- 1 -A avaliação fitossanitária de árvores tem por objetivo a deteção e identificação de problemas nas diversas componentes das árvores, como cavidades, fendas, perda de ritidoma, pernadas e ramos partidos, inclinação da árvore, problemas estruturais da copa entre outras situações, assim como pragas e doenças (fungos, bactérias e vírus) e do risco da sua ocorrência, com possíveis consequências fisiológicas ou mecânicas nos exemplares afetados, com indicação dos meios de proteção. Desta forma, as árvores devem ser alvo de inspeções periódicas, para deteção de problemas biomecânicos e fitossanitários, que afetem negativamente a sua funcionalidade e longevidade e que coloquem em causa a segurança de pessoas, animais ou bens.
- 2 -A monitorização deve passar pela avaliação do estado interno do lenho (tronco e pernadas), sempre que os danos visuais e o cálculo do risco assim o determinem, através dos equipamentos específicos para o efeito, como o resistógrafo, tomógrafo, fractómetro e martelo de impulsos. Deve ainda identificar os organismos nocivos existentes e o seu impacto na saúde das árvores, assim como nos serviços proporcionados pelas árvores e no usufruto do espaço envolvente, pelo que, sempre que necessário, deverão ser realizadas análises de solo (deteção de organismos patogénicos como fungos e bactérias e deficiências nutricionais), análises foliares e de material lenhoso (deteção de organismos patogénicos), identificação de macrofungos presentes no lenho, insetos, ou a identificação de doenças do foro bacteriano. Para o feito, poderá recorrer-se a laboratórios ou a empresas especialistas com competências no diagnóstico e luta contra pragas e doenças.
Artigo 40.º — Avaliação Biomecânica e Fitossanitária
Vigente desde: 27/01/2026