0076851 - Tribunal da Relação de Lisboa
Tribunal da Relação de LisboaTRL
Relator: Lopes Bento
Processo: 0076851
Acórdão
Descritores: Mútuo, Juros compensatórios, Presunção juris tantum, Imposto de capitais, Tribunal competente, Tribunal comum, Tribunal fiscal
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Agravo
Nr Convencional: JTRL00013761
Nr Documento: RL199401210076851
Indicações Eventuais: TEIXEIRA RIBEIRO LIÇÕES DE FINANÇAS PAG337.
V A REIS CPC ANOT 1 PAG201.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jtrl.nsf/33182fc732316039802565fa00497eec/610ff320ce6046808025680300021d5d
Sumário
I - Face ao fluxo de capitais entre a sociedade autora e a outra sociedade, o Código do Imposto de Capitais presume um mútuo, isto é, um empréstimo que vence juros, logo passíveis de imposto de capitais. II - Trata-se de uma presunção juris tantum, ilidível através de decisão judicial proferida em acção intentada contra o Estado que comprove o carácter gratuito do fluxo de capitais. III - Tal tipo de acção nada tem a ver com a liquidação do tributo e está fora da competência material dos Tribunais Tributários elencada no artigo 62 do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais (DL 129/84, de 27 de Abril). IV - Assim, é o tribunal comum o competente em razão da matéria para tal tipo de acção atenta a sua competência residual (artigo 66, CPC) e porque a causa não está atribuída à jurisdição fiscal, cfr. artigo 14 da Lei 82/77, de 6 de Dezembro.