eucaliptais) representam uma residual fração florestal.
As áreas agrícolas, contínuas ou em mosaico, constituem também uma importante fração territorial da ZEC, na medida em que ocupam vastas zonas de vertente e de fundo de vale. Com frequência fazem fronteira com manchas florestais, assim como com matos e matagais.
Também associadas com matos e matagais, e um pouco ao longo de linhas de crista e topos de vertente, seguem-se as áreas de vegetação natural esparsa (4,39 %). Uma pequena fração destas áreas é constituída por rocha nua, de que são exemplo algumas cristas graníticas (na Serra do Alvão) e quartzíticas (na Serra do Marão).
Seguem-se os territórios artificializados (3,46 %), os quais são essencialmente constituídos por pequenas aldeias rodeadas por áreas agrícolas, mas também por infraestruturas viárias e pedreiras. Merece ainda referência a ocorrência pontual de prados e pastagens (2,24 %), já os cursos de água e os corpos de água artificiais representam frações, de certa forma, residuais da ZEC Alvão/Marão.
VALORES NATURAIS PROTEGIDOS
Na ZEC Alvão/Marão ocorrem com presença significativa 15 tipos de habitat (quadro 2) e 28 espécies da flora e da fauna (quadro 3) dos anexos i e ii da Diretiva Habitats, respetivamente.
A ZEC assume especial relevância para a conservação de 11 destes tipos de habitat, 6 espécies da flora e 15 espécies da fauna, valores que constituem prioridades de conservação e para os quais se impõem medidas de gestão mais urgentes (valores alvo assinalados com um # e a negrito nos quadros 2 e 3).
Quadro 2 - Tipos de habitat do anexo i da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código
Habitat
3130
# Águas paradas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e/ou da Isoeto-Nanojuncetea
3260
# Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
4020
# Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
4030
Charnecas secas europeias
4090
Charnecas oromediterrânicas endémicas com giestas espinhosas
6160
Prados oro-ibéricos de Festuca indigesta
6230
# Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos siliciosos das zonas montanas (e das zonas submontanas da Europa continental)
6410
# Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae)
6510
# Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
7140
# Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes
8220
Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
91B0
# Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia
91E0
# Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)
9230
# Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
92A0
# Florestas-galeria de Salix alba e Populus alba
Quadro 3 - Espécies de flora e da fauna do anexo ii da Diretiva Habitats com presença significativa na ZEC
Código
Grupo
Espécie
1388
PL
# Bryoerythrophyllum campylocarpum
1885
PL
Festuca elegans (sin. F. elegans subsp. merinoi)
1891
PL
# Festuca summilusitana
1888
PL
Festuca duriotagana
1428
PL
# Marsilea quadrifolia
1390
PL
# Marsupella profunda
1865
PL
# Narcissus asturiensis (N. minor subsp. asturiensis)
1733
PL
# Veronica micrantha
6199
I
# Euplagia quadripunctaria (sin. Callimorpha quadripunctaria)
1024
I
# Geomalacus maculosus
1088
I
# Cerambyx cerdo
1041
I
# Oxygastra curtisii
1036
I
# Macromia splendens
1046
I
# Gomphus graslinii
5296
P
# Pseudochondrostoma duriense (sin. Chondrostoma polylepis)
1172
A
# Chioglossa lusitanica
1194
A
# Discoglossus galganoi
1259
R
# Lacerta schreiberi
1221
R
Mauremys leprosa
1304
M
Rhinolophus ferrumequinum
1308
M
# Barbastella barbastellus
1307
M
# Myotis blythii
1321
M
Myotis emarginatus
1323
M
# Myotis bechsteinii
1324
M
Myotis myotis
1301
M
# Galemys pyrenaicus
1355
M
Lutra lutra
1352
M
# Canis lupus
Grupo: PL - Planta; I - Invertebrado; A - Anfíbio; R - Réptil; M - Mamífero.
OBJETIVOS DE CONSERVAÇÃO
Os objetivos de conservação para os valores com presença significativa são identificados no quadro 4 e constituem o quadro de referência das medidas de conservação definidas para a gestão da ZEC. São ainda identificadas as metas a atingir no período de vigência do plano e os respetivos indicadores de resultado.
