Regula a valorização e promoção do Caminho de Santiago, através da certificação dos seus itinerários
Objeto
O presente decreto-lei tem por objeto a salvaguarda, valorização e promoção do Caminho de Santiago, através da certificação dos seus itinerários.
Âmbito
Considera-se «itinerário do Caminho de Santiago», para efeitos de certificação, um itinerário de peregrinação utilizado, no território português, pelos peregrinos em direção a Santiago de Compostela, que seja de uso consistente, comprovado por fontes históricas, vestígios materiais ou tradição documentalmente registada, bem como o património cultural e natural que lhe seja associado, que observe os critérios de certificação previstos no anexo i do presente decreto-lei e do qual faz parte integrante.
Direção-Geral do Património Cultural
Instituto do Turismo de Portugal, I. P.
Comissão de Certificação
Conselho Consultivo
Entidade gestora
Procedimento de certificação de itinerário
Certificação do itinerário
A decisão de certificação do itinerário é aprovada por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo e da cultura, na sequência da proposta de certificação submetida pela Comissão de Certificação.
Efeitos da certificação
Regras de sinalização
Plano de gestão e valorização do itinerário
Cessação da certificação
Direito subsidiário
Em tudo o que não estiver especificamente regulado no presente decreto-lei, aplica-se o disposto no Código do Procedimento Administrativo, com as necessárias adaptações.
Disposição transitória
[a que se referem o artigo 2.º, a alínea c) do n.º 2 do artigo 7.º, os n.os 3, 4 e 7 do artigo 8.º e o n.º 1 do artigo 12.º]
SECÇÃO A
Critérios aplicáveis à certificação de itinerários do Caminho de Santiago
SECÇÃO B
Critérios complementares para identificação de itinerários ou partes de itinerários de elevado valor patrimonial
Sinalização dos itinerários do Caminho de Santiago Certificado
Julga-se que terá sido o padre Elías Valiña Sampedro quem primeiro começou a pintar setas amarelas para sinalizar o «Caminho Francês» nos anos 70 do século xx. Esta prática foi adotada para a sinalização de muitos itinerários jacobeus e é hoje reconhecida pela generalidade dos peregrinos.
Paralelamente, a declaração do Caminho de Santiago como primeiro Itinerário Cultural Europeu, em 1987, foi acompanhada da apresentação de um símbolo específico, destinado a identificar os elementos que compõem o Caminho de Santiago, de que faz parte a vieira estilizada. O símbolo é da autoria de Macua & García-Ramos e foi selecionado no âmbito de um concurso internacional promovido pelo Conselho da Europa.
A conjugação da vieira e das seta amarelas sobre fundo azul tem sido assumida por um número crescente de instituições, em toda a Europa, como a imagem gráfica oficial para a identificação e sinalização dos itinerários.
Perante o caráter universalista do Caminho de Santiago, percorrido por peregrinos das mais diversas proveniências, justifica-se um esforço de uniformização da sinalética, em torno de um mínimo indispensável de características distintivas.
Pretende-se, deste modo, facilitar a orientação dos utilizadores ao longo dos itinerários, mas também promover uma imagem comum, consentânea com a natureza do Caminho de Santiago enquanto fator de identidade, alicerçada num núcleo fundamental de valores partilhados.
O amarelo é usado globalmente como sinal de direção dos itinerários jacobeus e foi também adotado pelo Conselho da Europa para a vieira, símbolo identificativo do Caminho de Santiago. O azul é a cor de fundo das bandeiras e símbolos das instituições europeias, bem como do Conselho da Europa e da União Europeia.
(ver documento original)
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A concha/vieira é utilizada e reconhecida há centenas de anos como símbolo representativo dos peregrinos jacobeus. O desenho adotado evoca esta tradição ancestral e pretende representar, simultaneamente, a convergência de itinerários que, desde diferentes origens, se dirigem para o mesmo ponto - Santiago de Compostela - localizado a ocidente. Não se trata, portanto, de um indicador de direção e deve ser sempre representada na mesma posição.
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A seta amarela é usada e reconhecida há várias décadas como símbolo de direção do Caminho de Santiago. É recomendável a sua utilização a cada 2 km e em todos os cruzamentos. É recomendável a utilização da seta amarela em conjunto com a concha/vieira, que identifica o Caminho de Santiago.
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Seta vertical direcionada para cima indica que o itinerário correto é em frente ou ao longo da mesma via de circulação.
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Seta horizontal para a esquerda ou inclinada 45º para a esquerda indica a necessidade de virar à esquerda para continuar no itinerário correto.
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Seta horizontal para a direita ou inclinada 45º para a direita indica a necessidade de virar à direita para continuar no itinerário correto.
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Quando se verificar a necessidade de sinalizar situações específicas não contempladas no presente anexo, deve sempre ser respeitado o conceito geral da sinalética, com as devidas adaptações, sem prejuízo de vir a ser desenvolvido documento orientador para sinalização complementar pela Comissão de Certificação.
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