022123 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Pereira da Silva
Processo: 022123
Acórdão
Descritores: Responsabilidade civil extracontratual, Estado, Acção de indemnização, Excepção peremptoria, Absolvição, Apelação, Tribunais administrativos, Incompetencia em razão da materia, Recurso subordinado, Ordem de conhecimento dos recursos, Acto materialmente judicial, Acto de gestão publica, Agente administrativo, Acto ilicito, Dano emergente, Competencia dos tribunais administrativos, Especificação, Questionario, Facto ilicito, Indemnização, Prescrição, Prazo
Recorrente: Garcia , Jose e Outro
Recorridos: Estado Português
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Recurso jurisdicional
Objeto: SENT AUDITORIA LISBOA.
Nr Convencional: JSTA00023936
Nr Documento: SA119861218022123
Data de Entrada: 11/01/1985
Áreas Temáticas: DIR ADM GER. DIR ADM CONT - RESPONSABILIDADE EXTRA.; DIR PROC CIV.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/0ff7b9015e30b589802568fc00378555
Sumário
I - Tendo os A.A. apelado da sentença que julgou procedente a excepção da prescrição com absolvição do Estado do pedido que aqueles contra ele deduziram, e tendo o Estado interposto recurso subordinado da sentença que julgou o foro administrativo incompetente para conhecer do pedido formulado por aqueles, deve conhecer-se, neste caso, prioritariamente do recurso subordinado. II - E deve conhecer-se prioritariamente do recurso subordinado porque, a julgar-se procedente a excepção de incompetencia do Tribunal Administrativo, o Estado seria absolvido da instancia ficando prejudicado o conhecimento do recurso principal. III - Os actos materialmente judiciais praticados por orgãos ou agentes da Administração não integrados na função judicial, inserem-se na categoria de actos de gestão publica. IV - Assim, o foro administrativo e competente em razão da materia para conhecer de uma acção em que os A.A. demandam o Estado para haver dele indemnização pelos danos decorrentes de actos ilicitos praticados pelos seus agentes. V - E tendo os A.A. fundado o seu pedido na responsabilidade do Estado emergente de factos ilicitos praticados pelos seus agentes que constituem crimes havia que organizar a especificação e questionario a fim de se averiguar da pratica e natureza de tais factos e se decidir, afinal se a prescrição do direito de indemnização invocado pelos A.A. estava sujeito a prazo mais longo que o previsto no n. 1 do art. 498 do Cod.Civil, se esta sujeito a prescrição da lei penal nos termos do n. 3 daquele artigo.