Considerando o grau de desconhecimento existente da condição ecológica de Cerambyx cerdo, Geomalacus maculosus e Gomphus graslinii nesta área classificada, para estas espécies não são identificados objetivos de conservação para a gestão da ZEC, sendo certo, no entanto, que as mesmas beneficiarão das medidas de conservação a adotar na conservação dos restantes valores associados aos biótopos preferencialmente utilizados por elas. O plano identifica medidas de conservação complementares visando colmatar as lacunas de conhecimento de forma a permitir futuramente a definição dos objetivos de conservação para estas espécies de invertebrados.
A integridade ecológica da ZEC fica, deste modo, enquadrada pelo conjunto dos objetivos de conservação definidos, cuja prossecução permitirá contribuir para os objetivos da Diretiva Habitats, ou seja, assegurar a biodiversidade através da manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos tipos de habitat e das espécies presentes nos sítios, e para a coerência da rede Natura 2000.
Quadro 4 - Objetivos de conservação para a gestão da ZEC
Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas, tempori-higrófilos e higroturfófilos
Objetivos de conservação
Indicadores
Metas
1.1. Manter o grau de conservação do habitat 3130 - Águas paradas, oligotróficas a mesotróficas, com vegetação da Littorelletea uniflorae e/ou da Isoeto-Nanojuncetea
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
1.2. Manter o grau de conservação do habitat 3260 - Cursos de água dos pisos basal a montano com vegetação da Ranunculion fluitantis e da Callitricho-Batrachion
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
1.3. Melhorar o grau de conservação e travar o declínio da área do habitat 4020 - Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix
• Área ocupada pelo habitat (ha)
• Manter a área ocupada pelo habitat
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada
1.4. Melhorar o grau de conservação e travar o declínio da área do habitat 7140 - Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes
• Área ocupada pelo habitat (ha)
• Manter a área ocupada pelo habitat
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada
1.5. Melhorar o grau de conservação do habitat 91B0 - Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia
• Área ocupada pelo habitat (ha)
• Aumentar a área ocupada pelo habitat
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada
1.6. Manter o grau de conservação do habitat 91E0 - Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae) e reverter o declínio da área do habitat 91E0
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
• Área ocupada pelo habitat (ha)
• Aumentar a área ocupada pelo habitat
1.7. Manter o grau de conservação do habitat 92A0 - Florestas-galeria de Salix alba e Populus alba
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
1.8. Manter o grau de conservação do habitat de Bryoerythrophyllum campylocarpum
• Área de habitat adequado para a espécie
• Manter a área de habitat adequado para a espécie
• Número de núcleos populacionais
• Manter número de núcleos populacionais
• Densidade populacional
• Manter densidade populacional
1.9. Melhorar o grau de conservação do habitat de Marsilea quadrifolia
• Área de habitat adequado para a espécie
• Aumentar a área de habitat adequado para a espécie
• Núcleos populacionais
• Assegurar a existência do núcleo populacional da foz do rio Corgo
1.10. Manter o grau de conservação do habitat de Oxygastra curtisii e Macromia splendens
• Extensão do habitat com qualidade ecológica
• Manter a extensão do habitat com qualidade ecológica
1.11. Manter o grau de conservação do habitat de Chioglossa lusitanica
• Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie
• Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie
• Manter a área de habitat adequado para a espécie
1.12. Manter o grau de conservação do habitat de Lacerta schreiberi
• Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie
• Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie
• Manter a área de habitat adequado para a espécie
1.13. Manter o grau de conservação do habitat de Pseudochondrostoma duriense
• Extensão do habitat com qualidade ecológica
• Manter a extensão do habitat com qualidade ecológica
• Tendência populacional
• Manter a tendência populacional
1.14. Manter o grau de conservação do habitat de Galemys pyrenaicus
• Expressão linear da presença da espécie
• Manter a expressão linear da presença da espécie
• Densidade populacional
• Manter a densidade populacional
• Número de barreiras
• Melhorar a conectividade fluvial
1.15. Manter o grau de conservação do habitat de Mauremys leprosa
• Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie
• Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie
• Manter a área de habitat adequado para a espécie
1.16. Manter o grau de conservação do habitat de Lutra lutra
• Expressão linear da presença da espécie
• Manter a expressão linear da presença da espécie
• Densidade populacional
• Manter a densidade populacional
Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas
Objetivos de conservação
Indicadores
Metas
