010936 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Inácio Fernandes
Processo: 010936
Acórdão
Descritores: Instituto do azeite e produtos oleaginosos, Exportação de azeite, Processo disciplinar, Infracção contra a economia nacional, Nulidade insuprivel, Acusação, Violação de lei, Erro nos pressupostos de direito, Recurso contencioso, Prazo, Arguição de vicios, Petição
Recorrente: Armazens Rodrigues & Comp Sarl
Recorridos: Director do Iapo
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Recurso contencioso
Objeto: DEL IAPO DE 1977/07/26.
Nr Convencional: JSTA00011131
Nr Documento: SA119781221010936
Data de Entrada: 13/10/1977
Áreas Temáticas: DIR ADM GER. DIR ADM CONT. DIR ADM ECON. DIR SANCIONATORIO.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/66908ac6e6efccfe802568fc0036df5a
Sumário
I - O termo do prazo para a interposição de recurso que recaiu em ferias transferiu-se para o primeiro dia util apos as mesmas. II - A arguição de vicio que tem por base questão de direito tem de ser feita na petição. III - Não enferma de vicio de forma a acusação em processo disciplinar quando imputa a entidade que exerce actividade coordenada pelo Instituto do Azeite e Produtos Oleaginosos a exportação de determinado lote de azeite, cuja amostra nele recolhida revela, em analise, não ter o mesmo as caracteristicas legalmente estabelecidas. IV - Não constitui nulidade insuprivel a invocação na acusação de preceito que impõe dever ao acusado, mesmo que ele se considere derrogado. V - Recolhida amostra na forma legal e verificado em analise que o produto não revelava as caracteristicas legais, e de considerar averiguada a infracção imputada a entidade que nessas condições o exportou. VI - Não ha violação de lei, por erro de direito, quando o acto punitivo se fundamenta no preceito que genericamente define a infracção.