I- É de afastar a culpa do arguido, condutor de uma ambulância, que, em serviço de urgência, devidamente assinalada com sinais sonoros e luminosos, transportava um doente grave; e quando já tinha entrado na rotunda, depois de ultrapassar pela direita um autocarro que se tinha encostado à esquerda, aguardando a passagem daquela, foi embatida na parte lateral esquerda, do meio para trás, por um veículo pesado que já circulava nessa rotunda, preparando-se para sair desta. O condutor deste só depois do embate se apercebeu de que o mesmo tinha sido contra a ambulância, circulando de forma descuidada e imperita.
II- No caso, a ambulância era um veículo prioritário, cumprindo ao condutor do veículo pesado ceder a passagem, o que não aconteceu por circular de forma descuidada e imperita, sendo que aquando da colisão a ambulância já circulava no interior da rotunda, não se tendo provado que o embate tenha sido devido ao facto de o condutor da ambulância ter entrado naquela sem atender ao trânsito que ali se processava.