2.1. Manter o grau de conservação do habitat 6230 - Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos siliciosos das zonas montanas (e das zonas submontanas da Europa continental)
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
2.2. Manter o grau de conservação do habitat 6410 - Pradarias com Molinia em solos calcários, turfosos e argilo-limosos (Molinion caeruleae) e travar o declínio da área do habitat 6410
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
2.3. Manter o grau de conservação do habitat 6510 - Prados de feno pobres de baixa altitude (Alopecurus pratensis, Sanguisorba officinalis)
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
2.4. Manter o grau de conservação do habitat de Veronica micrantha
• Área de habitat adequado para a espécie
• Manter a área de habitat adequado para a espécie
• Número de núcleos populacionais
• Manter o número de núcleos populacionais
• Densidade populacional dos núcleos
• Manter densidade populacional dos núcleos
2.5. Manter o grau de conservação do habitat de Euplagia quadripunctaria
• Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pelas espécies
• Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
2.6. Manter o grau de conservação do habitat de Discoglossus galganoi
• Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie
• Manter o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie
• Manter a área de habitat adequado para a espécie
Tipos de habitat e espécies rupestres e de prados e matos mesófilos a xerófilos
Objetivos de conservação
Indicadores
Metas
3.1. Manter o grau de conservação do habitat 4030 - Charnecas secas europeias
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
3.2. Manter o grau de conservação do habitat 4090 - Charnecas oromediterrânicas endémicas com giestas espinhosas
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
3.3. Manter o grau de conservação do habitat 6160 - Prados oro-ibéricos de Festuca indigesta
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
3.4. Manter o grau de conservação do habitat 8220 - Vertentes rochosas siliciosas com vegetação casmofítica
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Manter a área de habitat em boa condição ecológica
3.5. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca duriotagana
• Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
• Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
• Densidade de ocupação
• Manter a densidade de ocupação
3.6. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca elegans
• Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
• Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
• Densidade de ocupação
• Manter a densidade de ocupação
3.7. Manter o grau de conservação do habitat de Festuca summilusitana
• Quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
• Manter o número de quadrículas 1 × 1 km com presença da espécie
• Densidade de ocupação
• Manter a densidade de ocupação
3.8. Manter o grau de conservação do habitat de Marsupella profunda
• Número de núcleos populacionais
• Manter o número de núcleos populacionais
• Densidade populacional dos núcleos
• Manter densidade populacional dos núcleos
3.9. Manter o grau de conservação do habitat de Narcissus asturiensis
• Número de núcleos populacionais
• Manter o número de núcleos populacionais
• Densidade populacional dos núcleos
• Manter densidade populacional dos núcleos
Tipos de habitat e espécies de bosques mesófilos
Objetivos de conservação
Indicadores
Metas
4.1. Melhorar o grau de conservação do habitat 9230 - Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica
• Área ocupada pelo habitat (ha)
• Aumentar a área ocupada pelo habitat
• Área de habitat com estrutura bem conservada (ha)
• Aumentar a área de habitat com estrutura bem conservada
4.2. Manter o grau de conservação do habitat de Barbastella barbastellus
• Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie
• Aumentar o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie
• Aumentar a área de habitat adequado para a espécie
4.3. Manter o grau de conservação do habitat de Myotis bechsteinii
• Quadrículas 1 × 1 km ocupadas pela espécie
• Aumentar o número de quadrículas 1 × 1 km ocupadas
• Área de habitat adequado para a espécie
• Aumentar a área de habitat adequado para a espécie
Morcegos cavernícolas
Objetivos de conservação
Indicadores
Metas
5.1. Manter o grau de conservação do habitat de Myotis blythii, Rhinolophus ferrumequinum, Myotis emarginatus e Myotis myotis
• Número de abrigos de importância nacional com condições favoráveis
• Manter todos os abrigos de importância nacional na ZEC
• Tendência populacional
• Tendência estável
Lobo
Objetivos de conservação
Indicadores
Metas
6.1. Melhorar o grau de conservação do habitat de Canis lupus
• Número de grupos reprodutores (alcateias)
• Aumentar o número de grupos reprodutores
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
O Plano de Gestão identifica as medidas de conservação complementares às previstas no Decreto-Lei n.º 28/2025, de 20 de março, que visam dar resposta às exigências ecológicas dos valores com prioridade em termos de conservação (valores alvo), definidas em função da condição destes e dos condicionamentos e contextos de ordem legal, social, organizacional, económica e financeira.
