- 1 -Para efeitos do presente diploma, entende-se por espaços florestais as áreas com aptidão predominantemente florestal que, simultaneamente, admitem outros usos compatíveis, subdividindo-se em espaços florestais de produção e espaços florestais de protecção.
- 2 -Nos espaços florestais aplica-se a legislação específica referente às acções de protecção, ordenamento, fomento e exploração florestal.
- 3 -Os espaços florestais de produção correspondem a manchas de solos de baixa fertilidade, sem grandes problemas de estabilidade ecológica, e destinam-se predominantemente ao fomento e exploração florestal e ou a pastagens permanentes semimelhoradas ou naturais.
- 4 -Os espaços florestais de protecção correspondem às áreas ecologicamente mais sensíveis, não englobadas nos espaços culturais e naturais, e destinam-se predominantemente à florestação com espécies autóctones e à produção lenhosa de qualidade.
- 5 -Nos espaços florestais de protecção não é permitida a florestação com espécies de crescimento rápido, nos termos da legislação em vigor.
- 6 -Nas áreas não abrangidas pela faixa de 500 m contada a partir das margens das águas do mar, as novas construções e a ampliação das existentes ficam sujeitas às seguintes prescrições:
- a)Índice máximo de construção líquido - 0,05;
- b)Área máxima de construção para habitação - 300 m2;
- c)Área máxima de construção para instalações agrícolas - 1000 m2;
- d)Número máximo de dois pisos e cércea máxima de 5,5 m para habitação;
- e)Número máximo de um piso e cércea máxima de 5 m para instalações agrícolas;
- f)Afastamento mínimo das edificações e instalações de retenção e depuração de efluentes aos limites da parcela - 6 m.
- 7 -As excepções ao número anterior são as seguintes:
- a)Os prédios rústicos nos quais da aplicação do índice resulte uma área de edificação inferior a 105 m2, para os quais se aplicarão os seguintes parâmetros:
- i)Área máxima de construção - 105 m2;
- ii)Afastamento mínimo aos limites do prédio - 3 m;
- iii)Número máximo de dois pisos e cércea máxima de 5,5 m;
- b)O licenciamento de empreendimentos turísticos a classificar como estabelecimentos hoteleiros, meios complementares de alojamento turístico e os empreendimentos de animação turística, que obedecerão aos seguintes parâmetros:
- i)Índice máximo de construção líquido - 0,25;
- ii)Índice máximo de construção bruto - 0,15 (aplicável somente aos aldeamentos turísticos);
- iii)Coeficiente máximo de impermeabilização do solo - 0,35 (excepto recintos desportivos);
- iv)Número máximo de dois pisos e cércea máxima de 8 m para estabelecimentos hoteleiros;
- v)Área mínima de estacionamento - um lugar/três camas turísticas ou um lugar/dois utentes, no caso de empreendimentos que não sejam de alojamento;
- vi)Dimensão mínima da parcela a atribuir a cada fogo em aldeamentos turísticos - 600 m2;
- c)O licenciamento e a ampliação de unidades industriais directamente ligadas às actividades agrícolas em que sejam respeitados os seguintes condicionamentos:
- i)A previsão de áreas destinadas ao estacionamento e a operações de cargas e descargas no interior do lote;
- ii)Uma adequada inserção paisagística;
- iii)O respeito por um distanciamento mínimo de 50 m aos limites dos espaços urbanos e espaços urbanizáveis;
- d)A construção de silos, depósitos de água e estufas.
- a)Os prédios rústicos nos quais da aplicação do índice resulte uma área de edificação inferior a 105 m2, para os quais se aplicarão os seguintes parâmetros:
- 8 -Na construção de novos edifícios devem ser realizados pelo requerente os trabalhos necessários à execução das infra-estruturas ou ser custeados os encargos inerentes à sua execução, bem como os encargos de funcionamento das infra-estruturas, por um período mínimo de 10 anos, nos termos da lei.
Artigo 11.º — Espaços florestais
Vigente desde: 06/07/2006
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Versão 1Versão em vigor
Em vigor desde 06/07/2006