Aprova o Programa Regional de Ordenamento Florestal do Alentejo (PROF ALT)
Objeto
É aprovado o Programa Regional de Ordenamento Florestal do Alentejo (PROF ALT), publicando-se em anexo o Regulamento e Carta Síntese do mesmo, identificados respetivamente como Anexos A e B da presente portaria, e da qual fazem parte integrante.
Planos territoriais preexistentes
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Em 31 de janeiro de 2019.
Natureza jurídica e relação entre instrumentos de gestão territorial
Âmbito territorial
O PROF do Alentejo abrange os territórios englobados na região NUTS de nível III e municípios apresentados no quadro seguinte:
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Definições
Para efeitos do presente Regulamento entende-se por:
Princípios e objetivos
Participação na aplicação
Para a aplicação prática das ações do PROF Alentejo, devem ser convocados a participar ativamente e a cooperar todas as entidades e autoridades públicas, locais, regionais ou nacionais, que, por força das suas atribuições e responsabilidades, tutelem espaços florestais.
Conteúdo documental do PROF
Regime florestal e floresta modelo
Espécies protegidas e sistemas florestais objeto de medidas de proteção específicas
O PROF do Alentejo assume como objetivo e promove como prioridade a defesa e a proteção de espécies florestais que, pelo seu elevado valor económico, patrimonial e cultural, pela sua relação com a história e cultura da região, pela raridade que representam, bem como pela sua função de suporte de habitat, carecem de especial proteção, designadamente:
Corredores ecológicos
Objetivos
Visando a concretização de uma nova orientação estratégica para o ordenamento florestal conforme com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 115/2018, de 6 de setembro, são comuns a todas as sub-regiões homogéneas os seguintes objetivos:
Modelos gerais de silvicultura, gestão florestal e de organização territorial
Normas comuns a todas as sub-regiões homogéneas
Risco de incêndio
Áreas florestais expostas a pragas e doenças
Identificação
O PROF do Alentejo compreende as seguintes sub-regiões homogéneas, devidamente identificadas na Carta Síntese, nos termos do artigo 7.º:
Sub-região homogénea Almodôvar e Serra do Algarve
Sub-região homogénea Alqueva e envolventes
Sub-região homogénea Campo Branco
Sub-região homogénea Campos de Beja
Sub-região homogénea Campos de Évora e Reguengos
Sub-região homogénea Charneca do Alto Alentejo
Sub-região homogénea Charneca do Tejo e do Sado
Sub-região homogénea Cintura de Ourique
Sub-região homogénea Estuário e Vale do Baixo Sado
Sub-região homogénea Litoral Alentejano e Mira
Sub-região homogénea Margem Esquerda
Sub-região homogénea Montados do Alentejo Central
Sub-região homogénea Montados do Sado, Viana e Portel
Sub-região homogénea Peneplanície do Alto Alentejo
Sub-região homogénea Pinhais do Alentejo Litoral
Sub-região homogénea Serra de Ossa e Terras do Alandroal
Sub-região homogénea Serra de São Mamede
Sub-região homogénea Serra do Monfurado
Sub-região homogénea Serras do Litoral e Montados de Santiago
Sub-região homogénea Tejo Superior
Sub-região homogénea Terras de Mourão
Explorações sujeitas a PGF
Explorações não sujeitas a PGF
As explorações florestais e agroflorestais privadas de área inferior à mínima obrigatória submetida a PGF, desde que não integradas em ZIF, ficam sujeitas ao cumprimento das seguintes normas mínimas:
Medidas de intervenção comuns à região PROF e medidas relativas às respetivas sub-regiões homogéneas
No Documento Estratégico do PROF do Alentejo, estão consignadas medidas de intervenção comuns à região do PROF, as quais constam do Anexo III do presente Regulamento, bem como medidas de intervenção específicas para as sub-regiões homogéneas, que visam alcançar adequadamente os objetivos específicos inscritos neste Regulamento.
Indicadores
Metas previsionais
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Objetivos comuns à região PROF e objetivos específicos às sub-regiões homogéneas
Os objetivos comuns a toda a região PROF do Alentejo, bem como os objetivos específicos aplicáveis às sub-regiões homogéneas mencionados nos artigos 16.º a 36.º, são monitorizados através dos indicadores contidos no Documento Estratégico do PROF do Alentejo, sem prejuízo de outros que possam ser considerados adequados.