As medidas de conservação complementares estabelecidas para a gestão da ZEC Alvão/Marão e respetivo quadro operacional estão identificados no quadro 5, com a definição dos indicadores de realização, as respetivas metas, as entidades envolvidas na execução e a calendarização.
A informação relevante para a execução das medidas de conservação complementares é apresentada de forma detalhada nas «Fichas das Medidas de Conservação Complementares».
Quadro 5 - Quadro operacional das medidas de conservação complementares
Medida de conservação complementar
Relevância*
Indicadores de realização
Meta
Entidade responsável
Entidades envolvidas
Calendarização
Início
Fim
MC1. Restabelecer a composição, estrutura e continuidade do ecossistema fluvial e ribeirinho
2
Proporção de galeria ripícola objeto de projetos de restauro orientado para a promoção dos tipos de habitat alvo
50 % da galeria ripícola degradada com ocorrência real ou potencial dos tipos de habitat alvo
APA/ARH
Autoridade de gestão do PEPAC
Municípios e suas associações
CCDR/Agri
ICNF
Proprietários e agricultores e suas organizações
Ano 1
Ano 10
Proporção das estruturas de génese informal e ilegal eliminadas (sujeitas a prévia ponderação)
100 % das estruturas assinaladas para eliminação
MC2. Promover a gestão dos prados, pastagens e mosaicos higroturfófilos
1
Proporção de área contratualizada
50 % da área elegível
ICNF
GPP
Gestores florestais e produtores agrícolas
Autoridade de gestão do PEPAC
Ano 1
Ano 10
MC3. Promover a manutenção de pastagens permanentes com alto valor natural
2
Proporção de área contratualizada
70 % da área elegível
ICNF
GPP
Produtores agrícolas
Comunidades locais
Autoridade de gestão do PEPAC
CCDR/Agri
Ano 1
Ano 10
MC4. Promover a proteção dos efetivos pecuários
1
Percentagem dos produtores pecuários que usam medidas de proteção do efetivo pecuário
100 % dos produtores pecuários
ICNF
GPP
Autoridade de gestão do PEPAC
CCDR/Agri DGAV
Produtores pecuários
Órgãos de Gestão de Baldios
Ano 1
Ano 10
Número de ataques de lobo
Tendência decrescente no número de ataques de lobo
MC5. Criação de um sistema de valorização de produtos pecuários associados à presença do lobo
3
Produção do estudo de mercado e plano de comercialização associado
Um estudo/plano
ICNF
GPP
Associações de produtores pecuários
Associações de desenvolvimento local
Grupos de ação local ONG
Ano 7
Ano 10
MC6. Realização regular de reuniões participativas com criadores de gado e seus representantes para identificação de soluções de compatibilização da atividade pecuária com a presença de lobo
1
Número de sessões
Duas sessões por ano
ICNF
Autoridade de gestão do PEPAC
DGAV
Produtores pecuários
Associações de desenvolvimento local
Juntas de freguesia
Órgãos de gestão de baldios
Associações de criadores de raças autóctones
ONG
Ano 1
Ano 10
Proporção de produtores participantes
100 % dos produtores pecuários da ZEC
MC7. Promover a gestão de tipos de habitat florestais
1
Proporção de área contratualizada
50 % da área elegível
ICNF
GPP
Autoridade de gestão do PEPAC
Produtores florestais CCDR/Agri
Órgãos de gestão de baldios
Juntas de freguesia
Entidades gestoras das ZIF
Ano 1
Ano 10
MC8. Adaptar o planeamento e a operacionalização da gestão integrada dos fogos rurais à salvaguarda dos valores naturais protegidos
2
Proporção de planos/programas adaptados e incluindo diretrizes de salvaguarda
Proporção de planos de recuperação pós-incêndio com medidas orientadas para o restauro e salvaguarda dos valores naturais protegidos
100 %
ICNF
Comissões Regionais, Sub-Regionais e Municipais de Gestão Integrada de Fogos Rurais Entidades
Gestoras de AIGP
Comunidades Intermunicipais
APA
CCDR
Proprietários e gestores florestais e suas associações Empresas
