041625 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Santos Botelho
Processo: 041625
Acórdão
Descritores: Processo disciplinar, Nulidade insuprível, Qualificação jurídica dos factos, Confissão
Decisão: Nega provimento
Votação: Maioria; c/Voto de Vencido
Meio Processual: Recurso contencioso
Nr Convencional: JSTA00050949
Nr Documento: SA119981217041625
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/d74ed9fcb6d6c6db802568fc0039f4c1
Sumário
I - Não se verifica a nulidade a que alude o n. 2 parte do n. 1 do art. 42 do E.D. quando, para além de se terem realizado todas as diligências instrutórias requeridas pelo Arguido, se procederam às diligências destinadas a averiguar os factos decisivos para o apuramento da da responsabilidade disciplinar do dito Arguido. II - Ao proceder à qualificação jurídica dos factos apurados em processo disciplinar a Administração não actua no exercício de poderes discricionários. III - A subsunção de tais factos numa cláusula punitiva corresponde a uma actividade de aplicação de lei inserindo-se, por isso, num dos aspectos vinculados do poder disciplinar. IV - Em processo disciplinar a confissão, para relevar, terá de ser feita em tempo útil devendo contribuir decisivamente para a descoberta da verdade e não resultar da evidência dos factos.