004442 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Girão Cardoso
Processo: 004442
Acórdão
Descritores: Lei de processo nos tribunais administrativos, Vigencia das leis, Representante da fazenda publica, Recurso obrigatorio, Reclamação de creditos, Despacho do relator, Rejeição, Notificação, Arguição de nulidade, Recurso jurisdicional, Imposto directo, Privilegio imobiliario
Recorrente: Fazenda Pública
Recorridos: Moura , Damião
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Recurso jurisdicional
Objeto: DESP TT1INST PORTO PER SALTUM.
Nr Convencional: JSTA00022679
Nr Documento: SA219881207004442
Data de Entrada: 05/02/1987
Áreas Temáticas: DIR FISC - IMPOSTOS. DIR PROC TRIBUT CONT - REC JURISDICIONAL.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/bdd48931c156b8c0802568fc00377371
Sumário
I - Não desencadeia o mecanismo do recurso obrigatorio a contrariedade por decisão judicial da posição assumida pelo representante da Fazenda Publica apos 1 de Outubro de 1985, data da entrada em vigor da Lei de Processo. II - O despacho de rejeição de creditos, uma vez que pode causar prejuizo ao reclamante, carece de ser-lhe notificado, ate para este contra ele poder reagir. III - A omissão da notificação do nomeado despacho integra nulidade secundaria, devendo ser arguida a partir do momento em que dela se tomou conhecimento, em regra mediante reclamação para o proprio tribunal. IV - Porem, se a nulidade se mostra coberta por uma decisão judicial, então o meio proprio para a arguir e o recurso, a interpor e transitar como qualquer outro do mesmo tipo. V - Os impostos directos so gozam de privilegio imobiliario desde que inscritos para cobrança no ano da penhora, ou acto equivalente, e nos dois anos anteriores.