Municípios
Ano 1
Ano 10
MC9. Manutenção das condições adequadas dos abrigos de morcegos com importância nacional
2
Proporção de abrigos com condições de entrada adequadas
100 % dos abrigos
ICNF
DGEG
Proprietários
Ano 1
Ano 10
MC10. Reforçar a fiscalização
2
Número de ações de fiscalização por ano
24 ações (2 ações por mês)
ICNF
SEPNA/GNR
Municípios
Ano 1
Ano 10
MC11. Sensibilizar a população local e os visitantes para a conservação dos valores naturais da ZEC
3
Data da criação de conteúdos digitais
Ano 5 da implementação do plano de gestão
ICNF
Autoridade de gestão do PEPAC
CCDR/Agri
CCDR
Turismo do Porto e Norte
Municípios
Órgãos de gestão de baldios
Escolas
Organizações de produtores pecuários
Associações de criadores de raças autóctones
Associações de desenvolvimento local
ONG
Academia
Comunidades locais
Ano 1
Ano 10
Número de iniciativas
Uma iniciativa por ano
MC12. Deteção, controlo e gestão de espécies invasoras
2
Data de elaboração do plano de controlo de espécies exóticas invasoras
Ano 3 da implementação do plano de gestão
ICNF
CCDR/Agri
Municípios
Autoridade de gestão do PEPAC
Gestores florestais Proprietários
Associações de desenvolvimento local
ONGA
Órgãos de gestão de baldios
Centros de investigação
Ano 1
Ano 10
Proporção das áreas prioritárias intervencionadas
100 % das áreas prioritárias
MC13. Estabelecer plano de deteção e atuação frente a pragas e doenças florestais
2
Data de estabelecimento do plano
Ano 5 da execução do plano de gestão
ICNF
Proprietários e gestores florestais
APA
Associações de desenvolvimento local
Centros de investigação
ONG
Ano 1
Ano 5
MC14. Colmatar lacunas de informação referentes a espécies alvo de flora e fauna na ZEC
3
Data de conclusão do estudo
Ano 6 da execução do plano de gestão
ICNF
Centros de investigação
ONGA
Setor privado
Ano 1
Ano 6
MC15. Plano de restauro das condições de habitat propícias para o trevo-aquático Marsilea quadrifolia
1
Data de elaboração do plano de restauro
Ano 3 da implementação do plano de gestão
ICNF
APA Municípios
Ano 1
Ano 10
Proporção das intervenções realizadas
100 % das intervenções previstas no plano
MC16. Promover a permeabilidade das infraestruturas existentes na ZEC e sua envolvente
2
Data de elaboração do estudo (diagnóstico)
Ano 3 da implementação do plano de gestão
ICNF
Infraestruturas de Portugal
CCDR
Concessionários de infraestruturas viárias
Municípios
Ano 1
Ano 10
Proporção de áreas prioritárias intervencionadas
100 %
MC17. Assegurar densidades de presas selvagens de lobo adequadas ao habitat
2
Data de elaboração do estudo das populações de presas
Ano 3 da implementação do plano de gestão
ICNF
Centros de investigação
Entidades titulares e gestoras das zonas de caça
Organizações do setor da caça de 1.º nível
Órgãos de gestão de baldios
Organizações de produtores florestais
ONG
Ano 1
Ano 10
Exploração cinegética de espécies presa compatíveis com densidades mínimas adequadas para o lobo
100 % dos planos de gestão cinegética ajustados às densidades mínimas para o lobo
MC18. Estabelecer e consolidar os critérios e parâmetros de quantificação e avaliação dos objetivos de conservação, e os recursos necessários para a execução das medidas de conservação
1
Quadro de densificação dos objetivos de conservação, indicadores e metas
Quadros aprovados pela(s) entidade(s)
responsável(eis) pelo plano de gestão até ao final do 2.º ano de execução do plano
ICNF
GPP
Norte2030
Ano 1
Ano 2
Quadro de estimativa preliminar dos recursos financeiros, humanos e técnicos para os primeiros cinco anos de execução do plano
* O campo relevância representa a importância relativa de cada uma das medidas de conservação e encontra-se classificado da seguinte forma: 1 - Muito elevada; 2 - Elevada; 3 - Média.
MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO REGULAMENTARES
O plano de gestão aplica-se complementarmente a um conjunto de medidas de natureza regulamentar e preventiva, identificadas e operacionalizadas no Decreto-Lei n.º 28/2025, de 20 de março.
VIGÊNCIA DO PLANO DE GESTÃO
O plano de gestão terá uma vigência de 10 anos.
ACOMPANHAMENTO
A execução do plano de gestão é objeto de acompanhamento continuado ao longo do seu período de vigência.
O acompanhamento é coordenado pelo ICNF com a participação das autoridades corresponsáveis em razão da matéria, das administrações central e local, das entidades representativas dos agentes e operadores dos setores económico, social, da sociedade civil e dos proprietários, relevantes para a prossecução dos objetivos do plano.
Será efetuada uma avaliação intercalar ao quinto ano de vigência do plano, a qual incluirá o ponto de situação intermédio da execução das medidas, um balanço das medidas concluídas, das medidas em curso e das medidas não iniciadas. Da análise da realização intermédia atingida face às metas estabelecidas para a medida, a entidade responsável pelo acompanhamento do plano de gestão deverá decidir sobre as alterações necessárias no plano de gestão, num quadro de articulação institucional, a propor às respetivas tutelas. Caso seja necessário, deverá ser elaborada uma versão revista das fichas das medidas de conservação.
No final do seu período de vigência, a eficácia do plano de gestão deve ser avaliada num exercício de análise cruzada entre o grau de execução das medidas de conservação e a evolução da condição dos valores alvo. Para esta avaliação relacionam-se os resultados finais da execução das medidas (através dos indicadores de realização) e do cumprimento dos objetivos de conservação (através dos indicadores de resultado). O relatório desta avaliação final deverá também incluir a análise da evolução dos fatores externos com eventual impacto na gestão da ZEC (por exemplo, das pressões e atividades mais relevantes, das condicionantes legais e dos instrumentos de financiamento das medidas de conservação), a descrição da análise efetuada no período em causa para a evolução dos indicadores de realização, a descrição das alterações intercalares efetuadas e respetiva fundamentação, e as propostas de alteração do plano de gestão.
A aferição dos indicadores de resultado decorrerá dos procedimentos correntes de monitorização da rede Natura 2000 a que o Estado português está obrigado no âmbito da implementação da Diretiva Habitats.
O quadro 6 estabelece a correspondência entre as medidas de conservação complementares e os objetivos de conservação para os quais concorrem, cuja avaliação final permite decidir sobre a necessidade de manutenção/exclusão/alteração da medida no ciclo de programação seguinte. No referido quadro são assinalados (a cinza) os campos a preencher em sede de avaliação final da implementação do plano de gestão.
Quadro 6 - Modelo de matriz de avaliação final da implementação do plano de gestão
1. Tipos de habitat e espécies aquáticos, ripícolas, tempori-higrófilos e higroturfófilos
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão (Manter/Não manter/Altera)
Obs.
2. Tipos de habitat e espécies de formações herbáceas mesófilas a higrófilas
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/ meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão (Manter/Não manter/Altera)
Obs.
3. Tipos de habitat e espécies rupestres e de prados e matos mesófilos a xerófilos
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/ meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão (Manter/Não manter/Altera)
Obs.
4. Tipos de habitat e espécies de bosques mesófilos
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/ meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão (Manter/Não manter/Altera)
Obs.
5. Morcegos cavernícolas
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/ meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão (Manter/Não manter/Altera)
Obs.
6. Lobo
Objetivo de conservação
[Indicador de resultado]
Meta
Meta alcançada
Medida de conservação complementar
Indicador de realização
Realização atingida/ meta
Grau de execução
(não iniciada/em curso/concluída)
Revisão (Manter/Não manter/Altera)
Obs.
FICHAS DE MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO COMPLEMENTARES
Fontes de Financiamento - Glossário:
PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal 2023-2027
Norte 2030 - Programa Operacional Regional do Algarve (FEDER)
LIFE - Instrumento de financiamento da União Europeia para o ambiente e a ação climática
PRR - Plano de Recuperação e Resiliência
I&D - Investigação e Desenvolvimento
OE - Orçamento de Estado
PNA-PNGIFR - Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais
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