I- Acha-se fundamentado o despacho que contem a descrição factica e a qualificação juridica que o seu autor entendeu ser a correcta.
II- A inexistencia de fundamentação não se confunde com a sua procedencia.
III- Um dos sentidos da exigencia de fundamentação do acto administrativo que decide em contrario da pretensão formulada e possibilitar concretamente ao administrado ficar a saber por que razões o seu pedido foi indeferido.
IV- A regra da alinea a) do n. 1 do artigo 15 do Decreto-Lei n. 166/70, de 15 de Abril, não pode ser aplicada analogicamente, uma vez que os casos de indeferimento estão taxativamente indicados no referido n. 1 do artigo 15.
V- Onde não existem lacunas e ilegitimo o recurso a analogia, que pressupõe a falta de regulamentação juridica, literal ou logica.
VI- O artigo 142, paragrafo unico, diz respeito a uma exigencia para a propria construção em causa, isto e, exige que a construção a licenciar, e não outras, tenha os acessos ali definidos.
VII- Não concorrendo qualquer das causas de indeferimento descritas taxativamente nas alineas do n. 1 do artigo 15 do Decreto-Lei n. 166/70, o acto administrativo que indefere um projecto de construção padece do vicio de violação da lei, pelo que e anulavel.