Vigência
O PROF do Alentejo tem um período máximo de vigência de 20 anos, contados a partir da data da sua publicação.
Alterações
Elaboração dos PGF
Limites máximos de área a ocupar por eucalipto
Dinâmica
A alteração dos programas setoriais, programas especiais e planos de âmbito intermunicipal ou municipal preexistentes decorre de acordo com o estabelecido na Lei n.º 31/2014, de 30 de maio, na sua redação atual, e no Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de maio.
Remissões
Quando se verificarem alterações às normas legais e regulamentares citadas no presente Regulamento, as remissões expressas que para elas forem feitas consideram-se automaticamente remetidas para a nova legislação que resultar daquelas alterações.
Normas de intervenção nos espaços florestais
Normas gerais de silvicultura
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Normas aplicáveis ao planeamento florestal da função de Produção
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Normas aplicáveis ao planeamento florestal da função de Proteção
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Normas aplicáveis ao planeamento florestal da função de Conservação de habitats, de espécies da fauna e da flora e de geomonumentos
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Normas aplicáveis ao planeamento florestal da função de Silvopastorícia, caça e pesca nas águas interiores
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Normas aplicáveis ao planeamento florestal da função de Recreio e valorização da paisagem
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Normas de silvicultura preventiva e operações silvícolas mínimas
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Normas aplicáveis ao planeamento florestal em corredores ecológicos e áreas florestais sensíveis
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Normas aplicáveis ao planeamento em espaços florestais não arborizados
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Normas a considerar no âmbito das Infraestruturas florestais, da prevenção de incêndios e da recuperação de áreas ardidas
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Modelos de silvicultura e gestão florestal sustentável
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Medidas de intervenção comuns e específicas por sub-regiões homogéneas:
Medidas
1) Aumentar a resiliência dos espaços florestais aos incêndios (DFCI)
Promover a implementação e manutenção da rede de Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI)
2) Aumentar a resiliência dos espaços florestais relativa a riscos bióticos
3) Reconverter povoamentos mal adaptados e/ou com produtividade abaixo do potencial
Fomentar a reconversão de povoamentos instalados em condições ecológicas desajustadas
4) Assegurar o papel dos espaços florestais na disponibilização de serviços do ecossistema
5) Promover a conservação do solo e da água em áreas suscetíveis a processos de desertificação
6) Controlar e mitigar os processos associados à desertificação
7) Promover a conservação do regime hídrico
8) Reconverter povoamentos mal adaptados e/ou com produtividade abaixo do potencial
9) Revitalizar a atividade apícola
10) Aperfeiçoar a transferência do conhecimento técnico e científico mais relevante para as entidades gestoras de espaços florestais
11) Promover a conservação e valorização dos valores naturais e paisagísticos
12) Promover a melhoria da gestão florestal
13) Potenciar o valor acrescentado para os bens e serviços da floresta
14) Promover a Certificação da Gestão Florestal Sustentável
15) Promover a melhoria contínua do conhecimento e das práticas
16) Monitorizar o desenvolvimento dos espaços florestais
Garantir a elaboração de relatórios da monitorização do PROF do Alentejo
17) Aumentar a qualificação técnica dos prestadores de serviços silvícolas e de exploração florestal
Incentivar o desenvolvimento de um programa de formação dirigido aos vários agentes do setor produtivo e às necessidades de formação mais prementes
Objetivos específicos de ordenamento do PROF Alentejo por sub-região homogénea, numeradas de 1 a 21, sendo designadamente:
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Limites máximos de área a ocupar por espécies do género Eucalyptus spp., para efeitos de aplicação do Decreto-Lei n.º 96/2013, de 19 de julho, na sua redação atual
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Carta Síntese do Programa Regional do Ordenamento Florestal do Alentejo
Carta 1 de 7
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Carta 2 de 7
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Carta 3 de 7
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Carta 4 de 7
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Carta 5 de 7
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Carta 6 de 7
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Carta 7 de 7
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