022318 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Benjamim da Silva Rodrigues
Processo: 022318
Acórdão
Descritores: Contencioso aduaneiro, Direito comunitário, Procedimento judicial, Infracção penal, Contra-ordenação
Recorrente: Fazenda Pública
Recorridos: Fonseca , Lino
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Recurso jurisdicional
Objeto: AC TCA DE 1997/02/25.
Nr Convencional: JSTA00052235
Nr Documento: SA219990922022318
Data de Entrada: 17/12/1997
Áreas Temáticas: DIR SANCIONATÓRIO.; DIR COMUN.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/cc8b7609a618f884802568fc003a0cbc
Sumário
I - O conceito de "acto passível de procedimento judicial repressivo" utilizado no art. 3 do Regul. (CEE) n. 1697/79, do Conselho, de 24/7 deve ser entendido enquanto acto integrador de uma infracção criminal. II - Esse é o sentido que decorre, quer do facto do legislador comunitário tomar por referência o quid universalmente aceite como sendo próprio das infracções criminais (a aplicação em primeiro grau das penas por um juiz), quer da circunstância dele não se ter querido intrometer, mas antes respeitar, as políticas criminais nacionais que são a expressão máxima da soberania nacional. III - As mesmas situações de facto podem ter diferente tratamento sancionatório nos diversos Estados-membros, com inclusão ou não no direito penal ou no direito administrativo sancionatório. IV - No regime português, as contra-ordenações não cabem na categoria de "acto passível de procedimento judicial repressivo".