021916 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Antonio Samagaio
Processo: 021916
Acórdão
Descritores: Tempestividade do recurso, Prazo processual, Acto administrativo definitivo e executorio, Resolução do conselho de ministros, Acto generico, Credito agricola de emergencia, Fundo de melhoramentos agricolas, Recurso contencioso
Recorrente: Abreu , Maria e Outros
Recorridos: Cm
Votação: Maioria; c/Voto de Vencido
Meio Processual: Recurso contencioso
Objeto: RCM 31/84 IN DR IS 1984/05/25.
Nr Convencional: JSTA00023665
Nr Documento: SA119890314021916
Data de Entrada: 12/12/1984
Aditamento: O recurso e tempestivo uma vez que ao tempo da publicação da Resolução do Conselho de Ministros impugnada era jurisprudencia dominante que a natureza do prazo para a interposição de recurso era processual, nos termos do art. 144 n. 3 do CPC, "ex vi" do art. 103 do RSTA.
Áreas Temáticas: DIR ADM CONT - ACTO.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/a80a2dd1aa602e2d802568fc0038905f
Sumário
I - Acto administrativo definitivo e executorio, e como tal recorrivel contenciosamente e o acto que traduza uma conduta voluntaria da Administração que, no exercicio da sua autoridade, define ou afecta unilateralmente uma concreta e determinada relação juridico-administrativa estabelecida entre ela e qualquer administrado ou que incida sobre uma coisa, constituindo a resolução final e autoritaria de um processo administrativo sobre um conflito individual de interesses de natureza publica. II - A Resolução do Conselho de Ministros n. 31/84, publicada no Diario da Republica, I Serie, de 25 de Maio, que instituiu e regulamentou uma nova linha de credito no dominio do credito agricola de emergencia (CAE) para satisfazer compromissos dos devedores dos financiamentos intercalares face a demora na celebração dos contratos de emprestimo com o Fundo de Melhoramentos Agricolas (FMA), em termos gerais, e fazendo depender essa concessão de requerimento dos interessados e do condicionalismo a fixar pelo Banco de Portugal, não e um acto administrativo definitivo e executorio, mas antes um acto generico, sendo por isso, inimpugnavel contenciosamente.