I- O acto de delegação de poderes implica que, embora o delegante conserve, em concorrencia com o delegado, competencia para praticar actos nas materias em que houve delegação, em cada caso concreto o exercicio dessa competencia por um deles esgota a competencia do outro para a pratica do mesmo acto, daqui decorrendo que o acto do delegado pode ser definitivo e executorio, não obstante a permanencia daquela competencia na autoridade delegante.
II- A apreciação da legalidade do acto praticado pelo Governador Geral de Angola por delegação do Ministro do Ultramar e da competencia do Conselho Ultramarino.
E isto não e so por causa da norma especifica do contencioso ultramarino, insita na alinea f) do artigo
2 do DL 39602, de 3/4/54, que regula a competencia especializada do Conselho Ultramarino como Supremo Tribunal Administrativo para o Ultramar, mas tambem porque a expressão "ou tomadas por delegação sua" constante do n. 1 do artigo 15 da LOSTA apenas pretendeu admitir recurso contencioso de actos praticados por delegação dos ministros e subsecretarios de estado
(v.g. Directores Gerais) sem interposição de recurso hierarquico que, na falta daquela expressão, seria necessariamente de exigir.*