I- A pensão complementar de reforma, concedida por uma empresa, constante do seu Regulamento Interno, e aceite tacitamente pelos respectivos trabalhadores, insere-se no elenco dos direitos que lhes adivinham dos seus contratos de trabalho, produzindo todos os efeitos na sua esfera jurídica.
II- Assim, a sua revogação está vedada por simples acto discricionário.
III- Todavia, poderá cessar, nos termos do n. 6 do referido Regulamento, combinado com o art. 437 do
CC, quando se verificar a alteração anormal das circunstâncias que determinaram a respectiva concessão.
IV- A sua manutenção afectaria gravemente os princípios da boa fé, uma vez que os trabalhadores tinham perfeito conhecimento de que aquele benefício poderia ser retirado (n. 6 do regulamento) em face de um retrocesso imprevisto da actividade da empresa.